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Para onde vamos?

A enxurrada de decisões governamentais esdrúxulas, frases presidenciais aparentemente sem sentido e muita propaganda talvez levem as pessoas de bom senso a se perguntarem: afinal, para onde vamos? Coloco o advérbio “talvez” porque alguns estão de tal modo inebriados com “o maior espetáculo da terra”, de riqueza fácil que beneficia a poucos, que tenho dúvidas. Parece mais confortável fazer de conta que tudo vai bem e esquecer as transgressões cotidianas, o discricionarismo das decisões, o atropelo, se não da lei, dos bons costumes. Tornou-se habitual dizer que o governo Lula deu continuidade ao que de bom foi feito pelo governo anterior e ainda por cima melhorou muita coisa. Então, por que e para que questionar os pequenos desvios de conduta ou pequenos arranhões na lei?

Só que cada pequena transgressão, cada desvio, vai se acumulando até desfigurar o original. Como dizia o famoso príncipe tresloucado, nesta loucura há método. Método que provavelmente não advenha do nosso Príncipe, apenas vítima, quem sabe, de apoteose verbal. Mas tudo o que o cerca possui um DNA que, mesmo sem conspiração alguma, pode levar o país, devagarinho, quase sem que se perceba, a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos.

É possível escolher ao acaso os exemplos de “pequenos assassinatos”. Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada? Mudança que nem sequer pode ser apresentada como uma bandeira “nacionalista”, pois se o sistema atual, de concessões, fosse “entreguista” deveria ter sido banido, e não foi. Apenas se juntou a ele o sistema de partilha, sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública. Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou? Por que tanto ruído e tanta ingerência governamental em uma companhia (a Vale) que, se não é totalmente privada, possui capital misto regido pelo estatuto das empresas privadas? Por que antecipar a campanha eleitoral e, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante? Por que, na política externa, esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?

Pouco a pouco, por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do “autoritarismo popular” vai minando o espírito da democracia constitucional. Essa supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente. Na contramão disso tudo, vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar, quando os “projetos de impacto” (alguns dos quais viraram “esqueletos”, quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis) animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Em pauta, temos a transnordestina, o trem-bala, a Norte-Sul, a transposição do São Francisco e as centenas de pequenas obras do PAC, que, boas algumas, outras nem tanto, jorram aos borbotões no orçamento e minguam pela falta de competência operacional ou por desvios barrados pelo TCU. Não importa: no alarido da publicidade, é como se o povo já fruísse os benefícios: “Minha casa, minha vida”; biodiesel de mamona, redenção da agricultura familiar; etanol para o mundo e, na voragem de novos slogans, pré-sal para todos.

Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo “Brasil potência”. Até mesmo a apologia da bomba atômica como instrumento para que cheguemos ao Conselho de Segurança da ONU – contra a letra expressa da Constituição – vez por outra é defendida por altos funcionários, sem que se pergunte à cidadania qual o melhor rumo para o Brasil. Até porque o presidente já declarou que em matéria de objetivos estratégicos (como a compra dos caças) ele resolve sozinho. Pena que tivesse se esquecido de acrescentar “l’État c’est moi”. Mas não esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica: viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender “nosso pré-sal”. Está bem, tudo muito lógico.

Pode ser grave, mas, dirão os realistas, o tempo passa e o que fica são os resultados. Entre estes, contudo, há alguns preocupantes. Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites. Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo. Este último tem método. Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados. Foi no “dedaço” que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI. Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições, sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários, uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão. Estes são “estrelas novas”. Surgiram no firmamento, mudaram de trajetória e nossos vorazes mas ingênuos capitalistas recebem deles o abraço da morte. Com uma ajudinha do BNDES, então, tudo fica perfeito: temos a aliança entre o Estado, os sindicatos, os fundos de pensão e os felizardos de grandes empresas que a eles se associam.

Ora dirão (já que falei de estrelas), os fundos de pensão constituem a mola da economia moderna. É certo. Só que os nossos pertencem a funcionários de empresas públicas. Ora, nessas, o PT, que já dominava a representação dos empregados, domina agora a dos empregadores (governo). Com isso, os fundos se tornaram instrumentos de poder político, não propriamente de um partido, mas do segmento sindical-corporativo que o domina. No Brasil, os fundos de pensão não são apenas acionistas – com a liberdade de vender e comprar em bolsas – mas gestores: participam dos blocos de controle ou dos conselhos de empresas privadas ou “privatizadas”. Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados, eis o bloco sobre o qual o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se ganhar as eleições. Comecei com para onde vamos? Termino dizendo que é mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde.

(*) Ex-presidente da República

Fonte: contextopolitico.blogspot.com

 

LULA X FHC: UMA COMPARAÇÃO HONESTA

A grande obsessão de Lula se chama Fernando Henrique Cardoso. O atual Presidente da República sugere fazer um comparativo entre as duas gestões, a sua e de FHC, para que a "melhor" seja escolhida na pessoa dos sucessores: Serra, Ciro, Dilma ou Aécio. Faz sentido. Mas como estabelecer essa comparação?

Já caí na arapuca da "aritmética falha", qual seja: fazer de conta que o Brasil começou com Fernando Henrique, e Lula o pegou daí. Bobagem. FHC, por óbvio, não pegou a casa redondinha. Ele próprio, como Ministro da Fazenda de Itamar Franco, precisou fazer seus ajustes e, nessa época, a coisa estava relativamente bagunçada.

Mas, sem delongas, vamos comparar e, nesse sentido, façamos da maneira mais honesta:

- Quem foi melhor para a estabilização econômica do país, em comparação com a gestão anterior?
a) FHC comparado a Collor; ou
b) Lula comparado a FHC?

- Qual das gestões foi melhor para a distribuição de renda e para projetos sociais?
a) FHC comparado a Collor; ou
b) Lula comparado a FHC?

- Em qual das administrações houve maior fortalecimento das instituições?
a) FHC comparado a Collor; ou
b) Lula comparado a FHC?

Enfim, a coisa é mais ou menos por aí. Lula gostou tanto da política econômica de FHC que colocou um tucano no Banco Central, mantendo-o até hoje (recentemente filiado ao PMDB). O Fome Zero fez água, de modo que foi preciso eliminá-lo e ressuscitar os programas da gestão anterior, aglutinando-os sob o nome "Bolsa Família".

Por fim - não por ironia do destino, mas por fisiologismo pragmático -, ressurge Collor, agora como aliado, em fotografias, abraços e discursos inflamados de apoio, de modo que nem se pode falar em "carta fora do baralho" ou "comparação descabida". O exemplo aí das comparações está mais do que vivo e faz parte da base do governo.

Se for pra comparar, façamos com honestidade. É preciso saber como a casa foi encontrada e como foi devolvida. Estabilizar a herança collorida é uma coisa, recauchutar programas preexistentes depois de falhar miseravelmente num vexatório "Fome Zero", bom, aí é outra coisa.

Mas, no fim das coisas, o povo, povão mesmo, não vai é comparar nada. E, para alegria de uns e tristeza de outros, não há tanta transferência de votos assim, também. Política, no Brasil, é feita de forma pessoal, com carisma e fatores bem pouco atrelados aos fatores técnicos e ideológicos propagados pelos " especialistas".

O texto fica mais como reflexão provocativa. Na prática, a teoria nem chega a ser outra. Ela meramente inexiste.

 

Fonte: www.interney.net/blogs/imprensamarrom

 

Mudanças no hippies.com.br

Olá a todos!

Pedimos desculpas pelas instabilidades do site de uns dias pra cá. Tivemos vários problemas que nos obrigaram a mudar de empresa de hospedagem. Vou resumir a história toda para que fique mais claro.
No dia 30/11/2009 tivemos um problema no servidor que nos obrigou a fazer a restauração de um backup. Entramos em contato com a antiga empresa de hospedagem (HOSTDIME) para que fosse efetuado o processo de restauração. Após restauração ter sido realizada, noto que o site havia retornado, porém todo o serviço de emails havia parado. Entramos em contato novamente, e após brigas e exaustões decidimos mudar de servidor. Hoje estamos no ARGOHOST, e estamos gostando muito do atendimento e velocidade na resolução das solicitações. Toda migração dá trabalho, logo de ontem pra hoje houve um pequeno problema na abertura do site, que exibia mensagens de erro de banco de dados, mas já foi resolvido.

O site ganhou espaço ilimitado de armazenamento, aumentou a velocidade do acesso e ficou mais estável. Logo, aproveitem e aguardem, pois melhorias e maior conteúdo virão.

Aproveitando o espaço, pedimos desculpas pela demora em conteúdos novos pro site (artigos, notícias, imagens, downloads, etc). Nós da equipe do hippies.com.br estivemos muito ocupados ultimamente, o que nos deixou um pouco afastados. Também estamos atentos à isso. No mais agradeçemos as visitas, que nos surpreenderam bastante pois em tão pouco tempo de site e nenhuma (isso mesmo, NENHUMA) propaganda, divulgação, etc, tivemos mais de 330 mil visitas, e todas essas conheceram o site no famoso "divulgação boca a boca". Agradecemos também os vários emails de sugestões e reclamações que recebemos todos os dias.

Enfim, stay true folks.

 

Ateísmo: Uma nova religião?

Na edição de hoje: O que significa UNA e ATEA; como abrir o livro de ciências pode mudar sua vida.

Na coluna de hoje tentarei desfazer uma das (falsas) premissas mais utilizadas por alguns religiosos na tentativa de denegrir pensamento ateu. Estou falando da alegação de que o esteja se tornando uma nova . Mas antes vamos ao (mais divertido absurdo do que nunca)…

FAQ

"Voce acha que a ciência um dia poderá provar (de forma incontestável) que deus realmente não existe? O que existe atualmente, na verdade, é a falta de provas para a existencia de deus, logo, conclui-se que não existe.
\\ //
Uma duvida: Eu vi num video do “Atheist Experience”, que o apresentador owna a tal idéia da banana ser uma criação perfeita de deus. O apresentador diz que a planta é híbrida, criação humana, não existe na natureza. Poderiam confirmar? (Cite a fonte) – Wuaa"

Vou aproveitar sua pergunta para responder os inúmeros questionamentos semelhantes, apesar de já ter respondido algumas vezes. Não. A ciência não pode provar a inexistência daquilo que (supostamente) não existe, mesmo que todo aponte para a inexistência. Seja o Monstro do lago Ness, o pé grande, o chupa cabras, o curupira, a mula sem cabeça, o deus católico ou Anúbis. Isso é um princípio tão simples e lógico que é um dos principais pilares da jurisdição e da lógica: o ônus da prova cabe a quem alega. Mas parece que alguns religiosos não compreendem isso… afinal, não é a toa que durante a Santa Inquisição, bastava chamar alguém de bruxa para condená-la a fogueira. Quanto sua outra dúvida, eu mesmo já falei sobre ela aqui. Mas já que você me pediu uma (das milhões que existem na Internet e livros didáticos) fonte, por que não o artigo de uma pós-graduanda em fisiologia e bioquímica de plantas? AQUI!

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O BRASILEIRO, INFELIZMENTE, É CONSERVADOR

Não sou conservador, acho que sou liberal ao extremo. Sou partidário da liberação total das drogas (todas elas), sou veementemente contra a adoção da pena de morte, sou contra o serviço militar obrigatório, sou contrário a toda e qualquer forma de ensino religioso nas escolas (bem como exibição de símbolos congêneres em edificações da administração pública, qualquer que seja a esfera ou poder), sou favorável à descriminação do aborto, a todos os direitos aos homossexuais e assim por diante.

Essas são opiniões minhas. Mas, por não acreditar no sistema socialista e em outras coisas, como o fuzilamento de adversários e a supressão de eleições livres (nem simpatizar com governos que adotam tal "metodologia gerencial"), sou considerado "de direita" – isso por brasileiros que supõem entender de discussão política, é claro.

Porque somos aquele povo analfabeto que ri da suposta ignorância do americano médio, enquanto o americano médio é geralmente alfabetizado e comete o pecado imperdoável de não achar o Brasil no mapa (e nós, tentem aí!, não encontramos qualquer país da África, Ásia, América Central etc.).

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Credo de um cientista de hoje (por Julian Huxley)

Creio que a vida pode ser digna de ser vivida. Acredito nisto, a despeito da dor, da miséria, da crueldade, da infelicidade e da morte. Não creio que seja necessariamente digna de ser vivida somente para que a maior parte das pessoas possa sê-la.

Também creio que o homem, como indivíduo, como grupo, e coletivamente como humanidade, pode realizar um propósito satisfatório na existência. Creio isto a despeito do mau êxito, da ausência de finalidade, da frivolidade, do tédio, da preguiça e do fracasso. Ainda, não creio que haja inevitavelmente um fim inerente ao universo ou à nossa existência, ou que a humanidade tenda a alcançar um propósito satisfatório, mas somente que tal propósito possa ser encontrado.

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Estudo Relaciona Descrença Religiosa a QI Alto

Um artigo de pesquisadores europeus, que será publicado na revista acadêmica Intelligence em setembro, defende a tese de que pessoas com QI (Quociente de Inteligência) mais alto são menos propensas a ter crenças religiosas.

O texto é assinado por Richard Lynn, professor de psicologia da Universidade do Ulster, na Irlanda do Norte, em parceria com Helmuth Nyborg, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, e John Harvey, sem afiliação universitária.

Lynn é autor de outras pesquisas polêmicas, entre elas uma sugerindo que os homens são mais inteligentes do que as mulheres.

A conclusão é baseada na compilação de pesquisas anteriores que mostram uma relação entre QIs altos e baixa religiosidade e em dois estudos originais.

Em um desses estudos, os autores compararam a média de QI com religiosidade entre países.

No outro estudo, eles cruzaram os resultados de jovens americanos em um teste alternativo de habilidade intelectual (fator g) com o grau de religiosidade deles.

Na pesquisa entre países, os pesquisadores analisaram média de QI com o de religiosidade em 137 países. Os dados foram coletados em levantamentos anteriores.

Os autores concluíram que em apenas 23 dos 137 países a porcentagem da população que não acredita em Deus passa dos 20% e que esses países são, na maioria, os que apresentam índices de QI altos.

Exceções

Os pesquisadores dividiram os países em dois grupos.

No primeiro grupo, foram colocados os países cujas médias de QI são mais baixos, variando de 64 a 86 pontos. Nesse grupo, uma média de apenas 1,95% da população não acredita em Deus.

No segundo grupo, onde a média de QI era de 87 a 108, uma média de 16,99% da população não acredita em Deus.

Os autores argumentam que há algumas exceções para a conclusão de que QI alto equivale a altas taxas de ateísmo.

Eles citam, por exemplo, os casos de Cuba (QI de 85 e cerca de 40% de descrentes) e Vietnã (QI de 94 e taxa de ateísmo de 81%), onde há uma porcentagem de pessoas que não acreditam em Deus maior do que a de países com QI médio semelhante.

Uma possível explicação estaria, segundo os autores, no fato de que "esses países são comunistas nos quais houve uma forte propaganda ateísta contra a crença religiosa".

Outra exceção seriam os Estados Unidos, onde a média de QI é considerada alta (98), mas apenas 10,5% dizem não acreditar em Deus, uma taxa bem mais baixa do que a registrada no noroeste e na região central da Europa – onde há altos índices médios de QI e de ateísmo.

Lynn diz que uma explicação para o quadro verificado nos Estados Unidos pode estar no fato de que "há um grande influxo de imigrantes de países católicos, como México, o que ajuda a manter índices altos de religiosidade".

Mas ele reconhece que mesmo grupos que emigraram para os Estados Unidos há muito tempo tendem a ter crenças religiosas fortes e diz que, simplesmente, não consegue explicar a realidade americana.

Generalização

Os autores argumentam que essa relação entre QI e descrença religiosa vem sendo demonstrada em várias pesquisas na Europa e nos Estados Unidos desde a primeira metade do século passado.

Eles citam, também, uma pesquisa de 1998 que mostrou que apenas 7% dos integrantes da Academia Nacional Americana de Ciências acreditavam em Deus, comparados com 90% da população em geral.

Lynn admitiu à BBC Brasil que os resultados apontam para uma "generalização" e que há pessoas com QI alto que têm crenças religiosas fortes.

Segundo ele, há vários fatores, como influência familiar ou pressão social, que influenciam a religiosidade das pessoas.

"Nós temos que diferenciar a situação hoje com outros períodos da história. As pessoas tendem a adotar uma atitude de acordo com a sociedade em que vivem. Hoje em dia, na Grã-Bretanha e em outros países europeus, não há tanta pressão da sociedade para que você acredite em Deus", afirma.

Uma das hipóteses que o estudo levanta para tentar explicar a correlação entre QI e religiosidade é a teoria de que pessoas mais inteligentes são mais propensas a questionar dogmas religiosos "irracionais".

Dúvidas

O professor de psicologia da London School of Economics, Andy Wells, porém, levanta questões sobre a tese.

"A conclusão do professor Lynn é de que um QI alto leva à falta de religiosidade, mas eu acredito que é muito difícil ter certeza disso", afirma.

De acordo com Wells, vários estudos já demonstraram que pessoas com níveis de QI altos tendem a ter níveis de educação mais altos.

"E quanto mais educação as pessoas têm, é mais provável que elas tenham acesso a teorias alternativas de criação do mundo, por exemplo", afirma Wells.

O jornal de psicologia Intelligence, publicado na Grã-Bretanha, traz pesquisas originais, estudos teóricos e críticas de estudos que "contribuam para o entendimento da inteligência". Acadêmicos de universidades de vários países fazem parte da diretoria editorial.

Fonte: www.psicologado.com

 

MID - Maldita Inclusão Digital

Não conheço um internauta 1.0 que não abomine a tal "inclusão digital". As águas da internet que outrora eram boas de navegar, reservando surpresas e um mundo novo de possibilidades, acabaram tornando-se mais poluídas do que as da Baía de Guanabara.

Lá pelos idos de 1996, quando eu comecei a acessar a grande rede, a internet era algo extremamente elitizado. Também não era pra menos, o acesso era caro pois pagava-se o serviço do provedor, que consistia num pacote magérrimo de horas franqueadas e ainda pagava-se mais as horas extras utilizadas.

Para se ter uma idéia de como era caro, o pulso telefônico mal importava nessa conta naquela época.

Tudo bem que era caro, lento, barulhento(quem não se lembra do modem fazendo escândalo e acordando a casa toda) e haviam mais gringos do que brasileiros, ou seja, o inglês era bem mais fundamental naquele tempo do que o miguxês ou o analfabetês é hoje.

Mas tinha seu lado bom. Podia-se conhecer pessoas interessantes, o nível das conversas era bem melhor e a ausência da banda larga impedia os "tem cam" ou "manda foto" da vida de estragarem as conversas. Existiam as pragas virtuais, é claro, mas comparado ao que existe hoje aquilo era quase "germ free".

Conheci muita gente legal nessa época, aprendi muita coisa, foi um período bom.

Mas veio o pulso único, chegou a banda larga, o preço desta abaixou e as Casas Bahia aliadas às Lan Houses ajudaram a trazer para a rede a favelização que o Brasil já vê na sua vida real diariamente.

De repente fomos invadidos por hordas de pré-adolescentes miguxos, com seu vocabulário de Hello Kitty das trevas, seus jogos, trollagens, idiotices. Junto a eles vieram as hostes da assim chamada "baixa renda" que, em sua maioria, acham que isso também deve significar "baixa civilidade".

Aliás, sejamos justos, não acham isto, é que ninguém jamais os ensinou.

Possuímos escolas públicas de péssima qualidade, uma TV aberta(que é a que a maioria da população sem "gatonet" assiste) com programação idiotizante e os ritmos preferidos e enfiados goela abaixo do "povão" são nada menos que funk, axé e pagode, um trio que equivale aos cavaleiros do apocalipse do bom gosto.

Grande parte da nossa população vive uma rotina de violência latente. Seja pelo que assiste nos locais aonde mora, aonde o único serviço público que chega é a polícia; seja no âmbito familiar onde as noções mais básicas de educação faltam porque não existe quem as transmita.

Ônibus lotados, trens que só serviriam para transportar gado num país decente, infra-estrutura precária, gravidez precoce, falta de dinheiro, ausência total de eventos culturais (baile funk não conta, funk é lixo, não é cultura), uma erotização cada vez mais invadindo a infância e o que se tem como resultado é isso: um povo extremamente grosseiro, mal educado, sem noções de convivência social fora àquelas que convencionou adotar como as "regras do gueto".

É a tal "olha a disciplina, leke".

Mas o Brasil adora fazer tudo de trás pra frente.

Não tem nem infra-estrutura básica decente, quer fazer Olimpíada. Não tem um povo com acesso mínimo a educação formal, mas este já tem acesso à internet.

Daí vemos esse show de horrores, como aqui, aqui e aqui.

O maior medo dos usuários do Twitter era a sua "orkutização". Mas existem fenômenos contra os quais não adianta lutar. Reportagens de jornais, TVs e até "manuais do Twitter" já trouxeram o fenênomeno para o site.

As correntes, o miguês e o analfabetês presentes e a disseminação de joguinhos tipo "Quem você quer morder" ou trending topics dos "Jonas Brothers", não me deixam mentir: a turma da espinha no rosto e excesso de hormônio e a galera da Lan chegaram com força total.

O que fazer? Nada.

Aturar, ignorar, tentar fazer um descarrego nos que ainda tem salvação, e rezar para que um dia algum governo resolva ajudar na educação do seu povo, e que além de bens de consumo como geladeiras, televisores, computadores e acesso à internet, forneça também as ferramentas para que estas pessoas possam utilizar-se do que tem à mão de forma mais edificante da que acontece atualmente.

É esse o "grande segredo": educação, aquela coisinha que se aprende em parte na escola e é tão desprezada por quase todo mundo. Ela é a chave para a solução de muitos problemas, inclusive este tráfego desqualificado que hoje representa o brasileiro na internet.

Quanto aos adolescentes, bem, adolescência é uma ocorrência neuro-incapacitante que todo mundo sofre a partir dos 12 anos mais ou menos e só passa, às vezes, após os 20 e poucos ...isso só uma jaula e tempo mesmo para melhorar.

 

Fonte: contracorrenteza.blogspot.com

 


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