Uma carta que pede a discussão da descriminalização do uso recreativo da maconha assinada por quatro neurocientistas brasileiros dividiu opiniões entre os pesquisadores da área. Dos quatro signatários, três são membros da diretoria da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). Nesta quinta-feira (15), a entidade divulgou uma nota esclarecendo que o documento não é representativo de toda a SBNeC.
“A carta foi originalmente escrita por diretores, mas ela não fala em nome de toda a SBNeC”, afirmou o presidente da entidade, Marcus Vinícius Baldo, da Universidade de São Paulo, ao G1.
O documento, divulgado originalmente no jornal “Folha de S.Paulo” na quarta-feira (15), foi redigido como forma de protesto contra a prisão do músico carioca Pedro Caetano, acusado de tráfico de drogas, e assinado pelos cientistas Cecília Hedin-Pereira, João Menezes, Stevens Rehen e Sidarta Ribeiro. Os três primeiros são da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Ribeiro, do Instituto Internacional de Neurociências de Natal. Cecília Hedin-Pereira é vice-presidente da SBNeC, Ribeiro é secretário e Rehen é tesoureiro.
“Nosso objetivo com a carta é mostrar uma situação que a gente acha que tem que ser discutida. Não falamos em nome de ninguém além de nós mesmos” afirmou Stevens Rehen ao G1. “Não acreditamos que seja certo confundir usuários com traficantes e a sociedade precisa discutir isso”, diz ele.
No texto, Rehen e seus colegas afirmam que “em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da maconha. (...) A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas”.
As afirmações foram rebatidas por colegas de SBNeC. O neurocientista Jeferson Cavalcante, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), discorda da iniciativa. “Aos cientistas cabe apenas dar os fatos, não opinar sobre o que a sociedade deve fazer. Uma coisa é mostrar os efeitos da maconha no cérebro. Isso é o aspecto científico. Mas há um aspecto social e cultural envolvido nessa questão também”, acredita.
“Fiz trabalho social e vi com meus próprios olhos que a maioria dos jovens viciados em drogas começa com a maconha. A maconha é o primeiro passo. Eles cheiram cola porque não têm dinheiro para comprar maconha. Não se pode ignorar isso”, critica Cavalcante. "Se a sociedade civil quiser consultar os neurocientistas sobre o efeito da maconha no cérebro, daremos nosso parecer científico. Se vamos assinar algo enquanto neurocientistas devemos nos ater a isso”, afirma. "Todos temos direito a nossas opiniões pessoais sobre qualquer tema, mas não devemos misturar posição pessoal com profissional", diz ele. maconha assis
Gilberto Fernando Xavier, da USP, afirma que “como qualquer medicamento, é preciso analisar se os benefícios superam os malefícios [da maconha]”. “Existem evidências fortes e substanciais para que se pense que a maconha possa ser usada para tratamento de algumas doenças. Para o uso recreativo ainda falta avaliar em extensão se algum benefício eventual pode compensar os malefícios de alteração de atenção e memória que sabemos que ela causa”, diz.
O presidente da SBNeC diz respeitar a opinião dos quatro signatários da carta, mas discorda da “dimensão que essa história tomou”. “A discussão extrapolou as balizas científicas e adquiriu uma cor ideológica que de forma alguma tem o apoio da SBNeC. Com isso eu não concordo”, afirma Marcus Vinícius Baldo.
Ele conta que após a divulgação do documento, recebeu desde mensagens de apoio até críticas dos três mil membros da SBNeC. “Como é um assunto polêmico, vi desde aplausos até vaias. Não há uma opinião oficial da SBNeC até existir uma discussão que envolva todos os membros”, afirma. Íntegra da carta:
“A planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, é utilizada de forma recreativa, religiosa e medicinal há séculos mas só há poucos anos a ciência começou a explicar seus mecanismos de ação. Na década de 1990, pesquisadores identificaram receptores capazes de responder ao tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha, na superfície das células do cérebro. Essa descoberta revelou que substâncias muito semelhantes existem naturalmente em nosso organismo, permitiu avaliar em detalhes seus efeitos terapêuticos e abriu perspectivas para o tratamento da obesidade, esclerose múltipla, doença de Parkinson, glaucoma, ansiedade, depressão, dor crônica, alcoolismo, epilepsia e dependência de nicotina, entre outras enfermidades. A importância dos canabinóides para a sobrevivência de células-tronco foi descrita recentemente pela equipe de um dos signatários, sugerindo sua utilização também em terapia celular.
Em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da maconha. Ainda que sem realizar uma descriminalização franca do uso e do cultivo, o Brasil veta (através do artigo 28 da Lei 11.343 de 2006) a prisão pelo cultivo de maconha para consumo pessoal, e impõe apenas sanções de caráter socializante e educativo. Infelizmente interpretações variadas sobre esta lei ainda existem. Um exemplo disto está no equívoco da prisão do músico Pedro Caetano, integrante da banda carioca Ponto de Equilíbrio. Pedro Caetano está há mais de uma semana numa cela comum acusado de tráfico de drogas. O enquadramento incorreto como traficante impede a obtenção de um habeas corpus para que o músico possa responder ao processo em liberdade.
A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas. Em seu próximo congresso, de 8-11 de setembro próximo, a Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) irá contribuir para a discussão deste tema pouco conhecido da população brasileira. Um painel de discussões a respeito da influência da maconha sobre a aprendizagem e memória e também sobre as políticas públicas para os usuários será realizado sob o ponto de vista da neurociência. É preciso rapidamente encontrar um novo ponto de equilíbrio.
Dunga é mal educado e deselegante. Muitos não gostam da Rede Globo. A Seleção Brasileira ganhou da Costa do Marfim. Dunga, que até então desafiava a Globo, recebeu uma espécie de perdão provisório. E a Globo, diante do resultado do jogo, passou a ser hostilizada depois da agressão de Dunga a um repórter da emissora.
Bem vindos ao mundo da lógica brasileira. Ou melhor, vocês fazem parte dessa variante não exatamente aristotélica do universo da razão e conhecem muito bem seu funcionamento. O preâmbulo serve apenas para ressaltar o que houve e todos já sabem; meros prolegômenos para fazer gracinha. Sigamos.
Seria realmente falso dizer que sabia de todos os movimentos da turba, mas quando o árbitro validou o gol irregular de Luiz Fabiano, depois não dando muita bola para a pancadaria dos jogadores da Costa do Marfim, logo imaginei a bronca seletiva. E foi o que houve: torcedores brasileiros repreenderam o "juiz ladrão". Todos gritavam - garantindo ter total razão - acerca da falta de boa-fé do sujeito. Sobre o gol irregular, nada foi dito. Ou quase nada. Quem levantava tal lebre era prontamente repreendido, era "antipatriota" (?) e assim por diante.
Daí veio o incidente entre Dunga e Rede Globo.
A emissora combinou uma entrevista com jogadores e, como é natural, o acerto foi firmado entre os superiores. Dunga manda nos jogadores. Ricardo Teixeira manda em Dunga. A CBF é uma empresa privada, ao contrário do que pensam alguns brasileiros ainda acostumados a institucionalizar, estatizar ou tornar coletivo/afetivo isso ou aquilo. Repita-se: A CBF É UMA EMPRESA PRIVADA E FOI FEITO UM ACORDO ENTRE DUAS COMPANHIAS.
Dunga, antes de tudo insubordinado, não acatou a ordem e resolveu dar chilique. Mais ainda: não foi corajoso o bastante para agredir os superiores, verdadeiros responsáveis pelo acordo, mas atacou um pobre-coitado tão pau-mandado quanto ele (ambos, afinal, são empregados das empresas que firmaram o acordo para as entrevistas). E assim começa uma briga entre empregados de empresas - para o povo, é uma guerra entre interesses patrióticos.
O técnico da Seleção Brasileira, de fato, não parece rivalizar com Einstein quanto aos índices de QI e, além disso, visivelmente faz da Copa do Mundo uma cruzada pessoal, talvez tentando mostrar seu mérito como treinador. Suas vitórias não são comemoradas com festas, mas esbravejadas com fúria. Cabe uma análise mais profunda sobre esse comportamento - isso é com os profissionais especializados.
Como tudo que é ruim pode ficar ainda pior, surge um movimento desses que só podem nascer na Internet: "DIASEMGLOBO". A idéia seria ver o próximo jogo do Brasil em outra emissora, provavelmente a BAND, cuja verba de transmissão é REPASSADA PARA A GLOBO. Uma iniciativa realmente genial. Identifiquei alguns expoentes da coisa e, claro, vários são ligados a legendas políticas e coisas do tipo. São aqueles que não perdem uma oportunidade de perder uma oportunidade.
Fica a impressão de que muitos brasileiros gostam de chefes autoritários, desde que haja algum "resultado" (e, vale dizer, ainda NÃO houve resultado algum...). Quando o mini-déspota elege um inimigo, valendo-se de sua posição privilegiada de "defensor da pátria" (ainda que a "de chuteiras"), a massa bovina o acompanha e dá início ao linchamento simbólico. E, na seqüência, os oportunistas políticos de sempre aproveitam para criar algum movimento maluco para tirar uma casquinha.
Chega a dar vergonha.
No fim, teremos aquilo de sempre: caso perca, Dunga é que será linchado simbolicamente, ninguém deixará de ver a TV Globo e os urubus da politicagem, como sói, mais uma vez passarão vexame por usar essas ocasiões para fazer movimentos estapafúrdios. Mas, claro, a Seleção Brasileira também pode ganhar e, nesse caso, adivinhem qual emissora fará TODAS as entrevistas exclusivas com os jogadores?
Mas o Dunga pode manter sua birra e não abrir a boca, falando apenas com outros canais de televisão. Enquanto praticamente todos os brasileiros vêem os jogadores falando com Galvão Bueno e Tadeu Schmidt, os rebeldes de sofá mais empedernidos mantêm o "movimento" e ficam naqueles debates das outras emissoras - talvez tendo a sorte de acompanhar algum chilique do provavelmente ex-técnico. Isso, claro, se ganhar.
Porque, se perder, todos voltarão às telenovelas. Da Globo, claro.
Após a primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo 2010 (para quem é um ET e ainda não sabe do resultado, ganhamos da Coréia do Norte por 2×1) milhares de vuvuzelas – aquelas cornetas que estão muito populares nessa época – foram tocadas.
Se seu irmãozinho não comprou uma para atormentar todo mundo na sua casa, você já deve ter ouvido o som em algum outro lugar, e descobriu que não há palavras para descrever a chatice do barulho.
Mas porque, afinal, o som da vuvuzela é tão chato? Engenheiros acústicos responderam a essa pergunta.
“O volume a que uma vuvuzela pode chegar é explicado pelo formato do instrumento”
O som que sai do instrumento (de tortura acústica, por assim dizer) é formado pelos lábios do “usuário” que, fazendo um barulho similar ao pum (ou, cientificamente falando, abrindo e fechando os lábios aproximadamente 235 vezes por segundo), aumenta a ressonância no cone. Se tocada por um expert a vuvuzela produz um som similar ao de um berrante, mas, na boca de torcedores fanáticos que só querem fazer barulho, o som não sai como esperado. Isso acontece porque as pessoas que não têm prática não conseguem manter o fluxo do ar e o movimento dos lábios constante.
E o som estranho obtido quando milhares de torcedores tocam suas vuvuzelas é causado pela diferença de freqüência que cada instrumento produz, também influenciado pelo “músico” que está tocando. Por isso não há um som padronizado e por isso um estádio da Copa fica soando como um enorme enxame de abelhas.
O grande volume a que uma vuvuzela pode chegar é explicado pelo formato do instrumento. Como é fino, ele produz notas mais agudas do que outros instrumentos do tipo, o que também explica a nossa sensação de que a vuvunzela é mais “gritante”.
“O som é chato por ser agudo, logo, nossa audição não se acostuma com ele”
Nossa audição é feita para se adaptar a sons persistentes. Veja o ronco do seu namorado, por exemplo: apesar de ele estar roncando, chega uma hora em que você se acostuma com o som e dorme também – apesar de ficar um período querendo afogar ele em seu travesseiro. Mas o ronco é (normalmente) um som grave.
O som da vuvuzela é chato por ser agudo, logo, nossa audição não se acostuma com ele. Como nossa audição é feita para ser um sistema de aviso (um som súbito podia significar um predador se aproximando, para nossos ancestrais), ficamos atentos a sons diferentes.
E a pergunta que não quer calar: sim, a vuvuzela prejudica a audição de quem fica exposto ao seu som por muito tempo. Como produz 116 decibéis a um metro de distância, ficar 7 segundos perto de uma vuvuzela já excede o limite de barulho que devemos suportar no ambiente de trabalho por lei. E, como uma multidão tocando vuvuzelas produz um som ainda mais forte, ficar em um estádio da Copa representa, sim, um risco para sua audição.
Na TV, normalmente, as emissoras fazem um balanço de som, para que as vuvuzelas não se sobressaiam à voz dos narradores do jogo – então quem está em casa não tem com o que se preocupar. Mas, para quem vai ao estádio, o aconselhado é levar pedaços de algodão para colocar no ouvido.
Antes de mais nada, queremos reiterar nossa admiração à carreira etílico-política do nobre molusco filho da pátria que governa atualmente o nosso país. Digam o que quiserem, estes episódios envolvendo a empreitada brasileira no Oriente Médio são extremamente divertidos.
Só achei muito ruim a caracterização do presidenteLula nesta esquete de um programa de humor da TV israelense (legendado em português):
Uma campanha TRETA por governantes hilários para sociedades idem.
Dilma Rousseff tem de ser ela mesma. Seu duro passado de militância política lhe deixou um viés de rancor e vingança, justificáveis. Ela tem todo o direito de ser uma típica "tarefeira" da VAR-Palmares, em via de realizar o sonho de sua juventude, se eleita. Ela tende para a estatização da economia, restos de sua formação leninista; ela tem o direito de ser irritadiça, pois o País é irritante mesmo. Seus olhos fuzilam certezas sobre como consertar a pátria amada. Ela pode achar que democracia é "papo para enrolar as massas", ela pode desconfiar dos capitalistas e empresários, ela pode viver gostosamente a volúpia do poder que conquistou, ela pode ignorar a queda do Muro de Berlim, o fim da guerra fria, ela pode amar o Lula, seu símbolo do operário mágico que encarnou na prática a vazia utopia do populismo "revolucionário". Ela pode tudo, mas tem de assumir sua personalidade.
Meu Deus, como eu entendo a cabeça da Dilma, mesmo sem conhecê-la pessoalmente... Conheci muitas "Dilmas" na minha juventude, quando participei da fé revolucionária de nossa geração. Para as "Dilmas" e "Dirceus" do passado, a democracia é uma instituição "burguesa" ? (Lenin: "É verdade que a liberdade é preciosa; tão preciosa que precisa ser racionada cuidadosamente"). Ela se considera membro de uma minoria que está "por dentro" da verdade, da chamada "linha justa", ela se julga superior ? como outros e outras que conheci ? inclusive eu mesmo... (oh, delícia de ser melhor que todos... oh... que dor eu senti ao perder essa certeza..."). Nós éramos os fiéis de uma "fé científica", uma espécie de religião da razão praxista, que salvaria o mundo pelo puro desejo político ? éramos o "sal da terra", os "sujeitos da história".
Mas, só uma dor me devora o coração: Dilma está sendo "clonada". Essa frente unida do autodeslumbramento de Lula com a massa sindicalista pelega quer transformá-la em uma "Dilma" que não existe. Uma nova pessoa, um clone dela mesma. Isto é muito louco. É natural que o candidato beije criancinhas, coma bode e puxe o saco de evangélicos... tudo bem.
Mas, o tratamento a que submetem a pobre da Dilma me lembra uma famosa cena de Brecht, em Arturo Ui, em que um velho ator shakespeariano bêbado e decadente é convocado para ensinar a "Hitler" (Arturo Ui) como se comportar diante das massas, recitando o discurso de Marco Antonio em Júlio César. É genial a cena em que aos poucos o "Hitler" vai virando um boneco de engonço, com gestos e falas de robô quebrado.
A finalidade da faxina que marqueteiros e "pt-psicólogos" fazem na moça é esta: criar alguém que não existe e que nos engane, alguém que pareça o que não é. Afinal, que querem esconder? Querem uma reedição "Dilminha paz e amor"? Ou querem Lula e ela em um filme tipo Se Eu Fosse Você 3, como piou o Agamenon? Um cacófato: quem será o Duda dela? Será que foi por isso o ato falho de falar em "lobo em pele de cordeiro"? Será "lobo" ou "loba"? Além do piche no Serra, não será também uma involuntária alusão a Lula ou a ela mesma? Dilma é uma loba em pele de cordeiro?
Isso é grave. O PT não se envergonha de criar uma pessoa artificialmente fabricada em quem devemos votar? Será que seguem ainda a máxima de Lenin: "Uma mentira contada mil vezes vira uma verdade"?
Querem que ela seja uma sorridente "democrata", uma porta colorida para a invasão da manada de bolchevistas que planejam mudar o País para trás, na contramão da tendência da economia global. Eu os conheço bem... A crescente complexidade da situação mundial na economia e na política os faz desejar um simplismo voluntarista que rima bem com o fundamentalismo islâmico ou com a boçalidade totalitária dos fascistas: "Complexidade é frescura, o negócio é radicalizar e unificar, controlar, furar a barreira do complexo com o milagre simplista." (Stalin: "A humanidade está dividida em ricos e pobres, proprietários e explorados. Subestimar essa divisão significa abstrair-se dos fatos fundamentais" ou Lenin ? "Qualquer cozinheiro devia ser capaz de governar um país").
O espantoso nisso é que o País melhorou graças ao Plano Real e uma série de medidas de modernização que abriram caminho para a economia mundial, favorecer-nos como um dos países emergentes e esse raro e feliz fenômeno econômico (James Carville, assessor do Clinton contra Bush: "É a economia, estúpido!") é tratado como se fosse uma política do governo atual, que só fez aumentar despesas públicas e inventar delírios desenvolvimentistas virtuais. (Stalin: "A gratidão é uma doença de cachorros...")
O povão do Bolsa-Família não pode entender isso. Muitos intelectuais entendem, mas não têm a coragem de explicitar as diferenças ? o lobby da velha "boa consciência de esquerda" intimida-os. Nesta eleição, não se trata apenas de substituir um nome por outro. Não. O grave é que tramam uma mudança radical na estrutura do governo, uma mutação dentro do Estado democrático. Vamos viver um pleito pretensamente "revolucionário", a tentativa de um Gramsci vulgar (filósofo que dizia que os comunistas devem se infiltrar na democracia para mudá-la). Querem fazer um capitalismo de Estado, melhor dizendo, um "patrimonialismo de Estado". Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica. (Stalin: "Não deixamos os inimigos ter armas de fogo; por que deixar que tenham ideias?")
Não esqueçamos que o PT combateu o Plano Real até no STF, como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como não assinou a Constituição de 88. Esse é o PT que quer ficar na era pós-Lula. Seu lema parece ser: "Em vez de burgueses reacionários mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos."
Depois desse "bonapartismo cordial" que o Lula representou até com galhardia, se apropriando da "herança bendita" de FHC, pode haver o início de uma nova fase: o "chavismo cordial".
RIO - Uma polêmica que está sempre indo e vindo, virou hit com os Titãs ("a televisão me deixou burro muito burro demais") e é alvo de inúmeros estudos científicos volta à tona a partir de uma nova e enorme pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá: assistir à televisão emburrece as crianças, como mostra reportagem do The Independent . Os cientistas acompanharam 1.314 crianças nascidas em Quebec entre 1997 e 1998, com idades entre 29 meses (2 anos e meio) e 53 meses (4 anos e meio) até chegarem aos 10 anos. Seus pais precisavam relatar quantas horas os filhos assistiam à TV e os professores avaliavam a evolução acadêmica delas, suas relações psicosociais e seus hábitos de saúde. Em média, as crianças de 2 anos assistiam a 8,8 horas por semana à TV e as de 4 anos, uma média de 15 horas por semana. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.
Os pesquisadores descobriram que os pequenos que passavam mais tempo em frente à telinha eram piores em matemática, comiam mais junk food e sofriam mais bullying de outras crianças.
As descobertas mostram que há evidências científicas de que a TV prejudica o desenvolvimento cognitivo e que o governo canadense deveria limitar o número de horas das crianças em frente à TV. Os pediatras americanos já recomendam que aquelas com menos de 2 anos não deveriam assistir à TV alguma e as mais velhas deveriam ter um limite diário de 2 horas por dia no máximo. A França já proíbe programas para crianças com menos de 3 anos e a Austrália recomenda que as entre 3 e 5 anos não assistiam a mais de uma hora por dia.
Os cientistas que conduziram o estudo afirmaram que a fase pré-escolar é importantíssima para o desenvolvimento do cérebro e que o tempo em frente à TV é um desperdício e pode levar à aquisição de hábitos ruins. A autora do estudo, Linda Pagani, da Universidade de Montreal, disse que o impacto negativo de se assistir à TV nesta idade permanece por toda a vida.
- Nossa descoberta mostra que este é um problema de saúde pública e que deveria existir um guia com diretrizes da Academia America de Pediatria sobre o número de horas recomendado em frente à TV.
O psicólogo Aric Sigman, que fez a revisão de 30 estudos científicos sobre TV e computadores, disse que os programas mostrados nos aparelhos modernos têm uma velocidade de edição mais rápida, sons mais altos e cores mais intensas do que nos anos 60 e 70, e que isso afetaria "dramaticamente as nossas mentes".
Fonte:Quacumque Autor: Prometheus Tradução: Geraldo Boz Junior Editor: Eli Vieira
Sócrates: Bom dia, Jesus, tenho ouvido muito sobre seus ensinamentos maravilhosos. Eu sou apenas um modesto filósofo aqui em Atenas. Falaram-me da sua grande sabedoria e, a julgar pela quantidade de admiradores que o seguem pelas ruas, isso deve ser verdade. Se você puder me conceder alguns minutos, gostaria que me iluminasse com suas respostas para algumas questões que têm me afligido por toda a minha vida
Jesus: Sou um pescador de homens na minha busca por seguidores. Trago a verdade de Deus para todos os homens. Procura e encontrarás, peça e obterás a resposta, bata e a porta se abrirá para ti.
Sócrates: Há uma questão básica que tem sido sempre a maior em minha mente. Embora tenha sido sempre um obstáculo intransponível para mim, na minha busca pela verdade e pelo sentido das coisas, estou certo que, com sua erudição, você vai achá-la muito fácil e vai me tomar por um velho tolo. Sempre quis viver de forma honrada e nobre, mas parece que só tropecei pela vida sem ao menos saber o que é honra e nobreza. Com meu entendimento limitado, sempre me parece que a vida, mesmo com sua beleza e sua fúria, na verdade, não significa nada. Por favor, me diga:como um homem deveria viver? Qual é o propósito da vida?
Jesus: Servir e reverenciar a Deus.
Sócrates: Qual deus?
Jesus: Só existe um Deus.
Sócrates: Oh, você devia vir morar em Atenas. Aqui, temos vários para escolher.
Jesus: Só existe um deus verdadeiro.
Sócrates: Ah, claro, e qual é o deus verdadeiro?
Jesus: O deus verdadeiro é o Senhor Deus.
Sócrates: Sim, mas quem é o Senhor Deus? Ou o que ele é?