Uma coisa é a crença pessoal de um indivíduo, mesmo envergando sinais discretos de sua devoção, seus ritos particulares.
Outra, entre tantas, é usar qualquer oportunidade para impor a linguagem religiosa - sempre de gosto mais do que duvidoso - a quem está esperando ver futebol, cinema, teatro, espetáculo musical ou qualquer outra coisa.
O medonho espetáculo dos jogadores do Brasil ajoelhados, de olhos fechados e cenho franzido, gritando uma oração em círculo, manchou a beleza do jogo que lhes deu o título da Copa da Confederações. Não por causa da crença em si - como eu disse, cada um acredite no que quiser -, mas pelo oportunismo egoísta e pelo sinal assustador de que algo muito ruim pode estar no ventre da sociedade. Um ovo da serpente, quem sabe.
Essa permissividade com manifestações cristãs pode significar muita coisa. A primeira, preconceito com as outras religiões, que sempre são severamente punidas. Imagine se os jogadores do Brasil estendessem um tapete e se ajoelhassem, em grupo, em direção a Meca. Ou sacrificassem um bode no meio do campo. Com milhões de ocidentais assistindo. Creepy? Mas qual é a diferença?
A outra é a negligência - ou a covardia, travestida do discurso politicamente correto - com esse tipo de manifestação hipnótica e claramente baseada em grupos compostos por indivíduos com baixa escolaridade, de origens humildes e contrastantes com o glamour a que esses jogadores agora são alçados. Seja em nome de Jesus ou do Governo ou de um ídolo pop ou de um Ditador, esse tipo de fervor nunca dá em boa coisa.
Eu também sou obrigado a desconfiar da convocação dos jogadores. Será que o Casagrande, o Sócrates, o Zico ou outro qualquer jogador - claramente exemplos de atletas mais esclarecidos, politizados, gente que lê com frequência - teria “ambiente” numa seleção em que, suspeita-se, a estratégia de coesão do grupo é parasitar uma onda evangélica? Será que o “professor Dunga” e o “pastor Jorginho” dão preferência para jogadores devotos já que, assim, são mais fáceis de motivar?
Falemos da Dinamarca.
A Dinamarca tem um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano do mundo. 99,9% da população é alfabetizada. A expectativa de vida bate os 80 anos. As pessoas são, em geral, felizes e bem resolvidas no pequeno país viking. A mortalidade infantil é 4 por mil.
Ah, assim como os países com melhor justiça social do mundo, a maioria da população da Dinamarca não tem religião (Islândia, Noruega, Canadá, Austrália). Os que têm, em geral, são luteranos moderados. É o contrário dos piores lugares do mundo para se morar, onde o estado é praticamente teocrático e as pessoas se entregam sincera e devotadamente a Jesus, Alá, vacas ou uma Abóbora Celeste (Congo, Serra Leoa, Irã, Ruanda).
Pois bem: a Federação de Futebol da Dinamarca teve a coragem de protestar veementemente contra a manifestação fanática no final da Copa das Confederações. Leia notícia no site do yahoo:
“A religião não tem lugar no futebol”, afirmou Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa. Para ele, a oração promovida pelos brasileiros em campo foi “exagerada”. “Misturar religião e esporte daquela maneira foi quase criar um evento religioso em si. Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora”, disse o dirigente ao jornal Politiken, da Dinamarca. À Agência Estado, a entidade confirmou que espera que a Fifa tome “providências” e que busca apoio de outras associações.
O que a vida feliz dos nórdicos tem a ver com uma postura política da Federação de Futebol? Você dirá que se trata de simples intolerância religiosa. Mas não é verdade. Em um país onde todo mundo estuda (inclusive quem joga futebol), os sinais de fascismo sempre são mais assustadores - até porque ameaçam o maior bem que possuímos: a liberdade. Não é de graça ou por capricho que os dinamarqueses se incomodam com as excentricidades da seleção brasileira. Talvez seja por pertencerem à mesma Europa que foi devastada por duas guerras colossais. Talvez seja por conhecerem História.
Trata-se de um documentário produzido pelo mesmo autor de “Borat”, mas cujo teor humorístico e satírico típico do seu autor em nada retira o valor documental ao filme.
O nome provêm de uma mistura de “religious” (religioso) com “ridiculous” (ridiculo).
O entrevistador (não se trata de Larry Charles como muitos pensam mas sim de Bill Maher) percorreu o mundo na tentativa de descubrir o que leva as pessoas a acreditarem nas suas religiões e crenças. Entrevistando varios lideres religiosos, de entre eles uma capela para caminhoneiros, um afro-americano cristão que ganhou a sua riqueza monetária e espiritual atravez de Deus (adivinhem qual delas lhe põe o pão na mesa todos os dias) um judeu convertido ao cristianismo, cientologistas, e outros tantos liders das várias religiões predominantes neste planeta, sempre com um humor satirico caracteristico mas sem nunca perder o seu ponto argumentativo acerca das questões mais importantes.
Mais um “must see” para todos, quer estejam dum ou do outro lado da barricada religiosa!
Veja o trailer abaixo, que apesar de demonstrar mais a comédia do que a verdadeira natureza do documento, é um bom ponto de partida para se procurar o filme e tentar entender o PORQUE DAS RELIGIÕES SEREM UM PROBLEMA PARA O MUNDO ATUAL.
São poucos os documentários ateus já produzidos, muitos já são de décadas passadas, nesse sentido, em momentos onde a fé cresce em proporções alarmantes causando prejuízo às relações humanas, penso que o documentário de Maher virá em um bom momento. Alguns outros documentários do gênero já foram abordados aqui no hippies.
Bill Maher sempre foi comediante e desde cedo em sua carreira tem sempre tirado uma onda dos crentes, mas como ele mesmo diz no filme, nada que ele fez antes foi uma proposta direta de abordar o assunto, como é o Religulous. Bill Maher é filho de uma mãe judia e um pai católico, e no filme ele entrevista a própria mãe e mostra algumas fotos da infância.
O Religulous é um filme inteligente, e vem a somar muito para o movimento de conscientizarão de que deus não existe. No fime Bill Maher entrevista pessoas comuns que estão totalmente desatualizadas, que acreditam por exemplo que chover é milagre, e até senadores americanos que acreditam na serpente falante. O filme mostra o triste cenário político americano, onde alguns servidores públicos ainda não acreditam na explicação da Evolução, embora seja já aceita em toda comunidade científica. Bill Maher entrevista judeus (que não acreditam no estado de israel), muçulmanos, muçulmanos gays, padres, a reincarnação de cristo, cientístas e até um ex-gay. A parte engraçada do filme, são as respostas dadas pelos crentes, e suas convições furadas e distorcidas sobre suas religiões. Apesar de ser engraçado, também é trágico ver em pleno 2008 que existam pessoas com idéias medievais em cargos importantes, e a grande movimentação de dinheiro envolvido em todas as atividades religiosas.
Bill Maher visitou várias localidades, consideradas sagradas, desde o local onde jesus pisou, ou onde Maria deu a luz, e também a o mesquitas e etemplos. Frequentemente sendo expulso dos locais, como é o caso do templo dos Mormons.
O filme é especial em sua forma de apresentar a religião como algo totalmente ridículo, não é aquele tipo de documentário que te faz ficar pensando horas, é leve, no sentido de que não são grandes calculos nem informações secretas que estão sendo exibidas, e sim uma espécie de serie de entrevistas com pessoas divérsas, dos lugares mais variados e com crenças diversas.
Se você é ateu vai rolar de rir, mas se você é religioso assista, e pense em seus valores e suas crenças ridículas... Fica aí o meu recado.
O filme completo e legendado em português está disponível para download no link abaixo:
Neste quase um décimo de século XXI, os tempos estão difíceis. Natural, nunca foram fáceis. Quando os impostos foram baixos? Quando o sistema de saúde funcionou plenamente? Quando é que existiu emprego para todo mundo? E sempre houve violência. A organização social humana é esta: concentra e exclui. E, neste século que está começando, as coisas não serão diferentes. Mas estão ficando piores:
Cada vez mais a preocupação estética ganha prioridade. Plástica, lipoaspiração, silicone, botox e todo tipo de cirurgia. Mudar por fora para agradar-se por dentro;
À medida que observamos os relacionamentos, percebemos que pessoas mais velhas, atualmente, tendem a se interessar em gente muito mais nova;
Vírus metamórficos se alastram e nos obrigam a esconder o rosto sob máscaras cirúrgicas;
A fuga da realidade é uma alternativa. Em busca de uma Terra do Nunca, o homem se entorpece diariamente. Cocaína, bíblia, escritório, bola, internet;
A dívida se tornou instituição base de qualquer organização, seja uma família, uma multinacional ou um país. Gasta-se o que não se tem, através de pré-datados, empréstimos e leasings, até chegar à falência;
Uma análise das atividades cotidianas nos mostra que o comportamento humano não tem evoluído, a sociedade anda para trás.
Duas palavras resumem o século XXI: Michael Jackson. Ele conseguiu se transformar fisicamente em outra pessoa, foi acusado de pedofilia, há anos sai em público com máscara, montou sua própria Neverland, conseguiu destruir um patrimônio de centenas de milhões de dólares e, ironicamente, sua marca registrada é dançar caminhando para trás.
Quando Michael Jackson é ridicularizado, estamos rindo da nossa geração e de nós mesmos. Como ele, estamos à caminho da autodestruição. Ele é a personificação extrema do século XXI e, por isso, deveria ser o herói. Mas, como é o que somos, é o vilão.
Michael, apesar inclusive de um câncer - o mal do século - prepara uma turnê para sua volta triunfal! Há chance para ele. Há chance para a gente. Michael, embora com todos os seus defeitos e afastado dos palcos há 10 anos, retornará. E você? Vai continuar aí, twittando o que comeu no café da manhã?
* Leo Cardoso é criador do popular perfil do Twitter @OCriador, que dá plantão no site SAC Divino, e escreveu o primeiro livro interativo da blogosfera brasileira, no site Sedentário & Hiperativo.
O professor de história da arte com problemas mentais, José Argüelles, inventou de sonhos esquizofrênicos um calendário, basicamente desvirtuando as datas do Calendário Maia original para fazer com que ele corresse de maneira fixa usando a base do calendário gregoriano de 365 dias, ao qual chamou de Dreamspell (encantamento do Sonho), também conhecido no Brasil como "Calendário da Paz".
Escreveu um livro entre 1986 e 1987 chamado "O Fator Maia", onde contém inúmeros erros, por exemplo a modificação da ordem dos ciclos maias em relação ao ciclo original de 2012. Ao escrever essa tremenda besteira, o mesmo provou que apenas modificou toda a ordem dos ciclos que se relacionam a ele, com destaque para o TZOLKIN, Calendário Sagrado, ou Calendário dos Kins, divulgando ao mundo como sendo a ordem genuinamente Maia.
Após adulterar o calendário Maia nativo e divulgar como sendo o original, o doente mental José Arguelles incluiu conceitos de runas, i ching, extraterrestres, Bandeira da Paz, Federação Galática, etc... e na primeira parte da década de 90 criou um movimento que visava substituir o calendário gregoriano pelo calendário dele, chegando a se reunir com pessoas da ONU e do Vaticano, mas não obteve sucesso.
Após ser ridicularizado mundialmente o mesmo colocou a culpa no "maldito capitalismo", usando o argumento de que o calendário gregoriano estava errado, afirmando que a solução para a "cura do planeta terra" seria que todos os habitantes do globo "saíssem da frequência 12:60 (12 meses, 60 minutos) para a frequência 13:20 (13 'tons' e 20 'selos', base matemática do calendário sagrado). Entretanto, o Calendário da Paz desrespeita o ciclo original de 2012 e, ao mesmo tempo, ESTÁ PRESO ao calendário gregoriano. Há uma contradição: ele diz que o calendário gregoriano é "coisa ruim", mas o calendário da paz está totalmente preso ao mesmo calendário que ele pinta como se fosse o diabo. Só o simples fato de o ano novo ser sempre em 26 de Julho demonstra como o Calendário da Paz é preso ao gregoriano. Mas é também uma mentira dizer que 26 de Julho é o ano novo maia.
Após reprovação de toda a comunidade acadêmica, o doente mental foi obrigado a esclarecer ao público que o calendário da paz na verdade NÃO era o calendário maia. Entretanto, ele começou a dizer que o calendário dele era o calendário dos "maias galáticos", numa tentativa de afirmar o calendário dele como se fosse um maia "evoluído".
Não bastasse toda a mistura de desonestidade e loucura, eis que surge uma prova de que sua postura em nome da paz mundial é uma farsa, uma vez que o doente mental Arguelles não consegue manter a paz e o amor em seu próprio seio familiar.
A a ex-secretária e atual mulher do Arguelles escreveu, recentemente, uma biografia autorizada (claro) dele (com o nome de "2012: Biography of a Time Traveler", literalmente "2012: Biografia de um Viajante do Tempo"). O problema é que essa biografia, logicamente, puxa o saco do Arguelles e tenta colocá-lo sempre como o santinho da história. Mas eles não esperavam pela astúcia das ex-esposas do Arguelles. A primeira esposa (Miriam), que foi casada com ele antes mesmo de Lloydine (Bolon Ik) e de todo o advento do Calendário da Paz, resolveu botar a boca no mundo, fato apoiado por Lloydine, que também resolveu desabafar. Fica aqui então a tradução da mensagem INTEIRA e repleta de revelações e depoimentos bombásticos:
Lloydine:
"Hoje é o dia para que eu reflita sobre minha vida como a mulher que tomou o nome e a identidade de seu marido. Eu casei com Jose Arguelles em 21 de Setembro de 1983. Agora fazem quase sete anos desde quando eu deixei meu casamento e me tornei uma mulher divorciada, escolhendo viver sozinha. Eu nunca fiz uma declaração pública com considerações a respeito do fim de meu casamento. Agora que a atual mulher de Jose, Stephanie South, escreveu a biografia 2012 A Biografia de um Viajante do Tempo, eu sou empurrada a falar minha verdade.
Sete anos atrás eu me tornei uma praticante do Falun Dafa (Falun Gong) que é baseado em três princípios universais - veracidade, compaixão, tolerância. Eu estou finalmente pronta para revelar a verdade de viver em poligamia por nove meses com Jose Arguelles e Stephanie South. Nós entramos mutuamente naquilo que foi a princípio um relacionamento de amor entre todos nós; mas que acabou terminando em sofrimento mutuo.
Eu fui inspirada a escrever essas palavras da verdade em razão de a mãe da minha enteada, Miriam, ter decidido escrever sua reação ao novo livro. Eu também recebi uma cópia do novo livro, mas eu simplesmente (li por alto) ele e senti que eu precisava prosseguir em minha própria vida, achando as omissões que dizem respeito ao meu papel junto a Arguelles desconcertantes. Eu não sou uma vítima. Eu sou uma sobrevivente da vida que aspira ver dentro de si mesma as respostas para minha própria cura.
Aquilo que eu relatei acima são palavras de meu próprio entendimento. Eu estou feliz por dividir as palavras que seguem, escritas por Miriam Tarcov, Mãe de Tara e Josh, que também foi, igualmente, parceira de Jose Arguelles quando eles escreveram o livro Mandala juntos, assim como Feminino, Espaçoso como o Céu."
Lloydine (ex) Arguelles
Honrando a requisição de Miriam e o senso de objetividade e comprometimento com a verdade, aqui está o comentário dela:
"Minha filha Tara e eu recebemos recentemente, de Jose, sua biografia, escrita por sua esposa, Stephanie South. Em razão de Stephanie e Jose terem escolhido incluir a mim e nossa filha em seu trabalho, eu senti apenas apropriado responder a essa peça de história interpretativa. Minha inspiração inicial para responder ao livro foi minha filha Tara. Por ser ela que, sem escolha, teve de concordar em ter um pai que sempre foi irresponsável, perigoso, egoísta e totalmente auto-consumista. A mulher que Tara é hoje é inteiramente em razão de seu próprio trabalho duro e disciplinado em si mesma. Ela se tornou uma mulher muito bem sucedida e comprometida, formada em três graus, casada com dois jovens meninas.
Eu gostaria de dizer com muito pouca consideração à recordação de Jose sobre nosso filho, Josh, que morreu 22 anos atrás. Jose criou uma linha de história sobre Josh que cabe muito convenientemente dentro dos mitos de Jose avatar e profeta.
Estou falando por mim mesma nesta parte, mas eu sinto que eu posso dizer com considerável confiança que a maioria dos membros da família de Jose: irmãos, enteados, antigas(os) parceiras(os) e particularmente sua filha e sua jovem família, estariam em total concordância com minha resposta. Isso é um fato significante para compreender esse "viajante do tempo" e "visionário". Eu imaginaria que para a maioria dos estudantes de história e evolução, e eles iriam querer olhar e examinar minuciosamente e bem de perto um indivíduo que professa entender a história global e a humanidade, permitir-se estar sozinho traz uma única e poderosa visão para o futuro da raça humana. Isso não significa que Jose não pode ser visto como um visionário. Nem todos os visionários são, por definição, gentis e amorosos membros de família.
Isso é escrito por uma mulher que um dia foi igualmente sua parceira, e que foi profundamente desapontada pelo egoísmo narcisista de Jose, sua falta de cuidado e comportamento destrutivo direcionado a seus filhos, e seus vícios indulgentes. Jose manifesta para sua família gentileza, compaixão, responsabilidade, "fazendo as coisas direito"? A resposta é um sonoro NÃO. Ele não tem nada que pareça um relacionamento com seus filhos, netos, enteados, parceiras(os) passadas(os) e irmãos.
Para aqueles que leem os livros do Jose e o enxergam como alguém para guiar-los e um senso de significado para seu mundo, eu gostaria de elaborar esse ponto crítico de um homem que clama ser um "profeta sem púlpito" e ainda é quem não consegue e não irá se relacionar com sua própria família com amor simples, aberto e altruísta. Em 2012 (página 185), Stephanie escreve "Jose aceitou a responsabilidade por uma grande família - isso marcou seu caráter no começo dos anos 80. Ele estava fazendo um esforço consciente para 'fazer as coisas direito' e ser um bom marido e pai, já que sentiu que ele teria de certa forma falhado em seu primeiro teste familiar." Colocando de maneira simples, Jose esteve delirante se ele sentiu estar fazendo as coisas direito. Ele falhou em seu segundo teste familiar com egoísmo, irresponsabilidade, assim como seu ameaçando de forma descuidada seus filhos, Tara e Josh. 'Fazer as coisas direito' não significa que um pai amoroso encoraja e oferece drogas psicodélicas para seus filhos adolescentes e seus amigos.
Com a permissão e encorajamento de minha filha, eu gostaria de contar a última e provavelmente final visita a Jose da Tara. Pouco mais de seis anos atrás, Tara decidiu visitar Jose e sua esposa, Lloydine. Ela chegou lá para descobrir o que estava acontecendo na família, pois Jose estava dizendo a ela sobre outra mulher vivendo com eles - posteriormente identificada como Stephanie. Tara perguntou a Jose e Lloydine se eles tinham um relacionamento monogâmico. Eles responderam 'Não' e Tara descobriu que Arguelles estava comprometido e profundamente envolvido com Stephanie. Tara imediatamente partiu, e Lloydine a seguiu apenas alguns dias depois, pedindo por divórcio em seguida. Eu escrevo tudo isso não por rancor, inveja ou maldade, mas simplesmente para colocar as coisas honestamente. Minha filha merecia algo muito melhor do que um pai biológico que ofereceu nada mais que desapontamento, constrangimento, uma descuidada ameaça. Como uma antiga parceira de Jose, eu posso apenas adicionar que não há problema em ter um sonho, mas quando ele se torna um pesadelo para aqueles mais próximos a você, ali há um problema.
O cara que prega a paz e o amor para o mundo não consegue manifestar isso dentro de sua própria família, tendo sujeitado a própria mulher a uma situação desconfortável, ao colocar a própria amante dentro de casa, envergonhando sua filha e seus parentes das mais variadas maneiras.
Infelizmente muitas pessoas ingênuas cairam em seus contos, acreditando cegamente sem questionar a veracidade dos fatos, e endeusando-o como o "Salvador curandeiro que fará uma cirurgia no planeta terra no ano de 2012"
O Calendário da Paz recruta jovens bem intencionados na mudança do planeta, e vem fazendo isso também através da cultura trance, que concentra boa parte dos integrantes da tribo neo-hippie. Como o Brasil é um país de terceiro mundo onde as pessoas não prezam pela informação e pelo esclarecimento, aqui foi o cenário perfeito para as mentiras deitarem e rolarem. Com organizadores mal preparados e amadores, todos eles acolheram o Calendário da Paz pensando que ele era o Calendário Maia e, dessa forma, iriam enriquecer culturalmente os seus eventos. Na verdade estavam colaborando com uma mentira que ajudou a forjar milhares de crenças equivocadas, tanto de que o Calendário da Paz é o Calendário Maia, quanto de que o Arguelles é o salvador. Esse movimento de interesse a respeito do Calendário da Paz se tornou tão grande que, há alguns anos, foi criado o Festival Fora do Tempo, o maior evento da cultura trance que celebra o Calendário da Paz e diz com todas as letras que esse é o Calendário Maia e que eles celebram o Ano Novo Maia. Tudo mentira, os criadores desse festival também foram incompetentes e hoje preferem, em vez de esclarecer abertamente e em grande escala a todos de que propagou uma grande mentira, varrer a sujeira para debaixo do tapete e manter, com isso, uma boa imagem que lhe trará um maior retorno financeiro.
Recomendo a leitura de alguns artigos publicados anteriormente no site, caso queira se inteirar mais sobre o assunto:
Abraços a todos, e muito cuidado quando conversar com algum "religioso" da paz, e lembre-se sempre que quem aprende logo cedo os hábitos do pensamento crítico não vai restringir seu ceticismo a histórias infantis, e talvez comece a fazer perguntas incômodas sobre as instituições políticas, sociais ou religiosas.
Há muito está claro que, em princípio, o processo de seleção natural é NEUTRO EM SUBSTRATO – a evolução ocorrerá sempre e em qualquer lugar em que três condições sejam satisfeitas: replicação, variação (mutação) e aptidão diferencial (competição)”. [Dennett, 2006].
Vejamos se os memes encaixam-se nestas condições …
Ter, 02 de Junho de 2009 15:43
Ernesto von Rückert
Não é por falta de formação religiosa que sou ateu. Pelo contrário. É por excesso de formação religiosa. Em minha juventude, quando era católico, fui convidado a participar da TFP [Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade] e frequentei sua sede em Barbacena por um bom tempo, inteirando-me de sua proposta.
Em função disto, aprofundei-me em estudos religiosos e filósóficos ao mesmo tempo em que também estudava muita física e cosmologia, que sempre foram a minha paixão. Esses estudos, tanto teológicos quanto científicos e filosóficos é que me levaram a perder a fé e tornar-me, a princípio, agnóstico e, posteriormente, ateu.
No entanto, admiro a coerência, a dedicação à causa e a prática virtuosa dos membros da TFP, entre eles conhecida como “Grupo de Catolicismo”, e, certamente, as mesmas qualidades de seu mentor, Plínio Correa de Oliveira, que conheci pessoalmente. Todavia deploro suas posturas intransigentes com relação a outros pontos de vista e o comportamento à moda do “Opus Dei”.
Ter, 02 de Junho de 2009 11:28
Ulisses Mattos (Odisseu Kapyn)
A tecnologia nem sempre está a serviço do progresso do ser humano. Às vezes, ela ajuda na evolução do homem apenas para lhe dar uma rasteira mais adiante. Não adianta se empolgar com um avanço tecnológico, pois logo a indústria pode bolar algum item que faça o retrocesso. É o caso dos aparelhos sonoros portáteis e o que chamo de “a volta dos imbecis com rádio de pilha”.
Eu fiquei duplamente chateado com o site, primeiro porque a notícia é assinada como ”Redação do Site Inovação Tecnológica”, e na verdade foi traduzido do pt-PT para o pt-BR. A notícia foi publicada no Ciência Hoje português, que não tem nada a ver com a Ciência Hoje do Brasil, vinculada à SBPC. O artigo mantém mesmo frases que não fazem sentido, como vou comentar mais a frente. A segunda razão é que a notícia, no site português, foi escrita por um jornalista comentando um artigo de um pesquisador da área de Ciências Políticas sobre a Teoria da Relatividade, ou seja, isto é que acontece quando alguém que não tem a mínima formação matemática ou de física, resolve comentar trabalhos do Einstein. Tem até foto do gênio de plantão:
O artigo do pesquisador saiu publicado na Social Epistemology, uma revista de filosofia da Ciência. Segundo o gênio de plantão, a Teoria da Relatividade só foi aceita porque o mundo estava saindo de uma pandemia de gripe e aquilo foi uma notícia acalentadora. Estou me preparando para uma mudança nos paradigmas da Ciência caso a gripe A (H1N1) se espalhe. O pobre pesquisador não sabe que a equação que ele risca na foto já foi comprovada experimentalmente diversas vezes e diversas vezes: ele não deve ter um GPS, onde correções da Relatividade Geral são necessárias para obter precisões da ordem de metros, e não quilômetros e nem ouviu falar da Bomba de Hiroshima e usinas nucleares. Veja a importância dos comentários no site português: o jornalista já foi tachado de analfabeto!
O pesquisador coloca o Paradoxo dos Gêmeos como uma inconsistência – UAU, se ele foi o primeiro a notar isto por que chamam de PARADOXO ! ! – da relatividade. O cara trabalha com Filosofia da Ciência e não sabe o que é um paradoxo!! Diga-se de passagem, ninguém mais considera o paradoxo dos gêmeos como um paradoxo: a Relatividade Especial trata de movimentos sem aceleração, movimentos acelerados são tratados pela Relatividade Geral, e lá não há qualquer paradoxo.
“O triunfo da Teoria da Relatividade representa o triunfo de uma ideologia não apenas na profissão de físico, mas também na filosofia da ciência,” conclui Hayes. Agora, um site que eu até assino o feed (Inovação Tecnológica) copia o artigo, sem se preocupar com a fonte, repetindo frases estúpidas como “Ele argumenta que seus impactos na ciência e na cultura popular foram tão grandes precisamente porque, como uma teoria científica, ela de fato não faz sentido.” Quer dizer, causou impacto na ciência porque não tem sentido como teoria científica. Alguém entendeu o que ele quer dizer com isto ??? Outra pérola: “Infelizmente, até agora ele não funcionou.”, sobre o LHC, que já rendeu milhões de dólares em patentes e que parou por avaria em um dos imãs supercondutores.
Eu não acho que só físicos devam ter o direito de escrever sobre física, e acho que bons jornalistas podem escrever sobre ciência. Físicos podem não ser lá muito claros e não conseguirem passar a ideia para o público, para isto jornalistas são formados. Mas jornalistas não perguntam ao médico a causa-mortis do paciente ? Não procuram o delegado para confirmar quem matou ? Então pesquisem e perguntem a quem realmente entende da coisa: relatividade e mecânica quântica são para quem fez as contas e só aí chegaram perto da compreensão.
Resumo: não escrevam sobre relatividade, quântica, gravidade, evolução, etc. caso não conheçam as comprovações experimentais das teorias; não se deixem levar pelo nome do blog; pesquisem sobre as fontes e, principalmente, abram os comentários dos seus blogues para que comentários possam a vir a esclarecer eventuais falhas ou imprecisões.