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Teoria radical explica origem, evolução e natureza da vida

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Publicado em Terça, 31 Janeiro 2012 14:27
Escrito por Raphael Bastos
Acessos: 24

 

Unificação do conhecimento

A Terra é viva, propõe uma nova e revolucionária teoria científica da vida.

A proposta está sendo feita por Erik Andrulis, professor de biologia molecular e microbiologia da Universidade Case Western, nos Estados Unidos.

O cientista desenvolveu um modelo que pretende nada menos do que unificar a física, a química e a biologia.

A teoria trans-disciplinar demonstra que objetos supostamente inanimados e não-vivos - por exemplo, planetas, a água, as proteínas e o DNA - são na verdade animados, ou seja, vivos.

Com o seu amplo poder explicativo, aplicável a todas as áreas da ciência e da medicina, este novo paradigma pretende catalisar um verdadeiro Renascimento.

Erik Andrulis adiantou seu controverso arcabouço teórico no manuscrito "Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida", publicado no jornal científico Life, que é revisado pelos pares - ou seja, outros cientistas acataram a proposta como, no mínimo, digna de ser lida.

Emergência da vida no Universo

A teoria explica não só a emergência evolutiva da vida na Terra e no Universo, como também a estrutura e a função desde as células até as biosferas.

Além de resolver paradoxos e enigmas que têm persistido na química e na biologia, a teoria do Dr. Andrulis unifica a mecânica quântica e a mecânica celestial.

Sua solução nada ortodoxa para este problema quintessencial na física difere das abordagens tradicionais, como a teoria das cordas - para Andrulis, a solução é simples, não-matemática, e experimentalmente e experiencialmente verificável.

Como tal, o novo retrato da gravidade quântica é radical.

Teoria radical explica origem, evolução e natureza da vida
Dr. Erik D. Andrulis, autor da nova Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida. [Imagem: Case Western]

Redemoinho da vida

A ideia básica da teoria do Dr. Andrulis é que toda a realidade física pode ser modelada por uma única entidade geométrica, com características de vida: o redemoinho, ou giro.

O chamado "giromodelo" retrata objetos-partícula, átomos, compostos químicos, moléculas e células, como pacotes quantizados de energia e matéria que oscilam ciclicamente entre estados fundamentais (não-excitados) e animados (excitados) em torno de uma singularidade, o centro do giromodelo.

Uma singularidade é ela própria modelada como um giro, totalmente compatível com a natureza termodinâmica e fractal da vida. Um exemplo dessa organização aninhada, auto-similar, pode ser encontrado nas bonecas russas Matryoshka.

Leis da natureza

Ajustando o giromodelo para fatos acumulados ao longo da história científica, o Dr. Andrulis confirma a existência, proposta por sua teoria, de oito leis da natureza.

Uma delas, a lei natural da unidade, decreta que a célula viva e qualquer parte do universo visível são irredutíveis.

Esta lei estabelece formalmente que não há uma realidade física.

Outra lei natural determina que os reinos atômico e cósmico obedecem a restrições organizacionais idêntica - simplificando, os átomos do corpo humano e os sistemas solares no Universo movem-se e comportam-se exatamente da mesma maneira.

Teoria radical explica origem, evolução e natureza da vida
O novo paradigma oferece uma fundamentação teórica à premissa de Gaia, de James Lovelock. [Imagem: U.C.Riverside]

Teoria da vida

"A ciência moderna não tem uma teoria da vida interdisciplinar, unificante. Em outras palavras, as teorias atuais são incapazes de explicar por que a vida é do jeito que é, e não de outra forma," diz o Dr. Andrulis.

"Este paradigma geral fornece uma perspectiva nova e estimulante sobre o caráter e o sentido da vida, oferece soluções para problemas que persistem [nas teorias atuais] e se esforça para acabar com os debates desagregadores," completa.

Um desses debates gira em torno do mérito científico da popular hipótese de Gaia, de James Lovelock.

Ao mostrar que a Terra é teoricamente sinônimo de vida, o paradigma do Dr. Andrulis fundamenta a premissa de Gaia de que todos os organismos e seu ambiente na Terra estão intimamente integrados para formar um único e complexo sistema auto-regulador.

Outra briga lendária é a que persiste entre os criacionistas bíblicos e os evolucionistas neo-darwinistas.

Ao demonstrar que a origem e a evolução da vida são consequências de leis naturais e forças físicas, a nova teoria sintetiza argumentos e desconstrói suposições de ambos os lados do debate criação-evolução.

Equilíbrio

Para testar seu paradigma, o Dr. Andrulis projetou diagramas bidirecionais de fluxo que tanto descrevem quanto preveem a dinâmica da energia e da matéria.

Embora tais diagramas possam ser estranhos para alguns cientistas, eles usam a notação das reações que é clássica para os químicos, bioquímicos e biólogos.

O texto completo do artigo Teoria da Origem, Evolução e Natureza da Vida está disponível em inglês.

Como ocorre com todas as novas teorias, a única coisa possível de adiantar com relação à proposta do Dr. Andrulis é que ela suscitará debates apaixonados - e paixões quase nunca levam a primeiros comportamentos equilibrados.

Bibliografia:

Theory of the Origin, Evolution, and Nature of Life.
Erik D. Andrulis
Life
Vol.: 2(1):1-105
DOI: 10.3390/life2010001
http://www.mdpi.com/2075-1729/2/1/1/pdf
fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=teoria-radical-explica-origem-evolucao-natureza-vida&id=010125120128&ebol=sim

 

12 dicas para ajudar seu animal que tem medo dos fogos

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Publicado em Quinta, 29 Dezembro 2011 13:53
Escrito por Raphael Bastos
Acessos: 130

 

Sábado começam as festas de final de ano e eu ja estou desesperada atrás de informações para ajudar com o sofrimento dos meus bichos! Na minha família ja faz alguns anos que acabamos com a utilização de fogos de artifício, alem de incomodar os animais, eles são muito perigosos para quem não tem o mínimo de instrução. Mas também sabemos que fogos são lindos, coloridos, emocionantes e nunca vamos conseguir convencer  prefeituras e hotéis a não realizarem mais shows de fogos na virada! Então vai aqui algumas dicas básicas e interessantes!

  1. IMPORTANTE: NUNCA punir seu animal, mesmo se ele fizer xixi, também não tente protege-lo demais (dando colo, por exemplo), caso contrario você vai incentivar seu cão a ter esse comportamento.
  2. Evite fugas: A primeira coisa a fazer nas noites de festa é fechar bem as portas e as janelas. No desespero, cães e gatos tentam fugir, o pânico desorienta o animal, que tende a correr desesperado e sem destino. Animais com certa idade podem sofrer paradas cardiorrespiratórias, convulsões e diversos outros problemas.
  3. Crie um refúgio: Coloque seu bicho em um lugar onde ele se sinta seguro. Mantenha a luz acesa e, se ele estiver acostumado, deixe TV e rádio ligado. Converse um pouco, faça carinho e vá visitá-lo de tempo em tempo
  4. Ajude ele a se sentir protegido: Tente diminuir os ruídos, coloque cobertores pesados ou ate mesmo um colchão tampando a janela e outras frestas.
  5. Tampões: Alguns veterinários aconselham o uso de tampões de algodão nos ouvidos que podem ser colocados minutos antes e tirados logo após os fogos.
  6. Jamais ofereça a comida da ceia: Pode até ser que o peru esteja divino e a maionese seja light. Mas nada de dar ao seu bicho a comida da ceia de Réveillon. Problemas de digestão, somados ao pânico que ele sente dos rojões, podem até levar à morte, em casos extremos. Alimente-o com a ração de costume e ofereça água. Evite até dar biscoitinhos  para que ele não associe o fato de ter medo a uma coisa “boa” que ele pode ser recompensado.
  7. Solte a coleira: Não deixe seu cachorro ou gato na coleira. Muitos animais, quando presos, morrem por enforcamento, no desespero de fugir dos fogos e rojões. Se precisar isolá-lo, deixe-o fechado num quartinho.
  8. Acalme-o : Homeopatia, florais e acupuntura podem diminuir o medo e a ansiedade do seu animal. Mas esses tratamentos devem ser feitos ao longo do ano. Em casos muito graves, converse com o veterinário.
  9. Identifique seu animal: Coloque uma coleira com plaqueta de identificação no pescoço do seu cão ou gato, importante para achá-lo no caso de fuga. A coleira do gato deve ser elástica, para que não haja risco de enforcamento ao se prender a um galho ou outro objeto. A plaqueta deve conter o número do seu telefone (residência e celular).
  10. Evite brigas: Não deixe muitos cães juntos, pois, excitados pelo barulho, brigam e se ferem gravemente.
  11. Distraia seu bichinho: se for possível ficar com eles durante a queima de fogos tente desviar a atenção dele com aquelas brincadeiras que ele mais gosta.
  12. Evite acidentes: Retire qualquer coisa que possa ser derrubada, quebrada ou derramada do ambiente que o animal vai freqüentar.

Principais conseqüências do contato com fogos e barulhos altos demais:

  • Fugas, perdidos eles podem se afogar, ser atropelados ou mesmo provocar acidentes.
  • Mortes, enforcando-se na própria coleira quando não conseguem rompê-la para fugir, ou mesmo ao tentarem passar por vãos pequenos. Atirando-se de janelas, atravessando portas de vidro, batendo a cabeça contra paredes ou grades.
  • Ferimentos, quando atingido ou quando abocanham rojão achando que é algum objeto para brincar.
  • Traumas emocionais, resultando na mudança de temperamento para agressividade.
  • Ataques, contra os próprios donos e outras pessoas.
  • Brigas com outros animais com os quais convivem inclusive.
  • Mutilações, no desespero de fugir atravessando grades e portões.
  • Convulsões em cães de mais idade.
  • Quedas de grandes alturas.
  • Aprisionamento indesejado em lugares de difícil acesso na tentativa de se protegerem.

A Hill’s, fabricante de alimentos para animais, também da uma dica que vale a pena tentar!

Grave o som de fogos de artifício ou trovão e coloque para tocar em um volume baixo. Enquanto isso, confira a reação do seu bicho e tente distrai-lo com brincadeiras. Aos poucos e de tempos em tempos, vá aumentando o volume. Se ele voltar a mostrar medo, tente mais tarde. Dependendo do trauma do seu bicho, o processo pode ser longo e requerer uma dose extra de paciência. Mas, no final, o cão irá conviver bem melhor com o barulho dos fogos de artifício.

fonte: http://meuzoologico.wordpress.com/2011/12/21/12-dicas-para-ajudar-seu-animal-com-o-medo-dos-fogos/

 

Susan Blackmore: Memes e Temes

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Publicado em Segunda, 26 Dezembro 2011 01:25
Escrito por Raphael Bastos
Acessos: 139

Susan Blackmore explica sua teoria de que idéias que se reproduzem de cérebro a cérebro como um vírus.

Ela faz um argumento novo e ousado: A humanidade gerou um novo tipo de meme, o teme, que se espalha através da tecnologia - e inventa maneiras de manter-se vivo

 

Parte 1:

http://www.youtube.com/watch?v=yx-SCfY2iU4

Parte 2:

http://www.youtube.com/watch?v=tPnAshD5jJo

Parte 3:

http://www.youtube.com/watch?v=NanNzlrXFBU

Papai Noel e o Xamanismo

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Publicado em Sábado, 24 Dezembro 2011 08:15
Escrito por Raphael Bastos
Acessos: 159

O Natal sempre marca o solstício de inverno no hemisfério norte. É nesse período que os xamãs, até hoje, realizam rituais de passagem para um novo ciclo anual.

Muitos povos xamânicos também comemoravam a cerimônia da árvore, representando a "Árvore do Mundo". Será por isso que levamos uma para dentro de nossas casas e a enfeitamos?
Partimos da crença de que a lenda do Papai Noel nasceu na Sibéria. Existia uma tribo na antiga Sibéria chamada O Povo das Renas.

As renas eram para os siberianos o que o búfalo representa para os nativos americanos; eram também consideradas a manifestação do Grande Espírito Rena, invocado pelos xamãs para resolver os problemas do povo. Nas suas jornadas xamânicas, ele viajava, em transe, em um trenó de renas voadoras.

Existe na Sibéria um enteógeno poderoso chamado Amanita muscária, um cogumelo vermelho com manchas brancas. É o sacramento de seus trabalhos espirituais. A Amanita muscária é um cogumelo enteógeno, que proporciona visões e introvisões de profundo significado. Esse cogumelo contém elementos que permanecem intactos em sua passagem pelo organismo, por isso os xamãs siberianos guardavam e consumiam a própria urina para ser bebida no inverno, quando não havia o cogumelo.

Não eram só os xamãs que usavam amanita, as renas também comiam. Eles até conseguiam atrair renas com a urina, que chegavam a brigar para tomá-la e as laçavam enquanto bebiam.

Alguns caçadores davam pedaços de amanita para as renas para aumentar a sua força e resistência física, e assim suportarem melhor as longas distâncias. Se as renas fossem abatidas por alguém nesse momento, quando estavam na manifestação do enteógeno, os efeitos do amanita passariam para quem comesse a sua carne.

Caçadores, ao se alimentarem de renas que haviam ingerido amanita, tiveram uma visão coletiva de um homem vestido de vermelho e branco (cor do cogumelo), um xamã que levava presentes para a população.

Leia mais: Papai Noel e o Xamanismo

Por que acreditamos em Deus?

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Publicado em Sexta, 16 Dezembro 2011 16:55
Escrito por Roelf Cruz Rizzolo
Acessos: 313


Tempos atrás, apenas teólogos ou filósofos tentariam responder esta pergunta, mas nas últimas duas décadas cientistas de diversas áreas do conhecimento têm aportado informações valiosas que nos ajudam a compreender o fenômeno da fé. Para eles -e com razão- a fé religiosa é também um comportamento, e como tal tem uma base biológica.

As teorias dos cientistas dividem-se em duas vertentes, a educacional e a evolutiva. A explicação educacional é fácil de entender. Adultos -pelo menos muitos deles- acreditam em deuses porque lhes foi ensinado quando crianças.

Ao contrário de outros mamíferos, os primatas nascemos muito mal preparados para a vida. Ao nascer não sabemos fazer quase nada. Passamos um longo período da nossa infância aprendendo dos adultos mais próximos. Crianças aceitam sem duvidar as explicações de um adulto, fundamentalmente quando este tem uma posição de autoridade dentro do grupo. Seus cérebros estão preparados para assimilar tudo da forma mais rápida possível. Aprender rápido é uma questão de sobrevivência. Se um adulto próximo lhes ensina a não comer determinada fruta, aprenderão que essa fruta é nociva. Se um adulto lhes ensina que devem temer a um deus, o temerão.

Leia mais: Por que acreditamos em Deus?

Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após a prisão de políticos e banqueiros

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Publicado em Terça, 13 Dezembro 2011 09:38
Escrito por Raphael Bastos
Acessos: 211


Islândia conseguiu acabar com um governo corrupto e parasita. Prendeu os responsáveis pela crise financeira, mandando para a prisão. Começou a redigir uma nova Constituição feita por eles e para eles. E hoje, graças à mobilização, será o país mais próspero de um ocidente submetido a uma tenaz crise de dívida. 

É a cidadania islandesa, cuja revolta em 2008 foi silenciada na Europa por temor a que muitos percebessem. Mas conseguiram, graças à força de toda uma nação, o que começou sendo crise se converteu em oportunidade. Uma oportunidade que os movimentos altermundistas observaram com atenção e o colocaram como modelo realista a seguir.

Consideramos que a história da Islândia é uma das melhores noticias dos tempos atuais. Sobretudo depois de saber que segundo as previsões da Comissão Europeia, este país do norte atlântico, fechará 2011 com um crescimento de 2,1% e que em 2012, este crescimento será de 1,5%, uma cifra que supera o triplo dos países da zona euro. A tendência ao crescimento aumentará inclusive em 2013, quando está previsto que alcance 2,7%. Os analistas asseveram que a economia islandesa segue mostrando sintomas de desequilíbrio. E que a incerteza segue presente nos mercados. Porém, voltou a gerar emprego e a dívida pública foi diminuindo de forma palpável.

Este pequeno país do periférico ártico recusou resgatar os bancos. Os deixou cair e aplicou a justiça sobre aqueles que tinham provocado certos descalabros e desmandes financeiros. Os matizes da história islandesa dos últimos anos são múltiplos. Apesar de transcender parte dos resultados que todo o movimento social conseguiu, pouco foi falado do esforço que este povo realizou. Do limite que alcançaram com a crise e das múltiplas batalhas que ainda estão por se resolver.

Porém, o que é digno de menção é a história que fala de um povo capaz de começar a escrever seu próprio futuro, sem ficar a mercê do que se decida em despachos distantes da realidade cidadã. E embora continuem existindo buracos para preencher e escuros por iluminar.

A revolta islandesa não causou outras vítimas que os políticos e os homens de finanças costumam divulgar. Não derramou nenhuma gota de sangue. Não houve a tão famosa "Primavera Árabe". Nem sequer teve rastro mediático, pois os meios passaram por cima na ponta dos pés. Mesmo assim, conseguiram seus objetivos de forma limpa e exemplar.

Hoje, seu caso bem pode ser o caminho ilustrativo dos indignados espanhóis, dos movimentos Occupy Wall Street e daqueles que exigirem justiça social e justiça econômica em todo o mundo.

 

fonte: http://forner179.blogspot.com/2011/12/islandia-triplicara-su-crecimiento-en.html

http://maestroviejo.wordpress.com/2011/12/06/islandia-triplicara-su-crecimiento-en-2012gracias-a-las-revueltas-sociales/

O Facebook está contra a alegria

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Publicado em Segunda, 28 Novembro 2011 11:15
Escrito por Raphael Bastos
Acessos: 235

Uma das ideias mais influentes e perigosas, e menos consideradas, a surgir neste final de ano no Vale do Silício é a de "compartilhamento sem fricção". Articulada por Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, em setembro, a ideia pode reformular a cultura da internet tal como a conhecemos - e não para melhor.

O princípio que embasa o "compartilhamento sem fricção" é enganosamente simples e atraente: em lugar de perguntar aos usuários se eles desejam compartilhar com os amigos seus produtos favoritos -os filmes a que assistem online, a música que ouvem, os livros e artigos que leem-, por que não registrar automaticamente todas as suas escolhas, livrá-los da tarefa de compartilhar essas informações e permitir que seus amigos descubram mais conteúdo interessante de forma automática? Se Zuckerberg conseguir o que quer, cada artigo que leiamos e cada canção que viermos a escutar seria automaticamente compartilhada com os outros -sem que tivéssemos nem de apertar aqueles irritantes botões de "curtir".

Leia mais: O Facebook está contra a alegria

Pablo Ortellado: A cortina de fumaça da segurança na USP

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Publicado em Terça, 08 Novembro 2011 12:53
Escrito por Pablo Ortellado
Acessos: 228

A detenção de três estudantes da Faculdade de Filosofia da USP que fumavam maconha gerou protestos que terminaram num conflito com a polícia militar e a subsequente ocupação da administração da faculdade e do prédio da reitoria.

Esse episódio soma-se a outros ocorridos nos últimos anos que envolveram piquetes, a ocupação de prédios administrativos e a atuação repressiva da polícia militar. Em todos os casos, um acalorado debate opôs defensores da atuação (mais ou menos rigorosa) da polícia e defensores da autonomia universitária (que limitaria ou impediria a atuação policial no campus). Acredito, no entanto, que os termos do debate estão mal-colocados e a questão de fundo relevante, completamente ausente.

Liberdades individuais

O primeiro mal-entendido a desfazer é que não há objeção, que eu conheça, à atuação limitada e específica da polícia para reprimir crimes comuns, como assaltos a banco. Tanto não há objeção que antes do recente convênio firmado entre a reitoria e a polícia militar, ela já atuava nesses casos, sem que tivesse surgido qualquer tipo de protesto.

Leia mais: Pablo Ortellado: A cortina de fumaça da segurança na USP

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