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GOL ROUBADO, FALTA DE EDUCAÇÃO, "DIA SEM GLOBO" E OUTRAS COISAS

Dunga é mal educado e deselegante. Muitos não gostam da Rede Globo. A Seleção Brasileira ganhou da Costa do Marfim. Dunga, que até então desafiava a Globo, recebeu uma espécie de perdão provisório. E a Globo, diante do resultado do jogo, passou a ser hostilizada depois da agressão de Dunga a um repórter da emissora.

Bem vindos ao mundo da lógica brasileira. Ou melhor, vocês fazem parte dessa variante não exatamente aristotélica do universo da razão e conhecem muito bem seu funcionamento. O preâmbulo serve apenas para ressaltar o que houve e todos já sabem; meros prolegômenos para fazer gracinha. Sigamos.

Seria realmente falso dizer que sabia de todos os movimentos da turba, mas quando o árbitro validou o gol irregular de Luiz Fabiano, depois não dando muita bola para a pancadaria dos jogadores da Costa do Marfim, logo imaginei a bronca seletiva. E foi o que houve: torcedores brasileiros repreenderam o "juiz ladrão". Todos gritavam - garantindo ter total razão - acerca da falta de boa-fé do sujeito. Sobre o gol irregular, nada foi dito. Ou quase nada. Quem levantava tal lebre era prontamente repreendido, era "antipatriota" (?) e assim por diante.

Daí veio o incidente entre Dunga e Rede Globo.

A emissora combinou uma entrevista com jogadores e, como é natural, o acerto foi firmado entre os superiores. Dunga manda nos jogadores. Ricardo Teixeira manda em Dunga. A CBF é uma empresa privada, ao contrário do que pensam alguns brasileiros ainda acostumados a institucionalizar, estatizar ou tornar coletivo/afetivo isso ou aquilo. Repita-se: A CBF É UMA EMPRESA PRIVADA E FOI FEITO UM ACORDO ENTRE DUAS COMPANHIAS.

Dunga, antes de tudo insubordinado, não acatou a ordem e resolveu dar chilique. Mais ainda: não foi corajoso o bastante para agredir os superiores, verdadeiros responsáveis pelo acordo, mas atacou um pobre-coitado tão pau-mandado quanto ele (ambos, afinal, são empregados das empresas que firmaram o acordo para as entrevistas). E assim começa uma briga entre empregados de empresas - para o povo, é uma guerra entre interesses patrióticos.

O técnico da Seleção Brasileira, de fato, não parece rivalizar com Einstein quanto aos índices de QI e, além disso, visivelmente faz da Copa do Mundo uma cruzada pessoal, talvez tentando mostrar seu mérito como treinador. Suas vitórias não são comemoradas com festas, mas esbravejadas com fúria. Cabe uma análise mais profunda sobre esse comportamento - isso é com os profissionais especializados.

Como tudo que é ruim pode ficar ainda pior, surge um movimento desses que só podem nascer na Internet: "DIASEMGLOBO". A idéia seria ver o próximo jogo do Brasil em outra emissora, provavelmente a BAND, cuja verba de transmissão é REPASSADA PARA A GLOBO. Uma iniciativa realmente genial. Identifiquei alguns expoentes da coisa e, claro, vários são ligados a legendas políticas e coisas do tipo. São aqueles que não perdem uma oportunidade de perder uma oportunidade.

Fica a impressão de que muitos brasileiros gostam de chefes autoritários, desde que haja algum "resultado" (e, vale dizer, ainda NÃO houve resultado algum...). Quando o mini-déspota elege um inimigo, valendo-se de sua posição privilegiada de "defensor da pátria" (ainda que a "de chuteiras"), a massa bovina o acompanha e dá início ao linchamento simbólico. E, na seqüência, os oportunistas políticos de sempre aproveitam para criar algum movimento maluco para tirar uma casquinha.

Chega a dar vergonha.

No fim, teremos aquilo de sempre: caso perca, Dunga é que será linchado simbolicamente, ninguém deixará de ver a TV Globo e os urubus da politicagem, como sói, mais uma vez passarão vexame por usar essas ocasiões para fazer movimentos estapafúrdios. Mas, claro, a Seleção Brasileira também pode ganhar e, nesse caso, adivinhem qual emissora fará TODAS as entrevistas exclusivas com os jogadores?

Mas o Dunga pode manter sua birra e não abrir a boca, falando apenas com outros canais de televisão. Enquanto praticamente todos os brasileiros vêem os jogadores falando com Galvão Bueno e Tadeu Schmidt, os rebeldes de sofá mais empedernidos mantêm o "movimento" e ficam naqueles debates das outras emissoras - talvez tendo a sorte de acompanhar algum chilique do provavelmente ex-técnico. Isso, claro, se ganhar.

Porque, se perder, todos voltarão às telenovelas. Da Globo, claro.



fonte: http://www.interney.net/blogs/gravataimerengue/2010/06/23/gol_roubado_falta_de_educacao_dia_sem_gl/

 

Copa 2010: o que faz o som das vuvuzelas tão irritante?

Após a primeira vitória do Brasil na Copa do Mundo 2010 (para quem é um ET e ainda não sabe do resultado, ganhamos da Coréia do Norte por 2×1) milhares de vuvuzelas – aquelas cornetas que estão muito populares nessa época – foram tocadas.

Se seu irmãozinho não comprou uma para atormentar todo mundo na sua casa, você já deve ter ouvido o som em algum outro lugar, e descobriu que não há palavras para descrever a chatice do barulho.

Mas porque, afinal, o som da vuvuzela é tão chato? Engenheiros acústicos responderam a essa pergunta.

 

“O volume a que uma vuvuzela pode chegar é explicado pelo formato do instrumento”

O som que sai do instrumento (de tortura acústica, por assim dizer) é formado pelos lábios do “usuário” que, fazendo um barulho similar ao pum (ou, cientificamente falando, abrindo e fechando os lábios aproximadamente 235 vezes por segundo), aumenta a ressonância no cone. Se tocada por um expert a vuvuzela produz um som similar ao de um berrante, mas, na boca de torcedores fanáticos que só querem fazer barulho, o som não sai como esperado. Isso acontece porque as pessoas que não têm prática não conseguem manter o fluxo do ar e o movimento dos lábios constante.

E o som estranho obtido quando milhares de torcedores tocam suas vuvuzelas é causado pela diferença de freqüência que cada instrumento produz, também influenciado pelo “músico” que está tocando. Por isso não há um som padronizado e por isso um estádio da Copa fica soando como um enorme enxame de abelhas.

O grande volume a que uma vuvuzela pode chegar é explicado pelo formato do instrumento. Como é fino, ele produz notas mais agudas do que outros instrumentos do tipo, o que também explica a nossa sensação de que a vuvunzela é mais “gritante”.

 

“O som é chato por ser agudo, logo, nossa audição não se acostuma com ele”

Nossa audição é feita para se adaptar a sons persistentes. Veja o ronco do seu namorado, por exemplo: apesar de ele estar roncando, chega uma hora em que você se acostuma com o som e dorme também – apesar de ficar um período querendo afogar ele em seu travesseiro. Mas o ronco é (normalmente) um som grave.

O som da vuvuzela é chato por ser agudo, logo, nossa audição não se acostuma com ele. Como nossa audição é feita para ser um sistema de aviso (um som súbito podia significar um predador se aproximando, para nossos ancestrais), ficamos atentos a sons diferentes.

E a pergunta que não quer calar: sim, a vuvuzela prejudica a audição de quem fica exposto ao seu som por muito tempo. Como produz 116 decibéis a um metro de distância, ficar 7 segundos perto de uma vuvuzela já excede o limite de barulho que devemos suportar no ambiente de trabalho por lei. E, como uma multidão tocando vuvuzelas produz um som ainda mais forte, ficar em um estádio da Copa representa, sim, um risco para sua audição.

Na TV, normalmente, as emissoras fazem um balanço de som, para que as vuvuzelas não se sobressaiam à voz dos narradores do jogo – então quem está em casa não tem com o que se preocupar. Mas, para quem vai ao estádio, o aconselhado é levar pedaços de algodão para colocar no ouvido.

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fonte: bule voador

 

Comediantes sacaneiam Lula na TV israelense

Antes de mais nada, queremos reiterar nossa admiração à carreira etílico-política do nobre molusco filho da pátria que governa atualmente o nosso país. Digam o que quiserem, estes episódios envolvendo a empreitada brasileira no Oriente Médio são extremamente divertidos.

Só achei muito ruim a caracterização do presidente Lula nesta esquete de um programa de humor da TV israelense (legendado em português):

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Uma campanha TRETA por governantes hilários para sociedades idem.


fonte: TRETA
 

O chavismo cordial

Dilma Rousseff tem de ser ela mesma. Seu duro passado de militância política lhe deixou um viés de rancor e vingança, justificáveis. Ela tem todo o direito de ser uma típica "tarefeira" da VAR-Palmares, em via de realizar o sonho de sua juventude, se eleita. Ela tende para a estatização da economia, restos de sua formação leninista; ela tem o direito de ser irritadiça, pois o País é irritante mesmo. Seus olhos fuzilam certezas sobre como consertar a pátria amada. Ela pode achar que democracia é "papo para enrolar as massas", ela pode desconfiar dos capitalistas e empresários, ela pode viver gostosamente a volúpia do poder que conquistou, ela pode ignorar a queda do Muro de Berlim, o fim da guerra fria, ela pode amar o Lula, seu símbolo do operário mágico que encarnou na prática a vazia utopia do populismo "revolucionário". Ela pode tudo, mas tem de assumir sua personalidade.

Meu Deus, como eu entendo a cabeça da Dilma, mesmo sem conhecê-la pessoalmente... Conheci muitas "Dilmas" na minha juventude, quando participei da fé revolucionária de nossa geração. Para as "Dilmas" e "Dirceus" do passado, a democracia é uma instituição "burguesa" ? (Lenin: "É verdade que a liberdade é preciosa; tão preciosa que precisa ser racionada cuidadosamente"). Ela se considera membro de uma minoria que está "por dentro" da verdade, da chamada "linha justa", ela se julga superior ? como outros e outras que conheci ? inclusive eu mesmo... (oh, delícia de ser melhor que todos... oh... que dor eu senti ao perder essa certeza..."). Nós éramos os fiéis de uma "fé científica", uma espécie de religião da razão praxista, que salvaria o mundo pelo puro desejo político ? éramos o "sal da terra", os "sujeitos da história".

Mas, só uma dor me devora o coração: Dilma está sendo "clonada". Essa frente unida do autodeslumbramento de Lula com a massa sindicalista pelega quer transformá-la em uma "Dilma" que não existe. Uma nova pessoa, um clone dela mesma. Isto é muito louco. É natural que o candidato beije criancinhas, coma bode e puxe o saco de evangélicos... tudo bem.

Mas, o tratamento a que submetem a pobre da Dilma me lembra uma famosa cena de Brecht, em Arturo Ui, em que um velho ator shakespeariano bêbado e decadente é convocado para ensinar a "Hitler" (Arturo Ui) como se comportar diante das massas, recitando o discurso de Marco Antonio em Júlio César. É genial a cena em que aos poucos o "Hitler" vai virando um boneco de engonço, com gestos e falas de robô quebrado.

A finalidade da faxina que marqueteiros e "pt-psicólogos" fazem na moça é esta: criar alguém que não existe e que nos engane, alguém que pareça o que não é. Afinal, que querem esconder? Querem uma reedição "Dilminha paz e amor"? Ou querem Lula e ela em um filme tipo Se Eu Fosse Você 3, como piou o Agamenon? Um cacófato: quem será o Duda dela? Será que foi por isso o ato falho de falar em "lobo em pele de cordeiro"? Será "lobo" ou "loba"? Além do piche no Serra, não será também uma involuntária alusão a Lula ou a ela mesma? Dilma é uma loba em pele de cordeiro?

Isso é grave. O PT não se envergonha de criar uma pessoa artificialmente fabricada em quem devemos votar? Será que seguem ainda a máxima de Lenin: "Uma mentira contada mil vezes vira uma verdade"?

Querem que ela seja uma sorridente "democrata", uma porta colorida para a invasão da manada de bolchevistas que planejam mudar o País para trás, na contramão da tendência da economia global. Eu os conheço bem... A crescente complexidade da situação mundial na economia e na política os faz desejar um simplismo voluntarista que rima bem com o fundamentalismo islâmico ou com a boçalidade totalitária dos fascistas: "Complexidade é frescura, o negócio é radicalizar e unificar, controlar, furar a barreira do complexo com o milagre simplista." (Stalin: "A humanidade está dividida em ricos e pobres, proprietários e explorados. Subestimar essa divisão significa abstrair-se dos fatos fundamentais" ou Lenin ? "Qualquer cozinheiro devia ser capaz de governar um país").

O espantoso nisso é que o País melhorou graças ao Plano Real e uma série de medidas de modernização que abriram caminho para a economia mundial, favorecer-nos como um dos países emergentes e esse raro e feliz fenômeno econômico (James Carville, assessor do Clinton contra Bush: "É a economia, estúpido!") é tratado como se fosse uma política do governo atual, que só fez aumentar despesas públicas e inventar delírios desenvolvimentistas virtuais. (Stalin: "A gratidão é uma doença de cachorros...")

O povão do Bolsa-Família não pode entender isso. Muitos intelectuais entendem, mas não têm a coragem de explicitar as diferenças ? o lobby da velha "boa consciência de esquerda" intimida-os. Nesta eleição, não se trata apenas de substituir um nome por outro. Não. O grave é que tramam uma mudança radical na estrutura do governo, uma mutação dentro do Estado democrático. Vamos viver um pleito pretensamente "revolucionário", a tentativa de um Gramsci vulgar (filósofo que dizia que os comunistas devem se infiltrar na democracia para mudá-la). Querem fazer um capitalismo de Estado, melhor dizendo, um "patrimonialismo de Estado". Para isso, topam tudo: calúnias, números mentirosos, alianças com a direita mais maléfica. (Stalin: "Não deixamos os inimigos ter armas de fogo; por que deixar que tenham ideias?")

Não esqueçamos que o PT combateu o Plano Real até no STF, como fez com a Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como não assinou a Constituição de 88. Esse é o PT que quer ficar na era pós-Lula. Seu lema parece ser: "Em vez de burgueses reacionários mamando na viúva, nós, do povo, nela mamaremos."

Depois desse "bonapartismo cordial" que o Lula representou até com galhardia, se apropriando da "herança bendita" de FHC, pode haver o início de uma nova fase: o "chavismo cordial".

É isso aí, bichos...

 

fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100504/not_imp546469,0.php

 

Sócrates versus Jesus

Fonte: Quacumque
Autor: Prometheus
Tradução: Geraldo Boz Junior
Editor: Eli Vieira

 

Sócrates:
Bom dia, Jesus, tenho ouvido muito sobre seus ensinamentos maravilhosos. Eu sou apenas um modesto filósofo aqui em Atenas. Falaram-me da sua grande sabedoria e, a julgar pela quantidade de admiradores que o seguem pelas ruas, isso deve ser verdade. Se você puder me conceder alguns minutos, gostaria que me iluminasse com suas respostas para algumas questões que têm me afligido por toda a minha vida

Jesus:
Sou um pescador de homens na minha busca por seguidores. Trago a verdade de Deus para todos os homens. Procura e encontrarás, peça e obterás a resposta, bata e a porta se abrirá para ti.

Sócrates:
Há uma questão básica que tem sido sempre a maior em minha mente. Embora tenha sido sempre um obstáculo intransponível para mim, na minha busca pela verdade e pelo sentido das coisas, estou certo que, com sua erudição, você vai achá-la muito fácil e vai me tomar por um velho tolo. Sempre quis viver de forma honrada e nobre, mas parece que só tropecei pela vida sem ao menos saber o que é honra e nobreza. Com meu entendimento limitado, sempre me parece que a vida, mesmo com sua beleza e sua fúria, na verdade, não significa nada. Por favor, me diga:como um homem deveria viver? Qual é o propósito da vida?

Jesus:
Servir e reverenciar a Deus.

Sócrates:
Qual deus?

Jesus:
Só existe um Deus.

Sócrates:
Oh, você devia vir morar em Atenas. Aqui, temos vários para escolher.

Jesus:
Só existe um deus verdadeiro.

Sócrates:
Ah, claro, e qual é o deus verdadeiro?

Jesus:
O deus verdadeiro é o Senhor Deus.

Sócrates:
Sim, mas quem é o Senhor Deus? Ou o que ele é?

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A oposição tem discurso de sobra

Seis discursos, três dos quais de improviso, e nenhum plural exterminado, nenhum pontapé na gramática, nenhum raciocínio esganado pelo cérebro baldio, nenhum frase perdida no deserto de neurônios - nenhuma agressão à lógica e ao idioma. Tanto bastaria para que se saudasse com fanfarras e fogos de artifício a festa de lançamento da candidatura presidencial de José Serra. Mas o conteúdo superou a forma, e a celebração política ocorrida em Brasília neste sábado excitou o Brasil que pensa com a sensação de que pode estar perto do fim a Era da Mediocridade instituída há mais de sete anos.

O presidente Lula atravessou o verão com Dilma Rousseff no colo e um par de certezas na cabeça: a oposição iria passar a campanha sem discurso e tentando esconder Fernando Henrique Cardoso. Acaba de descobrir que flutuou na estratosfera. Aplaudido de pé pela multidão, FHC foi louvado por todos os oradores, finalmente despertados para a evidência de que o ex-presidente só é impopular entre milicianos petistas e cabeças contaminadas por versões companheiras da história do Brasil. A segunda fantasia foi rasgada ao longo do encontro e ficou em frangalhos com o pronunciamento de José Serra. A oposição tem discurso de sobra.

Quem não tem é Dilma, reafirmou a fala de Serra, radiografada com brilho e precisão por Reinaldo Azevedo no seu blog em VEJA.com. Na convenção do PT, a sucessora que Lula inventou produziu só mais um capítulo do Discurso sobre o Nada. Reverenciou seu Senhor particular mais de 60 vezes e prometeu que, se virar presidente, vai seguir disciplinadamente o caminho que ele ensinou — sejam quais forem o traçado e o destino. Neste sábado, em menos de uma hora, Serra escancarou o abismo que separa um político com história pessoal, biografia política e currículo administrativo de uma principiante de passado fosco, presente bisonho e futuro escurecido pelo perigo.

Desprovida de ideias próprias ou expropriadas, estreante em disputas eleitorais, Dilma anda produzindo platitudes, obviedades ou maluquices em quantidade suficiente para matar de tédio a mais gentil das plateias. Reduzida a apêndice de Lula, terá de enfrentar um adversário com sólida formação política, ampla autonomia de voo, larga milhagem em comícios, testado em muitas disputas eleitorais e capaz de dizer o que pretende com clareza e consistência.

Não é um panorama alentador para quem só precisou de uma viagem a Minas para oferecer a Aécio Neves a provocação que faltava para cimentar a parceria eleitoral com Serra com um discurso que, simultaneamente, implodiu outro equívoco de Lula. Convencido de que Aécio reprisaria a performance ambígua das eleições presidenciais anteriores, o Grande Estrategista decidiu que Dilma visitaria o túmulo de Tancredo Neves em São João del Rey e, no meio de alguma entrevista, proporia ao neto do homenageado a aliança promíscua.

Deu tudo errado, deixou claro Aécio neste sábado. Incisivo, contundente, lendo na memória o texto com requintes mineiríssimos, o melhor orador da festa lembrou os piores momentos da feroz oposição feita pela companheirada a Tancredo Neves, Itamar Franco e Fernando Henrique. Depois de cumprimentar Lula por ter mantido as linhas gerais da política econômica do antecessor, informou que o PT sempre colocou os interesses partidários acima dos interesses do país. Cumpre à oposição fazer o contrário.

fonte: veja.com

 

Juízes e advogados criticam declaração de Lula sobre decisões da Justiça Eleitoral

Na Folha Online:
Entidades que representam juízes e advogados divulgaram nesta sexta-feira notas repudiando declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que ” não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não fazer”.

Na noite de ontem, Lula participou de um ato político de apoio do PCdoB à pré-candidatura da ex-ministra Dilma Rousseff (PT). No discurso, ele criticou decisões judiciais como as multas que sofreu do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por propaganda antecipada.

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, chamou de “assustadora e incompatível com a responsabilidade do cargo” a afirmação de Lula.

“A desobediência à Justiça deve ser condenada porque a sociedade só é forte quando o Judiciário é forte. Devemos repudiar qualquer tipo de posicionamento que vise a amesquinhar o Judiciário e diminuir o seu alcance”, diz o advogado na nota.

O presidente Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), Fernando Cesar Baptista de Mattos, lamentou a declaração de Lula. “Não é a primeira vez que comentários dessa natureza sobre decisões da Justiça Eleitoral são feitos pelo presidente”, diz.

Para o juiz, ao ser multado pelo TSE, Lula “deveria ser o primeiro cidadão a defender o cumprimento da Constituição Federal e das decisões judiciais, fazendo valer os princípios da harmonia e da independência dos poderes.”

O presidente da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), Mozart Valadares Pires, também criticou Lula. “O que o presidente precisa saber é que todos os cidadãos, independentemente do cargo que exercem, estão subordinados à legislação brasileira. E ele, mesmo como presidente, não tem o direito de infringir a lei eleitoral”, afirma o juiz.

Na manhã desta sexta-feira, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Gilmar Mendes, disse que hoje “todos nós estamos subordinados à Constituição e à lei”.

 

fonte: Veja.com

 

Blogueiros do PT andam muito quietos sobre tragédia no RJ

Imaginaram se fosse em São Paulo?

 

Materializem a cena:

Na capital do Estado de São Paulo, governado pelo Serra, uma semana de chuvas causando 186 mortes já confirmadas e paralisação total e absoluta do centro urbano e dos serviços essenciais. Na cidade vizinha, cujo prefeito também é do PSDB, 200 corpos soterrados, totalizando 386 mortes em apenas uma semana, afora os prejuízos materiais incalculáveis.

O Governador do PSDB baixa um decreto dizendo que pode tirar os moradores na hora que ele quiser, podendo a polícia invadir casas para remover moradores.

Este é exatamente o quadro no Rio de Janeiro hoje, 9 de abril de 2010. Fosse em São Paulo, os blogueiros pagos pela TV Brasil (Azenha, Nassif, PHA e mais meia dúzia de bastardos) diriam que:

1 - Serra racista! Os paulistas empurraram os nordestinos para as áreas de risco. O Zé Deslizão não gosta de nordestinos.

2 - Serra ladrão! As obras de infra-estrutura não foram feitas porque o Serra roubou. O PSDB é partido ladrão.

3 - Serra fascista! Usando a polícia para bater em nordestinos, PSDB não gosta de nordestinos e quer tirá-los do seu único lugar que tem para morar.

4 - São Paulo é a Veneza brasileira! Os convencidos paulistas estão debaixo da lama mas não perdem a pose.

Estas declarações dos vendidos em campanha pela Dilma Metranca foram repetidas até a demência durante as chuvas em São Paulo que, em 4 meses, fizeram o mesmo número de vítimas de um dia no Rio de Janeiro.

Nenhum pio dos vagabundos pagos para destilar preconceito e recalque através de propaganda partidária. Isto porque o Governador e o Prefeito do RJ apoiam o PT, partido que paga estes blogueiros.


Cadê os merdinhas do PT para fazer manifestação contra a remoção dos moradores no RJ? Cadê o anãozinho da Universal para chamar o Governador do RJ de fascista e de Sérgio Alagão?

Cadê vocês, pena-pagas de merda?

Atenção cariocas que sofrem com a tragédia das chuvas: os pena-pagas não gostam de vocês. Eles gostam do dinheiro que o PT deposita na conta deles. Fiquem espertos! Chutem o PT e o PMDB de vosso estado. Tenham amor próprio!
fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/04/469426.shtml
 

Carta ao presidente Lula: Incontinência verbal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em mais um de seus rompantes habituais de incontinência verbal, diz ter encontrado os culpados pelo caótico sistema de saúde nacional: os médicos. Segundo reportagem veiculada na sexta-feira (26 de março) em diversos jornais brasileiros, o presidente reclamou "que os médicos não aceitam ou cobram caro para trabalhar no interior e periferias e que é muito fácil ser médico na avenida Paulista".

Lula também criticou o Conselho Federal de Medicina, pedindo reconhecimento aos diplomas dos médicos formados em Cuba. Ainda em tom jocoso, criticou o médico responsável pela amputação do seu dedo mínimo da mão esquerda. Sua ira voltou-se também aos contrários à cobrança de novo tributo para aumentar os recursos ao setor de saúde.

O que o presidente finge não saber é que o médico sozinho no interior ou em periferias é incapaz de promover saúde. Ele precisa de apoio para exercer a sua profissão, como laboratórios, equipamentos para exames, hospitais, enfim tudo o que não é prioridade ou é claramente insuficiente em seu Governo.

Lula também finge não saber que ninguém é contra o médico cubano: exige-se apenas que ele, como qualquer outro, se submeta ao exame de avaliação exigido para formados no exterior.

Quanto à CPMF, governar impondo novos impostos ao já fatigado povo brasileiro, Sr. Lula, é tão vulgar quanto dizer que é "fácil ser médico na avenida".

Sr. Lula, a Associação Médica Brasileira, em nome dos mais de 350 mil médicos brasileiros, sente-se ultrajada com suas declarações, visto inverídicas, por considerar que elas não condizem com cargo que V. Sa ocupa e por atingir a dignidade e honradez daqueles que, diariamente em hospitais ou consultórios, muitas vezes em condições precárias, lutam por manter a saúde do povo brasileiro.

Presidente Lula, o Sr. deve um pedido de desculpas à classe médica brasileira.

José Luiz Gomes do Amaral

Presidente da Associação Médica Brasileira

 

fonte: www.amb.org.br

 

Hora de união, por Fernando Henrique Cardoso

A visão de futuro mostra quem é verdadeiramente líder. No auge das lutas pela volta às eleições diretas e pelo fim do autoritarismo, três personagens, cada qual à sua maneira, foram decisivos para que conseguíssemos mudar o rumo do país. Não foram os únicos. Muita gente se empenhou desde a campanha das Diretas Já com o mesmo propósito. Nem se deve esquecer o papel desempenhado pelas grandes greves do ABC e por seus líderes. Mas, a partir da derrota da emenda Dante de Oliveira, quando se colocou a possibilidade de derrotar o candidato do Sistema utilizando-se o próprio Colégio Eleitoral, a condução do processo passou a depender de Ulysses Guimarães, Franco Montoro e Tancredo Neves.

Houve hesitação sobre o que fazer. Fiz um discurso no Senado trocando o lema Diretas Já por Mudanças Já, com a convicção de que poderíamos derrotar os donos do poder. Foi difícil para Ulysses Guimarães tragar a dose e aceitar as eleições indiretas, ele que fora o anticandidato em 1974 e cujo nome se identificava com as eleições diretas. Foi mais difícil ainda, uma vez deslanchado o processo de conquista de votos no Congresso, unir a oposição em torno de um nome.

Ulysses até aquele momento fora o condutor indiscutido das oposições democráticas. Entretanto, pela dureza das posições que assumira na crítica ao regime autoritário, teria dificuldades em granjear votos entre os que, diante do desgaste do poder, da crítica de uma imprensa mais livre, dos movimentos de protesto em massa e das dificuldades econômicas, se predispunham a mudar de posição. Sem o apoio destes, a derrota era garantida. Na época, presidente do MDB de São Paulo e muito próximo a Ulysses Guimarães, disse-lhe com muito pesar, pela enorme admiração e respeito que nutria por ele, que a vez seria de outro.

Roberto Gusmão, chefe da Casa Civil do governo Montoro, havia declarado nas páginas amarelas da Veja que São Paulo se uniria a Tancredo Neves para a conquista da Presidência. Ulysses fez questão de ouvir a decisão da voz do governador de São Paulo. Acompanhei-o ao Palácio dos Bandeirantes em um encontro com o governador Montoro e com Roberto Gusmão. Montoro poderia pretender legitimamente a candidatura à Presidência: ganhara as eleições diretas em São Paulo com votação consagradora. Percebeu, entretanto, que no caso das eleições indiretas Tancredo teria melhores oportunidades. Reafirmou este ponto de vista a Ulysses. Mais do que os méritos e as ambições de cada um, contava o momento histórico. Ou nos uníamos e ampliávamos a frente contra o autoritarismo ou este permaneceria por mais tempo, esmaecido que fosse, com a eleição de Paulo Maluf, candidato da Arena. A visão de futuro e o interesse nacional contavam mais do que as biografias. Tiveram grandeza. São Paulo se uniu a Minas para que o Brasil avançasse e Ulysses chefiou a campanha pela eleição de Tancredo.

Passados 25 anos, nos encontramos frente a circunstâncias históricas que novamente requerem grandeza dos líderes e unidade de todos. Não está em jogo o admirar ou não o presidente Lula, nem mesmo as qualidades de liderança (ou a falta delas) de sua candidata Dilma Rousseff. Por trás das duas candidaturas polares há um embate maior. A tendência que vem marcando os últimos 18 meses do atual governo nos levará, pouco a pouco, para um modelo de sociedade que se baseia na predominância de uma forma de capitalismo na qual governo e algumas grandes corporações, especialmente públicas, unem-se sob a tutela de uma burocracia permeada por interesses corporativos e partidários. Especialmente de um partido cujo programa recente se descola da tradição democrática brasileira, para dizer o mínimo. Cada vez mais nos aproximamos de uma forma de organização política inspirada em um capitalismo com forte influência burocrática e predomínio de um partido. Tudo sob uma liderança habilidosa que ajeita interesses contraditórios e camufla a reorganização política que se está esboçando.

Agora, com as eleições presidenciais se aproximando, as alianças são feitas sem preocupação com a coerência político-ideológica: o que conta é ganhar as eleições. Depois, a força do Executivo se encarregará de diluir eventuais resistências de governadores e parlamentares que se opuserem à marcha do processo em curso, e transformará os aliados em vassalos. Mais recentemente, tem surgido a dúvida: será que a candidata petista, sem ser Lula, terá força para arbitrar entre os interesses do partido, os dos aliados e os da sociedade? Não sei avaliar, mas o resultado será o mesmo: pouco a pouco, o “pensamento único”, agora sim, esmagará os anseios dos que sustentam uma visão aberta da sociedade e se opõem ao capitalismo de Estado controlado por forças partidárias quase únicas infiltradas na burocracia do Estado.

Os líderes oposicionistas atuais terão a visão de grandeza dos que os antecederam e perceberão que está em jogo a própria concepção do que seja democracia? Há quem defenda um outro estilo de sociedade. Há quem acredite que certo autoritarismo burocrático com poder econômico-financeiro pode favorecer o crescimento econômico. A China está aí para demonstrar que isso é possível. Mas é isso o que queremos para nós? A força governista ignora os limites da lei e tudo que decorre dessa atitude, desde a leniência com a corrupção até a arrogância do poder e o abuso publicitário antes do início legal das campanhas. É imperativo, pois, que as oposições se unam. A aliança entre Minas e São Paulo – que se pode dar de forma variada – salvou-nos do autoritarismo no passado. Uma candidatura que fale a todo o país, que represente a união das oposições e busque o consenso na sociedade é o melhor caminho para assegurar a vitória. José Serra e Aécio Neves estiveram ao lado dos que permitiram derrotar o regime autoritário. Cabe-lhes agora conduzir-nos para uma vitória que nos dê esperança de dias melhores. Tenho certeza de que não nos decepcionarão.

 

fonte: Zero Hora

 

Entrevista: Aécio Neves

“Tenho orgulho de ser político”

O tucano Aécio Neves confirma que concorrerá ao Senado, aponta as maiores fragilidades do discurso petista e diz que é vital recuperar a dignidade da atividade política

"É preciso implantar a meritocracia na administração federal, e o PT simplesmente não quer, não sabe e não pode fazê-lo"

Em obediência à lei eleitoral que requer a desincompatibilização de políticos em posições executivas que pretendem concorrer nas próximas eleições, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de 50 anos recém-completados, passou, na última semana, o cargo a seu vice, Antonio Anastasia. Aécio saiu com 92% de aprovação da população mineira. A marca impressionante é resultado da administração de um governador que apostou tudo na meritocracia e, com ela, melhorou bastante todos os indicadores sociais, econômicos e educacionais do seu estado. Essa quase unanimidade em um colégio eleitoral de 14 milhões de votos faz dele o vice dos sonhos do candidato do PSDB ao Planalto, o governador paulista José Serra. Mas Aécio acredita que ajuda mais como candidato ao Senado por Minas Gerais. Disse Aécio a VEJA: “A aprovação do meu governo é a prova maior de que os resultados de uma gestão eficiente se impõem sobre o messianismo da era Lula”.

A que exatamente a população deu a aprovação de 92%?
As pessoas sabem o que é bom para elas, sua família, sua cidade, seu estado e seu país. A aprovação vem naturalmente quando elas percebem que a ação do governo está produzindo professores que ensinam, alunos que aprendem, policiais que diminuem o número de crimes e postos de saúde que funcionam. Quando você faz um choque de gestão e entrega bons resultados ano após ano, não há politicagem que atrapalhe a percepção de melhora por parte da população. Quem tem 92% de aprovação está sendo bem avaliado por todo tipo de eleitor, até entre os petistas.

Os eleitores entendem o conceito de “choque de gestão”?
Quase todo mundo percebe quando a política está sendo exercida como uma atividade nobre, sem mesquinharias, com transparência e produzindo resultados práticos positivos. A política, em si, é a mais digna das atividades que um cidadão possa exercer. Os gregos diziam que a política é a amizade entre vizinhos. Quando traduzimos para hoje, estamos falando de estados, municípios e da capacidade de construir, a partir de alianças, o bem comum. Vou lutar por reformas que possam tornar a política de novo atraente para as pessoas de bem, que façam dessa atividade, hoje vista com suspeita, um trabalho empenhado na elevação dos padrões materiais, sociais e culturais da maioria. É assim que vamos empurrar os piores para fora do espaço político. Não existe vácuo em política. Se os bons não ocuparem espaço, os ruins o farão.

A máquina do serviço público é historicamente pouco eficiente. Como o senhor fez para mudar essa realidade?
Nós estabelecemos metas para todos os servidores, dos professores aos policiais. E 100% deles passaram a receber uma remuneração extra sempre que atingissem as metas acordadas. O governo começou a funcionar como se fosse uma empresa. Os resultados apareceram com uma rapidez impressionante. A mortalidade infantil em Minas caiu mais do que em qualquer outro estado, a desnutrição infantil das regiões mais pobres chegou perto do patamar das regiões mais ricas, todas as cidades do estado agora são ligadas por asfalto, a energia elétrica foi levada a todas as comunidades rurais e mesmo as mais pobres passaram a ter saneamento. Na segurança pública conseguimos avanços notáveis com a efetiva diminuição de todos os tipos de crime.

O desafio do PT sobre comparação de resultados de governos, então, lhe conviria?
Gostaria muito de contrapor os resultados obtidos pela implantação da meritocracia com o messianismo daqueles que apenas fazem promessas e propagam a própria bondade. Quando você estabelece instrumentos de controle e consegue medir os resultados das ações de governo, você espanta os pregadores messiânicos. Eles fogem das comparações. Mas para ter resultados é preciso que se viva sob um sistema meritocrático. Isso significa que as pessoas da máquina estatal têm de ser qualificadas, e não simplesmente filiadas ao partido político. O aparelhamento do estado que vemos no governo federal é um mal que precisa ser
erradicado.

Quais são as chances de o senhor ser candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra?
Serei candidato ao Senado. Eu tenho a convicção de que a melhor forma de ajudar na vitória do candidato do meu partido, o governador José Serra, é fazer nossa campanha em Minas Gerais. Eu respeito, mas divirjo da análise de que a minha presença na chapa garantiria um resultado positivo para o governador Serra. Isso não é verdade. Talvez criasse um fato político efêmero, que duraria alguns dias, mas logo ficaria claro que, no Brasil, não se vota em candidato a vice-presidente.

Nas últimas eleições, quem venceu em Minas venceu também a eleição presidencial. Acontecerá o mesmo neste ano?
Espero que sim, e acho que o governador Serra tem todas as condições para vencer em Minas Gerais e no Brasil. Eu vou me esforçar para ajudá-lo, repito, porque tenho um compromisso com o país que está acima de qualquer projeto pessoal. Esse compromisso inclui trabalhar para encerrar o ciclo de governo petista. Lula teve muitas virtudes. A primeira delas, aliás, foi não alterar a política econômica do PSDB. Ele fez bons programas sociais? Claro, é um fato. Mas o desafio agora é fazer o Brasil avançar muito mais, e é isso que nosso presidente fará.

A ministra Dilma Rousseff, candidata do PT ao Planalto, tem dito que o presidente Lula reinventou o país. Esse é um exemplo de discurso messiânico?
Sem dúvida. Se um extraterrestre pousasse sua nave no Brasil e ficasse por aqui durante uma semana sem conversar com ninguém, só vendo televisão, ele acharia que o Brasil foi descoberto em 2003 e que tudo o que existe de bom foi feito pelas pessoas que estão no governo atual. Os brasileiros sabem que isso é um discurso vazio. Não teria havido o governo do presidente Lula se não tivesse havido, antes, os governos do presidente Fernando Henrique e do presidente Itamar Franco. Sem o alicerce do Plano Real, nada poderia ter sido construído.

A ministra Dilma cresceu nas pesquisas e viabilizou-se como candidata competitiva. Isso preocupa o PSDB?
A ministra Dilma chegou ao piso esperado para um candidato do PT, qualquer que fosse ele. A partir de agora, ela terá de contar com a capacidade do presidente Lula de lhe transferir votos. Mas o confronto olho no olho com o governador Serra vai ser muito difícil para ela.

Na sua opinião, como será o tom da campanha presidencial?
Acho que, em primeiro lugar, a candidata Dilma terá de explicar logo como será sua relação com seu próprio partido, o PT, em um eventual governo. O PT tem dificuldades históricas de ter uma posição generosa em favor do Brasil. Quando a prioridade do Brasil era a retomada da democracia, o PT negou-se a estar no Colégio Eleitoral e votar no presidente Tancredo Neves. O PT chegou a expulsar aqueles poucos integrantes que contrariaram o partido. Prevaleceu uma visão política tacanha, e não o objetivo maior que tinha de ser alcançado naquele momento. Se dependesse do partido, talvez Paulo Maluf tivesse sido eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Ao final da Constituinte, o PT recusou-se a assinar a Carta. Quando o presidente Itamar Franco assumiu o governo, em um momento delicado, de instabilidade, e o PT foi convocado a participar do esforço de união nacional, novamente se negou, sob a argumentação de que não faria alianças que não condiziam com a sua história. Se prevalecesse a posição do PT, nós não teríamos a estabilidade econômica, porque o partido votou contra o Plano Real. O presidente Lula, com sua autoridade, impediu que o partido desse outros passos errados quando chegou ao governo. Mas o que esperar de um governo do PT sem o presidente Lula?

Qual é o seu palpite?
Eu acho que, pelo fato de a ministra Dilma nunca ter ocupado um cargo eletivo, há uma grande incógnita. Caberá a ela responder, durante a campanha, a essa incógnita. Dar demonstrações de que não haverá retrocessos, de que as conquistas democráticas são definitivas. A ministra precisa dizer de forma muito clara ao Brasil qual será a participação em seu governo desse PT que prega a reestatização, que defende uma política externa meramente ideológica, que faz gestos muitos vigorosos no sentido de coibir a liberdade de expressão.

E o PSDB, falará de quê?
Nosso maior tema será lembrar aos brasileiros que somos a matriz de todos os avanços sociais e econômicos do Brasil contemporâneo. Nós temos legitimidade para dizer que somos parte integrante do que aconteceu de bom no Brasil até agora. Se hoje o país está numa situação melhor, foi porque nós tivemos uma participação decisiva nesse processo. Houve a alternância do poder, que é natural e saudável, mas está na hora de o PSDB voltar ao poder. Está na hora de o país ter um governo capaz de fazer a máquina pública federal funcionar sem aparelhamento. É preciso implantar a meritocracia na administração federal, e o PT simplesmente não quer, não sabe e não pode fazê-lo. Às promessas falsas, ao messianismo, aos insultos pessoais, aos ataques de palanque, vamos contrapor nossos resultados nos estados e a receita de como obtê-los também no nível federal.

O senhor acha que os brasileiros são ingratos com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?
Eu acho que hoje não se faz justiça a ele, mas tenho certeza absoluta de que a história reconhecerá seu papel crucial. Como também acho que se fará justiça ao presidente Itamar Franco, que permitiu a Fernando Henrique Cardoso, então ministro da Fazenda, fazer e aplicar o Plano Real.

Se vencer a disputa presidencial, Serra diz que tentará acabar com a reeleição.
Eu prefiro mandatos de cinco anos, sem reeleição. Defendo isso desde 1989. Mas, hoje, pensar nisso é irreal. A reeleição incrustou-se na realidade política brasileira de maneira muito forte. A prioridade deveria ser uma reforma política que incluísse o voto distrital misto. Isso aproximaria os eleitores dos deputados e ajudaria a depurar o Parlamento.

O senhor, um político jovem, bem avaliado, duas vezes governador de um grande estado, ainda deve almejar chegar à Presidência, não?
Eu tenho muita vontade de participar da construção de um projeto novo para o Brasil, em que a nossa referência não seja mais o passado, e sim o futuro. Sem essa dicotomia que coloca em um extremo o PT e no outro o PSDB, e quem ganha é obrigado a fazer todo tipo de aliança para conseguir governar. Assim, paga-se um preço cada vez maior para chegar a sabe-se lá onde. O PT deixou de apresentar um projeto de país e hoje sua agenda se resume apenas a um projeto de poder. Eu gostaria de uma convergência entre os homens de bem, para construir um projeto nacional ousado, que permita queimar etapas e integrar o Brasil em uma velocidade muito maior à comunidade dos países desenvolvidos, de modo que todos os brasileiros se beneficiem desse processo.

Mas o Brasil já está direcionado nesse rumo, não?
Está, mas é preciso acelerar a nossa chegada ao nosso destino de grandeza como povo e como nação. Eu fico impaciente com realizações aquém do nosso potencial. O Brasil pode avançar mais rapidamente com um governo que privilegie o mérito, que qualifique a gestão pública, para que ela produza benefícios reais e duradouros para a maioria das pessoas, que valorize o serviço público e cobre dele resultados. Um governo que tenha autoridade e generosidade para fazer acordos. Meu avô Tancredo Neves costumava dizer que há muito mais alegria em chegar a um entendimento do que em derrotar um adversário. Eu vou ser sempre um construtor de pontes. Quanto a chegar à Presidência da República, tenho a convicção de que isso é muito mais destino do que projeto.


* “É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar – bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola…”

- Roberto Campos

 

fonte: http://williamferraz.com.br/blog/?p=979

 

Bolsonaro sobre Dilma Rousseff e UNE

Fala do Deputado Federal Jair Bolsonaro no dia 02/04/2009, que parabeniza as Forças Armadas pela Ditadura...inclusive cita alguns Jornais da Época que exaltaram a presença dos Militares no Poder...interessante.

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Ateus e liberais têm QI mais alto

Segundo um estudo publicado pelo psicólogo evolucionista Satoshi Kanazawa da London School of Economics and Political Science – ateu e liberal, por sinal -, quanto maior o QI de uma pessoa, maiores as chances de ela não crer em Deus e de ser politicamente liberal.

De acordo com o autor, ateísmo e liberalismo são valores novos na história da evolução humana, que não fazem parte da nossa predisposição biológica – e que nossos ancestrais provavelmente não possuíam.

Por isso, pessoas de QI mais alto, acabam reconhecendo e assimilando mais facilmente os novos valores e comportamentos.
Mas o que dizem os dados?

Uma pesquisa feita pelo National Longitudinal Study of Adolescent Health mostra que adolescentes que se identificam como “muito liberais” têm um QI médio de 106, enquanto os que se auto-classificam como “muito conservadores” marcam 95 pontos na escala. Da mesma forma, os que se avaliaram como “nada religiosos” têm um QI médio de 103 pontos, enquanto os que se classificaram como “muito religiosos” têm um QI médio de 97 pontos.

Polêmico, hein?
Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/224611_post.shtml

 

Filho de Stephanes desanca Dirceu, Dilma e petismo

Toda família tem as suas contradições. Quando a família é integrada por políticos, a incongruência pode ser levada às fronteiras do paroxismo. Tome-se o exemplo dos Stephanes. O pai, Reinhold Stephanes, representa o PMDB no comando do Ministério da Agricultura de Lula.

O filho, Reinhold Stephanes Júnior, filiado ao mesmo PMDB, dedica-se a esculachar os peistas e o PT, partido do chefe do pai. Deputado estadual, Stephanes Júnior pronunciou, da tribuna da Assembléia Legislativa do Paraná um discurso duro. Deu-se há 15 dias, em 1º de março (assista lá no alto). Chamou o grão-petista José Dirceu de bandido:

 

"O ex-ministro coordenou um dos maiores esquemas de corrupção no Brasil. É uma vergonha o PT dar espaço para ele. Eles tão loucos para reabilitar o Dirceu, que é um bandido, que faz mal para o país".

 

Pôs em dúvida a origem das verbas que financiam as atividades internas do PT:

 

"O PT fez uma festa, um congresso, e gastou R$ 6,5 milhões. Espero que esse dinheiro não tenha vindo do mensalão e de caixa dois, nem dos fornecedores do governo."

 

Sem citar o nome de Lula, discorreu sobre a morte de Orlando Zapata, o dissidente cubano que morreu em 23 de fevereiro, após 85 dias de greve de fome.

 

“O que o PT fala: que culpa tem o Castro se o rapaz faz greve de fome? O PT é coisa do diabo, não serve pra nada”.

 

Para completar, Júnior expõe uma opinião pouco lisonjeira sobre Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula:

 

"Como pode indicar uma pessoa que assaltava bancos, que sequestrava pequeno empresário para pedir resgate para dar dinheiro a guerrilheiro. É isso que ela fazia, a Dilma Rousseff e seu grupo".

 

Quem ouve o deputado Júnior fica tentado a perguntar: Que opinião terá a respeito do pai, ministro do mandachuva do partido “do diabo” e membro do pedaço do PMDB que corteja a candidatura da “assaltante” e “sequestradora”?

 

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u707590.shtml

 

O polêmico vídeo Fitna


Geert Wilders é um dos nomes mais controvertidos da política europeia contemporânea. Holandês, líder do conservador Partido da Liberdade, Wilders decidiu mover seu jihad pessoal contra o islamismo em seu país. Sua arma mais virulenta é um filme chamado Fitna, uma mistura de panfleto islamofóbico e documentário que você pode ver no YouTube.

Wilders escolheu trechos fortes do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos, e colocou-os ao lado de imagens terríveis, como as dos aviões se chocando contra o World Trade Center, em Nova York, em 11 de setembro de 2001. O ritmo é deliberadamente lento e a música, ao fundo, ajuda no clima de terror que Wilders quis dar a Fitna. Você vê, em meio a pânico e incêndio, pessoas se atirando do prédio para escapar do fogo. Ele pinçou também estatísticas demográficas e vai apresentando-as ao longo dos dez minutos do filme.

 

“Huntington previu que as disputas se dariam no terreno da cultura e da religião”

Uma delas: em 1909, os muçulmanos na Holanda eram 54. Em 2004, 944 mil.

A mídia holandesa tem reservas em relação a Wilders. Considera-o reacionário, catastrofista e preconceituoso. Mas os eleitores parecem estar gostando de sua pregação agressiva e estridente. Ele aparece forte nas pesquisas sobre as eleições que definirão o poder no fragmentado mapa político da Holanda em 9 de junho próximo.

Wilders comete absurdos em sua campanha, como comparar o Corão a Mein Kampf, de Hitler. É um disparate. Se você pegar determinados trechos da Bíblia, vai encontrar também supostos incitamentos à violência. Golpe baixo, portanto.

Mas, com todos os descontos, é inegável que Geert Wilders simboliza a Europa dividida destes tempos. Mais até do que os próprios Estados Unidos, a Europa parece provar a tese formulada nos anos 90 pelo sociológo Samuel P. Huntington. Primeiro numa revista e depois num livro, Huntington previu que, terminada a Guerra Fria, as disputas se dariam no terreno da cultura e da religião, e não mais da ideologia. A essa tese foi dado o nome de Choque de civilizações.

 

“É dentro desse cenário conflagrado que emerge Wilders na Holanda”

Olhe para a França: o debate mais acirrado que se trava lá diz respeito ao uso da burca, o véu completo da mulher muçulmana. Agora repare no Reino Unido: a legislação antiterrorismo (alvo: o radicalismo islâmico) tornou-se ainda mais rigorosa. A Alemanha, que importou no começo dos anos 60 turcos como mão de obra barata para sua indústria que então crescia velozmente, treme de medo de bombas num momento em que a comunidade muçulmana bate em 2 milhões. Até a pacata Suíça proibiu em seu solo novos minaretes, a cúpula vistosa das mesquitas.

É dentro desse cenário conflagrado que emerge Wilders na Holanda. Um repórter perguntou a ele, há poucos dias. “Sou marroquino. Minha mulher usa véu e minhas crianças frequentam escola secular. Devo ter medo caso o senhor suba ao poder?” Wilders respondeu de imediato: “Não sei qual é o seu retrospecto”.

Ali, na entrevista em que se confrontaram com ódio visível o jornalista e o político, estava representada a Europa destes dias, assustada como não se via desde o apogeu da Guerra Fria, quando para muitos o mundo estava simplesmente na iminência de acabar.

 

Fitna – O Video

Fonte: Canal da LiHS no Youtube

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fonte: Bulevoador

 

Certo, errado, verdadeiro, falso

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Livros, jornais e revistas. Emissoras de TV e rádio com noticiários durante todo o dia. Google, Wikipedia, portais de notícias, blogs, Twitter, Orkut, Facebook, mais dezenas de e-mails que trazem anexos. E tudo isso é apenas parte dos canais que trazem informação de diferentes fontes.

Neste excesso, como separar a informação correta de todas as bobagens que circulam por aí?

O melhor modo é utilizar o pensamento crítico, uma das principais razões de o Ciensinando ter começado.

Pensar criticamente é compreender, avaliar e apresentar raciocínios e argumentos, pensando por si próprio.

O primeiro problema que afasta as pessoas desse conceito é a compreensão limitada das palavras crítico e crítica. Ambas têm vários sentidos, mas quase sempre crítico é aquele que aponta defeitos e faz análises negativas, e crítica é qualquer avaliação desfavorável. Esse desentendimento é resolvido com a consulta a um dicionário:

CRÍTICO
1. Que encerra crítica, análise, julgamento; que analisa (obra, atitude, evento) segundo certos critérios: Lançou-lhe um olhar crítico, analítico: um ensaio crítico sobre a obra.
2. Que é capaz de distinguir com competência o verdadeiro do falso, o bom do mau, etc.:Seu senso crítico o ajuda a tomar as decisões certas.
3. Que envolve perigo ou riscos: O navio passou por situação crítica em alto-mar.
4. Profissional que faz crítica literária, musical etc.: Os críticos elogiaram a peça.
5. Quem aponta defeitos, falhas etc.: Os críticos do governo foram severos.

Os dois primeiros itens resumem o sentido da palavra: “ser crítico” é saber analisar. Mas e a palavra “crítica”?

CRÍTICA
1. Análise para avaliação qualitativa de algo: Resolveu submeter os originais à crítica do amigo.
2. Atividade de apreciar e avaliar obra artística, científica, etc. (crítica literária, crítica musical)
3. O conjunto daqueles que exercem a crítica: A crítica foi unânime: todos elogiaram a obra.
4. (Popular) Avaliação desfavorável: Seu comportamento foi alvo da crítica de todos.

“Crítica” também é um meio de se analisar algo e não é necessariamente ruim. Logo, pensar criticamente é refletir sobre os argumentos e ideias apresentados em cada situação.

Exemplo: A questão ao lado, doENADE 2009 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), pedia que os alunos avaliassem críticas feitas pela imprensa ao presidente Lula. A pergunta foi anulada após muita polêmica na mídia, com a justificativa pelos organizadores de haver problemas de formulação no texto.

Agora responda: ao ler a questão e as respostas de cada alternativa, você acha que houve mesmo algum “problema de formulação na questão”? Ou os responsáveis pelo ENADE preferiram abafar o caso evitando uma discussão sobre propaganda política numa prova oficial?

Pensar criticamente traz uma vantagem: ao avaliar ideias e argumentos, dificilmente se é manipulado pela quantidade absurda de informação que encontramos todos os dias.

Não é uma tarefa fácil, mas sua prática constante é sem dúvida o melhor meio de se tornar consciente em relação ao mundo em que se vive.

E se ainda restou alguma dúvida, não se preocupem: esse é um texto introdutório e o pensamento crítico será um dos assuntos mais abordados nesse espaço. A riqueza de exemplos fará com que todos entendam como ele funciona e como usá-lo no dia a dia.

fonte: Ciensinando

 

O PT e o centenário de Tancredo

A ausência do PT nas celebrações, promovidas pelo Senado na quarta-feira, pelo centenário de Tancredo Neves, guarda coerência com a história do partido.

Embora hoje sustente o contrário, o PT foi beneficiário, mas não protagonista (em alguns momentos, nem coadjuvante) do processo de redemocratização.

Chegou a combater algumas de suas iniciativas, como a candidatura do próprio Tancredo Neves à Presidência pelo colégio eleitoral, em 1984. Além de não apoiá-lo – considerando que tanto fazia elegê-lo como a Paulo Maluf -, expulsou três de seus deputados (Beth Mendes, José Eudes e Airton Soares) que decidiram sufragá-lo.

Quando da promulgação da Constituição de 88, anunciou que não a assinaria, por achá-la conservadora. E só o fez, sob protesto, por instâncias de Ulysses Guimarães, que pedia uma chance para aquele momento que se inaugurava.

Mesmo na campanha das diretas – e isso é fato histórico -, não estava na sua gênese. Incorporou-se à campanha quando já estava nas ruas e atraía multidões.

Não obstante, todas essas iniciativas, de que manteve asséptica distância, o beneficiaram, deram-lhe visibilidade. Mas o partido sustentava que não lhe era conveniente manter proximidade de políticos tradicionais, como Franco Montoro, Leonel Brizola, Tancredo Neves ou Ulysses Guimarães. Considerava-os, sem distinção ideológica, farinhas do mesmo saco.

A política deles era promíscua, enquanto a do PT guiava-se por paradigmas de pureza. Lula desdenhava do trabalhismo varguista, de Brizola, considerando-o superado e de índole pelega. O seu era diferente, moderno, distanciado do Estado.

Recusou alianças e manteve-se, até chegar ao poder, numa redoma de impenetrável sacralidade. Recusou todas as frentes oposicionistas que se armaram para enfraquecer o último governo militar, do general João Figueiredo, o que suscitou suspeitas de que agia sob a inspiração do estrategista do regime, general Golbery.

O partido esteve na linha de frente do impeachment de Collor, mas recusou integrar o governo Itamar, expulsando Luiza Erundina, por tê-lo aceito.

Expulsaria mais tarde, em 1996, o deputado Eduardo Jorge, por ter votado a favor da CPMF, que o partido então combatia, mas que Lula, na Presidência, considerou imprescindível para governar o país. Só não expulsou os mensaleiros e aloprados.

A primeira aliança admitida foi com Leonel Brizola, que, embora com muito mais bagagem e história, se submeteu a ser vice na chapa de Lula, em 1998.

Na eleição anterior, o PT recusara convite de Fernando Henrique para figurar na sua chapa como vice, o que lhe abriria espaço para sucedê-lo e consolidar uma aliança progressista que dizia desejar. Preferiu, porém, combater o Plano Real, empurrar o PSDB para uma aliança conservadora com o PFL e continuar marchando sozinho, contra tudo e todos.

Ao finalmente se eleger, em 2002, incorporou-se ao “mesmo saco” das farinhas que execrara. Buscou alianças conservadoras com o PMDB, PL (hoje, PRB, do vice José Alencar), PTB et caterva.

Criticava o neoliberalismo dos tucanos, mas buscara o seu vice no Partido Liberal. Criticava a política monetarista do Banco Central, mas escolheu um banqueiro tucano, Henrique Meirelles, para presidi-lo.

Condenava a política assistencialista da Bolsa Educação e dos vale-gás e vale-alimentação, mas incorporou-as sob o rótulo Bolsa Família, que se transformaria no carro-chefe de seus dois governos.

Lula depois esclareceria, algo que antes não se percebera: que era (é) uma “metamorfose ambulante”. Mas, embora mostre sintonia com o que há de mais condenável nas tradições políticas nacionais, insiste em que refundou o Brasil, idéia que, sob o bordão “nunca antes neste país”, permeia a quase totalidade de seus discursos.

Ao revogar tudo o que se fez, de Cabral (o Pedro Alvarez, não o Sérgio) a FHC, não há mesmo por que celebrar o centenário de Tancredo, algo que, para os petistas, equivale a uma peça de ficção.

O Brasil petista começa com Lula e prossegue com Dilma. Apossa-se do que de bom produziu o Brasil anterior, sonegando-lhe a autoria, e atribui o que há de ruim, inclusive o produzido sob sua égide, aos antepassados. Vale-se do desconhecimento que o povo tem da história, recente e remota, para convencê-lo de sua encenação.

Pior: consegue.

 

fonte: blog do noblat

 

Descoberta antimatéria que cria nova tabela periódica

Um grupo internacional de cientistas, com participação brasileira, conseguiu a primeira evidência experimental de que núcleos atômicos compostos de antimatéria podem ser produzidos pela colisão de íons de ouro em alta energia.

A capacidade para formar em abundância essas partículas exóticas, segundo os autores, poderá ser fundamental para por a prova aspectos fundamentais da física nuclear, da astrofísica e da cosmologia.

Produção de antimatéria

O experimento, realizado pela Colaboração Star - que reúne 584 cientistas de 54 instituições em 12 países diferentes - foi produzido no Colisor Relativístico de Íons Pesados (RHIC, na sigla em inglês), localizado nos Estados Unidos.

Segundo Alejandro Szanto Toledo, físico da USP e coautor do estudo, o artigo descreveu a primeira observação da formação de um anti-hipernúcleo.

De acordo com Toledo, uma colisão de íons pesados em alta energia, como a que foi produzida no RHIC, gera uma grande quantidade de partículas. Em tese, quando a energia é suficiente para atingir uma transição de fase, são geradas também as antipartículas.

"Essas antipartículas são submetidas à coalescência - um processo análogo à condensação - e algumas delas podem agregar, por exemplo, dois antinêutrons e um antipróton, formando um antitrítio - isto é, um núcleo de antimatéria correspondente ao do átomo de trítio - o isótopo do hidrogênio que possui dois nêutrons e um próton", disse Toledo.

Fora da Tabela Periódica

O experimento, segundo o professor, formou hádrons - partículas formadas por quarks, como os prótons e nêutrons - que possuem um chamado quark estranho, formando o chamado hipernúcleo. No modelo padrão da física de partículas, o quark estranho é aquele que possui o novo número quântico conhecido como "estranheza".

"Esse hipernúcleo formado, que é um antiestranho, é feito de antimatéria. Essa é a primeira vez em que se conseguiu uma evidência experimental de um anti-hipernúcleo. Ou seja, obtivemos um núcleo que está fora do espaço biparamétrico da tabela periódica. Trata-se, portanto, de antimatéria", explicou Toledo.

Segundo ele, já se havia obtido antiprótons e antielétrons - ou pósitrons. Mas é a primeira vez que se obtém um anti-hipernúcleo, que é algo bem mais complexo e mais raro. "Estamos felizes por termos um grupo [brasileiro] participando do trabalho, porque trata-se de fato de uma descoberta," destacou.

Outro tipo de matéria

Toledo explicou que a reação foi produzida nos mais altos níveis de energia atingidos pelo RHIC. Essa região de alta densidade de energia foi formada pela colisão de dois núcleos de ouro a 200 gigaelétron-volts (GeV).

"Como se trata de um anel de colisão, a energia no centro de massa é de 400 GeV: uma quantidade de energia suficientemente grande para derreter a matéria nuclear e provocar uma transição de fase. Com isso, conseguimos passar da matéria hadrônica para a matéria conhecida como quark-glúon plasma", explicou.

Esse novo estado da matéria nuclear originado da transição de fase, de acordo com Toledo, também foi observado pela primeira vez de forma conclusiva no HRIC. É esse estado que possibilitou a formação da coalescência, produzindo os anti-hipernúcleos.

"Para se ter uma ideia da eficiência do processo, basta dizer que, em 100 milhões de colisões, 70 foram observadas. Para reconhecer essas 70 colisões, foi preciso fazer um trabalho de identificação dessas partículas e de seus descendentes em um meio superpovoado com todas as partículas criadas pela colisão. Algo como encontrar uma agulha em um palheiro. O filtro necessário para detectar essas partículas teve que ser desenhado com extrema precisão", disse.

Descoberta antimatéria que irá criar nova tabela periódica11
"Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza." [Imagem: Star]

Tabela Periódica de antimatéria

A partir desses resultados, segundo Toledo, um dos caminhos possíveis consiste em prosseguir com os experimentos até a construção de uma nova tabela periódica. A próxima meta planejada, de acordo com ele, é a criação de um anti-hélio: uma partícula alfa de antimatéria.

"Quanto mais complexo é o antinúcleo, menor a probabilidade de coalescência. O anti-trítio é composto de três partículas. Mas se quisermos um anti-hélio, vamos precisar de quatro partículas na mesma região do espaço: dois antiprótons e dois antinêutrons. Não será fácil, mas a Cooperação Star irá enveredar por essa direção", afirmou.

Eixo da estranheza

Outro caminho para as investigações, segundo Toledo, consiste em colocar à prova as leis fundamentais da física de partículas. "Por exemplo, sabemos que a tabela periódica até recentemente possuía dois eixos: o número de prótons e o número de nêutrons. Se estendermos a tabela, podemos encontrar também o número de antiprótons e de antinêutrons no mesmo plano. Com isso, poderíamos criar um terceiro eixo na tabela, que nunca foi observado e é perpendicular aos outros dois: o eixo da estranheza."

Nova Tabela Periódica

Para conhecer outros estudos que prometem criar novas tabelas periódicas, veja as matérias

 

Os coautores brasileiros do estudo sobre a antimatéria são, além Toledo, Alexandre Suaide e Marcelo Munhoz - professores do Departamento de Física Nuclear da USP -, Jun Takahashi, professor do Instituto de Física da Unicamp e seus orientandos de doutorado Rafael Derradi de Souza e Geraldo Vasconcelos.

fonte: www.inovacaotecnologica.com.br

 

Carnaval colorido - uma experiência lisérgica

E num instante, as luzes iluminaram o palco.

E tudo ficou sensivelmente mais nítido e perceptível.
A torneira abriu (explodiu?) e a água disseminou.


Foi então que senti várias camadas ao meu redor, como órbitas de um átomo. Somos todos um grande átomo, pulsando sem parar. E cada um de nós vibra em determinada camada (sintonia).

A conexão com as pessoas fica muito mais evidente. Para as que querem estar próximas, a distância se encurta, para as que se escudam, que têm medo, ou que por alguma outra razão querem se manter afastadas, a distância aumenta de tamanho... mesmo que ela esteja ao nosso lado ! A noção de espaço muda.

Assim como a noção sensorial. Sinto meu corpo quente. A energia é tão intensa que pareço estar em chamas. Pode ser aquilo à que chamam de aura. Energia na sua forma mais pura, irradiando tudo o que se passa conosco. E se a pessoa que se aproxima também emana coisas boas, imediatamente nossas energias se fundem e sinto meu corpo encharcar. O fogo em contato com o fogo que se transforma em água.

Mas ah, o vento, quando chega, me faz estremecer. Cada brisa parece uma tempestade, sacolejando as folhas das árvores circundantes...

As ondas da música que toca, sinto virem direto ao encontro de meu ouvido, redondas. Cada nota revestida de beleza. A música entra pelo ouvido e se distribui por todo corpo. É a música me invadindo.

Dançar sorrindo, apreciando toda beleza vista - mas mal percebida! Dançar inteira, com o corpo e mente em conjunção. Sem se preocupar com nada, entregue àquele momento, àquela música, àquela situação.

Em meio à tantas cores deste mundo fantástico, faço um esforço para me recompor e voltar à realidade. O que me dá segurança é a presença dela, que também embarcou nessa viagem comigo e a quem confio piamente. Me conforta saber que está bem e na mesma vibração que eu. Assim, posso continuar curtindo a good trip.
Juntas, formamos um círculo de luz, que se espalha – ou invade – por todo lugar que passamos. Atraímos todos os olhares: curiosos, espantados, penosos, maliciosos, admirados.

É inevitável ser autêntico. Viro uma torneira aberta, com a água jorrando torrencialmente, sem dosagem. Um perigo para esse mundo acostumado a ser conveniente e falso. Meus reflexos respondem prontamente a todos os tipos de situações. Não há mais máscaras, pois... Não há o que esconder.

Ah, mas que tristeza enxergar seres tão perdidos. Tão iludidos. Acreditam (ou será que fingem?) estar aproveitando da melhor forma... Litros e litros de ilusão. Litros e litros do passaporte para a fuga desse mundo hostil. E a beleza clamando à porta... basta ultrapassar esse portal.
A minha vontade era subir a montanha que protege a cidade. E abraçar a árvore que me lembrava a árvore dos pedidos ou a árvore das almas de Avatar... isso se ela não estivesse dentro de um córrego...

E é nesses momentos que eu pisco e torno a voltar para a realidade. O Lsd 25, a incrível descoberta do Dr. Albert Hofmann, altera e expande nossos sentidos, tanto que nos leva a enxergar e encarar o mundo de forma muito mais simples, amistosa e descompromissada... e é justamente nessa sutileza que está o perigo. Ela pode colocar nossa vida - enquanto matéria - em risco, se não há um mínimo controle mental.

"Quem sou eu?"

"Do que eu gosto de verdade?"

Se você já fez algum desses questionamentos e deseja (e está pronto para) descobrir o que é a sua essência, embarque nessa viagem e desfrute o máximo que puder. Porque a realidade está te esperando aqui, e se você voltar mais forte e consciente, vai conseguir ajudá-la e transforma-la em um lugar um pouco mais habitável.

Imagem 1: Namaste by Alex Grey
Imagem 2: Beatles by Richard Avedon
Imagens 3 e 4: Avatar, James Cameron

No blog tem mais!
 

Artigo Marcelo Tas: Porque não sou petista!

Texto de Marcelo Tas em seu blog

Por não ser petista, sempre fui considerado “de direita” ou “tucano” pelos meus amigos do falecido Partido dos Trabalhadores.

Vejam, nunca fui “contra” o PT. Antes dessa fase arrogante mercadântica-genoínica, tinha respeito pelo partido e até cheguei a votar nos “cumpanheiro”. A produtora de televisão que ajudei a fundar no início da década de 80, a Olhar Eletrônico, fez o primeiro programa de TV do PT. Do qual aliás, eu não participei.

Desde o início, sempre tive diferenças intransponíveis com o Partido dos Trabalhadores. Vou citar duas.

Primeira: nunca engoli o comportamento homossexual dos petistas. Explico: assim como os viados, os petistas olham para quem não é petista com desdém e falam: deixa pra lá, um dia você assume e vira um dos nossos.

Segunda: o nome do partido. Por que “dos Trabalhadores”? Nunca entendi. Qual a intenção? Quem é ou não é “trabalhador”? Se o PT defende os interesses “dos Trabalhadores”, os demais partidos defendem o interesse de quem? Dos vagabundos?

E o pior, em sua maioria, os dirigentes e fundadores do PT nunca trabalharam. Pelo menos, quando eu os conheci, na década de 80, ninguém trabalhava. Como não eram eleitos para nada, o trabalho dos caras era ser “dirigentes do partido”. Isso mesmo, basta conferir o currículum vitae deles.

Repare no choro do Zé Genuíno quando foi ejetado da presidência do partido. Depois de confessar seus pecadinhos, fez beicinho para a câmera e disse que no dia seguinte ia ter que descobrir quem era ele. Ia ter “que sobreviver” sem o partido. Isso é: procurar emprego. São palavras dele, não minhas.

Lula é outro que se perdeu por não pegar no batente por mais de 20, talvez 30 anos… Digam-me, qual foi a última vez, antes de virar presidente, que Luis Ignácio teve rotina de trabalhador? Só quando metalúrgico em São Bernardo. Num breve mandato de deputado, ele fugiu da raia. E voltou pro salarinho de dirigente de partido. Pra rotina mole de atirar pedra em vidraça.

Meus amigos petistas espumavam quando eu apontava esse pequeno detalhe no curriculum vitae do Lula. O herói-mor do Partido dos Trabalhadores não trabalhava!!!
Peço muita calma nessa hora. Sem nenhum revanchismo, analisem a enrascada em que nosso presidente se meteu e me respondam. Isso não é sintoma de quem estava há muito tempo sem malhar, acordar cedo e ir para o trabalho. Ou mesmo sem formar equipes e administrar os rumos de um pequeno negócio, como uma padaria ou de um mísero botequim?

Para mim, os vastos anos de férias na oposição, movidos a cachaça e conversa mole são a causa da presente crise. E não o cuecão cheio de dólares ou o Marcos Valério. A preguiça histórica é o que justifica o surto psicótico em que vive nosso presidente e seu partido. É o que justifica essa ilusão em Paris….misturando champanhe com churrasco ao lado do presidente da França…outro que tá mais enrolado que espaguete.

Eu não torço pelo pior. Apesar de tudo, respeito e até apoio o esforço do Lula para passar isso tudo a limpo. Mesmo, de verdade.

Mas pelamordedeus, não me venham com essa história de que todo mundo é bandido, todo mundo rouba, todo mundo sonega, todo mundo tem caixa 2…

Vocês, do PT, foram escolhidos justamente porque um dia conseguiram convencer a maioria da população (eu sempre estive fora desse transe) de que vocês eram diferentes. Não me venham agora querer recomeçar o filme do início jogando todos na lama. Eu trabalho desde os 15 anos. Nunca carreguei dinheiro em mala. Nunca fui amigo dessa gente.

Pra terminar uma sugestão para tirar o PT da crise. Juntem todos os “dirigentes”, “conselheiros”, “tesoureiros”, “intelectuais” e demais cargos de palpiteiros da realidade numa grande plenária. Juntos, todos, tomem um banho gelado, olhem-se no espelho, comprem o jornal, peguem os classificados e vão procurar um emprego para sentir a realidade brasileira.

Vai lhes fazer muito bem. E quem sabe depois de alguns anos pegando no batente, vocês possam finalmente, fundar de verdade um partido de trabalhadores.

Marcelo é jornalista, autor e diretor de TV. Entre suas obras destacam-se; participação na criação das séries “Rá-Tim-Bum”, da TV Cultura e o “Programa Legal”, na TV Globo. Atualmente é âncora do CQC, editado pela TV Band.

marcelotas.blog.uol.com.br

Fonte: Tucano.org e williamferraz.com.br

 

FNAQ (minhas) sobre Neopentecostalismo

Vou confessar uma coisa: eu curto dar uma zapeada nos canais que passam programas evangélicos. Tem o Valdomiro, o Estevam e a Sônia, o Malafaia, o RR… Nos momentos de desespero íntimo (aka dureza), até sinto uma comichãozinha de passar lá na corrente dos 318 pastores da IURD, pra ver se pinga algum na minha horta. Mas aí eu penso: como posso ir, se estou duro e tem de fazer “desafio”? Eles aceitam promissória sem data? Cheque-pré pra numseiquando?

Mas é claro que a vontade passa, rapidinho. Simples, basta pensar. E o pensamento surge da dúvida. Eu tenho um monte de algumas dúvidas a respeito das promessas dos neopentecostais, porque, se a gente for ver, o que eles tão armando pra Deus é um B.O. nervoso. Quer ver? Srs. Pastores/bispos/apóstolos, algumas perguntas:

Quesito: CURA: A todos que assistem os cultos, os senhores prometem o milagre da cura; basta entrarem para a igreja, serem fiéis e dizimistas, certo? Por essa linha de raciocínio, a cura depende, exclusivamente, de fé em Deus (e nos senhores,claro):

1 – Do que morrem os crentes fervorosos, se nem câncer os mata mais (é só ter fé)? Morrem todos com 100 anos, de velhice?

2 – Os pastores nunca ficam doentes? Por que o Edir Macedo ainda não conseguiu a cura daquele problema na mão dele?

3 – Se um crente fervoroso for atropelado por um motorista igualmente crente fervoroso, como operou o Divino neste caso?

4 – Eu sei que tá escrito lá na Bíblia da importância do dízimo, mas se um cara absolutamente DURO (e existe gente assim) está enfermo e é muito temente a Deus, caso ele morra em decorrência dessa enfermidade e não tenha sido abençoado por “inadimplência”, não seria um caso de omissão de socorro?

Quesito: PROSPERIDADE: Quem entra pra vossa igreja e faz os “desafios” sai da lama (financeiramente), certo? Todo mundo paga dívida, compra carrão e TV LED. Eu sempre vejo as famílias felizes dando testemunhos.

1 – É garantido? Até mesmo um boçal incompetente, mas ungido na fé, vai se dar bem e alcançar a prosperidade? Kaká e Lúcio chegaram ao sucesso na carreira graças ao Senhor Jesus. Pô, mas e o Roberto Brum, que é MUITO mais crente que todos esses (faz pregação até no meio da coletiva pós-jogo), por que nunca teve uma chance pra vestir a amarelinha, nem jogou no Real Madrid?

2 –  Seria essa uma forma de implantação do socialismo ideal (uma sociedade onde todos vivam com abundância)? Se todos os habitantes da Terra virarem crentes na mesma intensidade (inclusive “dizimal”), todos serão ricos? Se não, qual o critério a ser adotado para formação das classes sociais?

3 – O que a sua igreja prefere: um Kaká dando 10% de US$ 10.000.000,00 ou dez “Vinicius” dando 10% de R$ 1000,00? Antes de responder açodadamente: no primeiro caso, está se falando de UMA alma salva; no segundo, são DEZ almas! A contabilidade da fé é em reais ou em almas entregues ao Senhor? O que conta é o rebanho ou a quantidade de lã tosquiada das ovelhas?

E uma pergunta “geral pra todos”: se todos os homens são iguais perante Deus, por que cargas d’água, pra receber uma bênçãozinha qualquer eu tenho de pedir por intermédio de um “igual”, além de sustentá-lo financeiramente? Não posso negociar diretamente contigo, Senhor? Sairia mais barato e seria mais eficiente.

 

fonte: comfelelimao.wordpress.com

 

O eleitorado brasileiro merece ver um debate entre Lula e FHC

Nos comícios agora diários, além de aprenderem que demissão por abandono de emprego não vale para presidente da República, os brasileiros ficam sabendo que o Dia da Criação só deu as caras por aqui bilhões de anos mais tarde. Mais precisamente em 1º de janeiro de 2003, quando o maior governante desde o tempo das cavernas começou a cumprir a missão que a Divina Providência lhe confiou: construir um país.

Antes de Fernando Henrique Cardoso, o que havia era muito pouco. Depois,  restou o nada. Foi Lula quem fez o Brasil. Teria feito em sete dias se não existissem o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e o IBAMA. Só por isso a mais grandiosa das obras do PAC demorou sete anos. Em compensação, o Brasil ficou uma beleza, é sócio-convidado do Primeiríssimo Mundo e logo vai virar potência. Desde que Dilma Rousseff seja eleita, condiciona o construtor da nação. Só a vitória da Mãe do PAC impedirá a volta da escuridão que Lula iluminou.

Neste domingo, com 968 palavras, Fernando Henrique enterrou no jazigo das malandragens eleitoreiras a fantasia costurada durante sete anos. O artigo ensina que o Brasil existia antes de Lula e existirá depois dele, seja quem for o sucessor. Incisivo, contundente, o texto exibe o legado de um estadista onde Lula insiste em enxergar a herança maldita.

“Gostaria que a eleição fosse no estilo nós contra eles, pão-pão-queijo-queijo”, repete Lula desde outubro. No último parágrafo do artigo, FHC primeiro reitera uma lição elementar : ”Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças”. Em seguida, apanha a luva atirada pelo sucessor: “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer”.

Como descobrir quem tem razão? Basta promover um debate público entre os dois, propôs Sebastião Silveira. Imediatamente encampada pela coluna e por VEJA.com, que cuidarão de convidar os contendores, a ideia não tem contra-indicações. Um foi presidente, outro logo deixará o cargo. Nenhum deles é candidato. O embate ajudará o eleitorado a escolher com mais segurança.

O fecho do artigo informa que FHC está pronto para o duelo. Lula vive dizendo que sonha com o debate que não pôde travar em 1994 e 1998. Duas vezes derrotado por FHC, o atual presidente tem a chance de provar que o desfecho de um terceiro confronto seria diferente. Enfim, o Brasil merece saber quem diz a verdade.

E faz questão de saber quem mente.

 

fonte: veja.com.br

 

A lição dos portugueses

Tratar o usuário de drogas como paciente, e não como criminoso, reduziu o consumo em Portugal. Isso pode dar certo também no Brasil?
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Estela Silva
SEM CRIME
Usuário fuma maconha numa rua do Porto. Deixar de prender não incentivou

Dez anos separam duas realidades de um mesmo país. Até 2000, Portugal era tomado pela pior epidemia de drogas de sua história – e uma das mais graves da Europa. Hoje, os portugueses orgulham-se de sua bem-sucedida política de descriminalização. Na década de 1990, o país chegou a ter 150 mil viciados em heroína (quase 1,5% da população). Em 2001, o governo português arriscou: descriminalizou a posse individual de todas as drogas, da maconha à heroína. De lá para cá, a polícia portuguesa não prende quem porta pequenas quantidades de droga. No lugar da punição, os usuários flagrados são encaminhados para tratamento. Quando essa decisão foi aprovada pelo Parlamento, temia-se uma explosão no consumo. Mas o que se vê agora é uma queda no uso de todas as drogas e em todas as faixas etárias (leia nos quadros) .

Os números positivos da descriminalização só vieram a público no ano passado, com a publicação de um relatório do Cato Institute. Entre 2001 e 2006, as mortes por overdose caíram de 400 para 290. O registro de pessoas infectadas pelo HIV por compartilhar seringas contaminadas passou de 2 mil para 1.400. Mais importante: Portugal não virou destino para jovens europeus dispostos a se drogar sem que a polícia os incomodasse.

A teoria por trás da política liberal de descriminalização se baseou numa premissa humanista: “Você precisa fazer uma escolha entre tratar o usuário como criminoso ou como um paciente que precisa de ajuda”, diz Manuel Cardoso, diretor do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT). Para a lei portuguesa atual, quem é flagrado usando ou portando pequenas quantidades de droga não responde criminalmente. O limite é uma dose suficiente para dez dias de consumo. Se apanhado pela polícia, no entanto, esse usuário será encaminhado para uma “comissão de dissuasão”. No ano passado, cerca de 7.500 portugueses passaram pelas comissões. Um psicólogo, um advogado e um assistente social avaliam o perfil do usuário e recomendam tratamento ou multa. A penalidade para os traficantes em nada mudou. Quem negocia qualquer tipo de droga vai para a cadeia como um criminoso comum.

A medida pode parecer radical, mas seus efeitos mostram que ela teve êxito ao enfrentar a explosão da droga, iniciada nos anos 70, no embalo das mudanças de comportamento que sacudiram o país com a Revolução dos Cravos. Quando Portugal decidiu mudar sua lei antidrogas, em 2001, a Europa carregava na memória as imagens deprimentes de “zumbis” vagando pela Platzspitz, em Zurique, na Suíça. Lá, o que era para ser uma praça pública para os usuários se drogarem de maneira “segura”, com vigilância médica e seringas limpas, transformou-se num parque de diversões para drogados e traficantes. A Suíça reconheceu o fracasso da medida e fechou a praça em 1992.

A experiência de descriminalização em Portugal não repetiu o fracasso dos suíços. As primeiras estatísticas a chamar a atenção das autoridades portuguesas foram as do sistema de reabilitação dos usuários de drogas. De 1999 a 2008, o número de viciados que passaram por tratamento saltou de 6 mil para 24 mil. Para atender os novos usuários que procuraram a reabilitação, o uso de metadona, uma substância química usada no tratamento de toxicodependentes de heroína, quase triplicou entre 2001 e 2006. “Quando era tratado como criminoso, o usuário ficava no submundo”, diz Cardoso. “É esse o usuário que agora busca tratamento.”

O crescimento da procura pela reabilitação não mostrou nenhuma relação com o aumento do consumo – um dos maiores temores de quem criticara a lei no passado. As estatísticas do IDT mostram que o número de crianças e adolescentes que já experimentaram algum tipo de droga na vida diminuiu em todas as faixas etárias e em todos os tipos de droga. O uso de heroína, um indicador muito sensível para os portugueses que se lembram da epidemia da droga, continuou estável. Entre 2001 e 2007, a porcentagem de pessoas de todas as idades que admitem ter experimentado a droga pelo menos uma vez passou de 1% para 1,1%, uma diferença considerada insignificante pelos estudiosos.

A maconha, droga que já foi consumida por pelo menos 10% dos portugueses acima dos 15 anos, também parece ter saído de moda. Hoje, Portugal está entre os países com um dos menores índices de consumo da droga na Europa. O número impressiona quando comparado, por exemplo, ao consumo de maconha nos Estados Unidos, onde 39% da população acima de 12 anos já consumiu a droga. Proporcionalmente, há mais americanos cheirando cocaína que portugueses fumando “baseados”. Esse tipo de comparação virou argumento poderoso para os defensores da descriminalização. “Portugal é um exemplo que deveria ser cuidadosamente levado em conta por outros países”, escreveu o advogado americano Glenn Greenwald, diretor do Cato Institute e autor da pesquisa sobre a descriminalização.

Greenwald, considerado um dos advogados mais influentes dos EUA, ressalta outra vantagem: o tráfico de drogas parece ter diminuído. O número de traficantes acusados pela Justiça portuguesa diminuiu depois da lei. Em 2000, houve 2.211 acusações. Em 2008, foram 1.327. Se o rigor da polícia e da Justiça portuguesas se manteve inalterado na última década, isso poderia mostrar que a “guerra contra as drogas” defendida pelos Estados Unidos tem uma natureza falha.

Diante de tantas evidências positivas, onde estaria a fragilidade do modelo português? Os números imediatamente apontam para dois problemas: crescimento do uso de cocaína e do número de mortes relacionadas ao uso de drogas a partir de 2006. O governo português diz que existem apenas problemas pontuais, causados por tendências de consumo ou por mudança de metodologia, e que isso não tira sua credibilidade. É nesse ponto que alguns especialistas discordam. Muitos acreditam que Portugal só atingiu tantos resultados porque acompanhou uma onda de diminuição do consumo de todas as drogas verificada na Europa.

Outros críticos dizem que o tamanho de Portugal, com cerca de 10 milhões de s habitantes, não serve de parâmetro para determinar se a descriminalização funcionaria, por exemplo, nos Estados Unidos. Todos concordam, pelo menos, que se a experiência da descriminalização em Portugal não ajudou, ela também não atrapalhou, a exemplo da desastrosa experiência de Platzspitz. As únicas certezas empíricas dizem que a distribuição de seringas limpas realmente reduz o número de infectados pelo HIV. Mas ninguém conseguiu entender, por exemplo, por que a Polônia, sem nenhuma política antidrogas digna de menção, tem as taxas de consumo de cocaína mais baixas da Europa.

Os liberais continuam acreditando no bom exemplo português. No começo do ano, um estudo da revista The Economist feito em parceria com as Nações Unidas investigou a relação entre narcóticos e níveis de punição em 17 países. A conclusão do estudo: não existe relação entre as duas coisas. Uma comparação entre dois países opostos no quesito “rigor punitivo”, a liberal Holanda e a rigorosa Suécia, mostrou que a legislação não interferia nos problemas que esses países enfrentavam para tratar os dependentes químicos. Nos EUA, onde imperam as mais duras regras contra o tráfico e o consumo, as drogas continuam um flagelo.

O que a descriminalização das drogas em Portugal tem a ensinar ao Brasil? “Escolher o modelo ideal é uma questão de vontade política e, principalmente, de pragmatismo”, diz Manuel Cardoso. A favor da descriminalização da maconha (e não de sua legalização, que suporia a legitimidade da produção e da venda da droga) estão três ex-presidentes latino-americanos: o brasileiro Fernando Henrique Cardoso, o colombiano César Gaviria e o mexicano Ernesto Zedillo. Há um ano, na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, exibiu-se o principal argumento desse grupo, um que explica o sucesso de Portugal: os bilhões de dólares que governos gastam prendendo e processando usuários de drogas teriam mais utilidade se destinados a programas de reabilitação. Se é verdade que o tamanho e a cultura de Portugal não traduzem o que poderia acontecer no Brasil, a experiência argentina de descriminalização da maconha, em vigor desde agosto, mostrará a chance de uma política liberal vingar na América Latina. Em Portugal, até agora, parece ter vingado.

 

 

fonte: revista época

 

Sem medo do passado, por Fernando Henrique Cardoso

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse “o Estado sou eu”. Lula dirá, o Brasil sou eu! Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote – o governo do PSDB foi “neoliberal” – e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de “bravata” do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI – com aval de Lula, diga-se – para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto “neoliberalismo” peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010. “Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois, produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela”.

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB “não olhou para o social”. Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa “Toda Criança na Escola” trouxe para o Ensino Fundamental quase 100% das crianças de sete a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

*Ex-presidente da República

 

Mais uma década perdida

É muito comum observar especialistas em educação a fixar em duas décadas o prazo suficiente para se reverter os indicadores negativos da educação brasileira.

A se considerar o desempenho nacional do setor nos anos 2000, conforme avaliação da Unesco, só o fator tempo não será o bastante para que possamos romper o baixo padrão de qualidade do nosso sistema de ensino.

O Brasil tem um líder carismático incontestável, reconhecido como estadista internacionalmente por obedecer aos mandamentos da democracia.

No plano econômico, conseguiu obter status de potência de média importância, podendo chegar ao quinto PIB mundial. No que se refere à grande demanda contemporânea de práticas sustentáveis se situa na vanguarda do planeta verde. Pelo menos esse é o balanço oficial.

Temos adquirido habilidades tecnológicas fantásticas em diversos setores, a exemplo da exploração das imensas reservas de petróleo do pré-sal. Apesar dessas extraordinárias vantagens, nos falta competência histórica para oferecer educação de qualidade.

O déficit educacional brasileiro não é apenas um óbice para a realização do país do futuro, como muitos projetam. São atuais e altamente comprometedores os problemas de mão-de-obra qualificada que o País enfrenta em diversos setores, como o da mineração, da metalurgia, de informática, entre outros.

Por conta das inúmeras oportunidades perdidas de implementar um sistema educacional decente, continuamos a apresentar índices de atraso que superam até mesmo os países mais pobres da América Latina, que temos a honra de liderar no plano geopolítico.

O Relatório de Monitoramento Global da Educação para Todos 2010 da Unesco mostra essa realidade com muita clareza. Vamos aos números: o Brasil possui o maior índice de repetência no ensino fundamental em relação a todos os países da América Latina.

Quando é aferido o percentual de alunos que completam esse ciclo de estudos, perdemos para países muito mais pobres que o Brasil como a Bolívia, o Peru, a Venezuela e o Uruguai.

Para medir o cumprimento das seis metas estabelecidas para o setor em 2000, a Unesco criou o Índice de Desenvolvimento da Educação para Todos. A escala vai de zero a 1.

O Brasil recebeu no relatório de 2010 uma avaliação de 0,883. Em relação à America Latina está à frente somente de Nicarágua, Guatemala, República Domincana, El Salvador e Suriname. Perdemos até para Honduras do bananeiro Manuel Zelaya.

Na América Latina, quatro países já conseguiram obter o índice que confere a posição de ter atingido a meta de prover educação para todos. Outros cinco estão muito próximos, inclusive a problemática Venezuela. Já o Brasil se situa em situação intermediária, na companhia indesejável de outros 16 países.

No plano global, estamos na 88ª posição entre 128 países avaliados. Para ficar na linguagem presidencial, se fosse o Brasileirão, não seria rebaixado, mas estaria distante do título.

A Unesco reconhece que o Brasil tem obtido avanço no programa de alfabetização, na inclusão ao ensino fundamental e na paridade de acesso na questão de gênero. Mas o País é reprovado quando é medido o essencial, ou seja, a qualidade do ensino.

Outro detalhe importante é o fato de a Unesco elogiar o nosso sistema de financiamento, especialmente o Fundeb. Aqui merece uma constatação importante ao se ler o relatório da Unesco. A nossa taxa de investimentos no setor educacional em relação ao PIB é a maior da América do Sul.

Há aí uma disparidade muito grande do nosso caso, se comparado com o Chile, por exemplo, entre o percentual investido e os resultados apresentados, o que nos faz inferir que além dos problemas didáticos, estritamente atinentes ao professor e ao aluno, o sistema educacional brasileiro padece de deficiências estruturais de gestão.

O relatório da Unesco não menciona, mas é preciso destacar a maneira despudorada como administradores locais mancomunados com burocratas roubam dinheiro até de merenda escolar.

O que poderia ser feito em 20 anos vai sendo adiado sine die em função do erro essencial do modelo de educação administrado. Enquanto o Brasil não se definir pela universalização da Escola em Tempo Integral, o sistema educacional vai continuar a formar analfabetos funcionais de alto custo financeiro.

Estamos a desperdiçar tempo e dinheiro, além de pôr em dúvida a real capacidade de nos convertermos em um protagonista global confiável, já que não se pode levar a sério uma nação com indicadores educacionais piores do que a Bolívia.

 

fonte: blog do Noblat

 

Lulinha o neto do Brasil

Todo o neto costuma ser mal educado e prepotente, e não foge à essa regra o Neto do Brasil, Luiz Cláudio Lula da Silva (foto), o filho mais novo de Lula. Suas estrepolías  precoces foram notícia em 2004, quando tinha ainda 19 anos. Programou um tour por Brasília levando em avião da FAB 14 colegas para passarem as férias escolares hospedados  no Palácio d a Alvorada, com direito a churrascos na granja do Torto, café da manhã, almoço e jantar, passeio de lancha no lago Paranoá e até um encontro com Pelé, tudo pago pelo contribuinte.

Nesses dias ele voltou a aprontar, sendo protagonista de um episódio deprimente, ocorrido durante uma apresentação do Cirque du Soleil. O fato foi relatado por um dos organizadores.

Lulinha estando no Ciruqe , começou a gritar, com o coordenador do espetáculo:  “Você sabe com quem está falando?”

Não satisfeito continuou com as ameaças “Quem manda nesse país é o meu pai, eu sento onde eu quiser e mando minha turma bater em você, porque descubro onde você mora”, “Você sabe com quem está falando? Também, posso fazer você perder seu emprego.” Tudo aos berros intercalados por palavrões. Ele havia tomado o assento de três senhoras que haviam pagado seus ingressos, e não queria sair do lugar delas de jeito nenhum. Ele estava acompanhado de duas garotas.

O coordenador chamou o segurança e o fez sair. O cafajeste estava bêbado e se recusava a tomar o assento que ele havia comprado, queria aquele lugar porque ele era o filho do Lula.

Pois bem, ele pediu para chamar o presidente do Cirque du Soleil. O canadense veio atendê-lo; ai… ele dizia ao coordenador:”Duvido que você conte a ele, que mandou o segurança retirar o filho do presidente do Brasil, que manda em tudo”…

O diretor canadense, disse: “Aqui mando eu, e meu funcionário obedeceu rigorosamente as leis que regem o Cirque du Soleil, portanto, você se dirija ao seu lugar ou retire-se”

Ele se retirou, e tornou a voltar porque as moças estavam chorando e queriam ver o Show.

Muitos da platéia diziam: Ele é igual ao pai, vejam como está bêbado. Palhaço!!!

É assim que os “silvas” pensam, que o Brasil é deles, essa vergonha de um bêbado vem provar que o DNA existe.

 

fonte: prosaepolitica.com.br e blog do William

 

Presidente do PSDB chama Dilma de mentirosa

Nota oficial do PSDB, assinada por seu presidente, o senador Sérgio Guerra (PE), e que acaba de sair do forno:

"Dilma Rousseff mente. Mentiu no passado sobre seu currículo e mente hoje sobre seus adversários. Usa a mentira como método. Aposta na desinformação do povo e abusa da boa fé do cidadão.

Mente sobre o PAC, mente sobre sua função. Não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária que amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas. Mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal.

Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz.

Dissimulada, Dilma Rousseff assegurou à Dra. Ruth Cardoso que não tinha feito um dossiê sobre ela. Mentira! Um mês antes, em jantar com 30 empresários, informara que fazia, sim, um dossiê contra Ruth Cardoso.

Durante anos, mentiu sobre seu currículo. Apresentava-se como mestre e doutora pela Unicamp. Nunca foi nem uma coisa nem outra.

Além de mentir, Dilma Rousseff omite. Esconde que, em 32 meses, apenas 10% das obras listadas no PAC foram concluídas – a maioria tocada por estados e municípios. Cerca de 62% dessa lista fantasiosa do PAC – 7.715 projetos – ainda não saíram do papel.

Outra característica de Dilma Rousseff é transferir responsabilidades.

A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros: ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do Tribunal de Contas da União, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul.

Assume a obra alheia que dá certo e esconde sua autoria no que dá errado.

Dilma Rousseff se escondeu durante 21 horas após o apagão. Quando falou, a ex-ministra de Minas e Energia, chefe do PAC, promovida a gerente do governo, não sabia o que dizer, além de culpar a chuva e de explicar que blecaute não é apagão.

Até hoje, Dilma Rousseff também se recusou a falar sobre o Plano Nacional de Direitos Humanos, com todas barbaridades incluídas nesse Decreto, que compromete a liberdade de imprensa, persegue as religiões, criminaliza quem é contra o aborto e liquida o direito de propriedade. Um programa do qual ela teve a responsabilidade final, na condição de ministra-chefe da Casa Civil.

Está claro, portanto, que mentir, omitir, esconder-se, dissimular e transferir responsabilidades são a base do discurso de Dilma Rousseff. Mas, ao contrário do que ela pensa, o Brasil não é um país de bobos."

 

Quem matou Zilda Arns?

Vendo a matéria do Fantástico, sobre os escombros da igreja onde Zilda Arns palestrava, o que me chamou atenção foi a seguinte frase do jornalista:

“Reparem que a única parte intacta da igreja é a imagem de Jesus crucificado”

Isso me pareceu uma assinatura, saca? Do tipo “Deus esteve aqui”.

Zilda Arns foi uma senhora de respeito, uma religiosa que fez um belíssimo trabalho com a Pastoral da Criança não só no Brasil, mas pelo mundo. É uma mulher que merece nossa admiração, independente da crença ou ausência dela.

Ainda nesta edição do Fantástico, colocaram a atriz Marília Pêra para ler o último discurso da Dra. Zilda, e o discurso já começa assim:

“Amar a Deus sobre todas as coisas…”

Não é estranho que depois de um discurso cheio de louvores, esta cristã exemplar e temente a Deus tenha morrido em um terremoto, soterrada pelas paredes que deveriam servir de casa daquele que ela mais venerava?

Quem matou Zilda Arns?

Os céticos dirão: Foi um desastre natural, que por uma infelicidade aconteceu no lugar onde a Dra. estava.

Os religiosos vão arranjar todo o tipo de desculpa possível… as que mais me fizeram rir foram: “O Haiti fez um pacto com o demônio” e a clássica “Deus quis a Dra. Zilda perto dele”.

Ambas as desculpas são ridículas, mas essa de que Deus quis a Dra. Zilda perto dele foi demais… QUE SACANA!!! Quer dizer então que para levá-la para o “seu lado”, Deus precisou derrubar uma igreja em sua cabeça? E mais! Precisava matar mais de 200 mil pessoas pra isso?

Imagens de louvor a Deus, orações, ou qualquer manifestação religiosa depois de uma tragédia dessas me soa completamente hipócrita. Se Deus existe, ele é MUITO sádico, cruel e maldoso. Como se ele acordasse um dia e pensasse “Acho que hoje vou provocar uma catástrofe. Vou pegar a Indonésia e jogar um tsunami… hummm… agora vou abalar as estruturas do Haiti, eles já estão todos ferrados lá mesmo…”.

Vamos ser racionais. Desastres acontecem, pessoas importantes morrerão nestes desastres, isso nada mais é que nosso planeta trabalhando, as forças da natureza. O que podemos fazer é lamentar a perda de uma pessoa tão querida. Tentar arranjar culpados paranormais para a tragédia é ridículo, pois o assassino seria sempre o mesmo: Deus.

Claro que sim, pois se rolasse esse pacto com o demônio que o pastor Pat Robertson diz ter ocorrido, o Onifodão deixou acontecer. E se foi Deus querendo punir de alguma forma o Haiti, por que então ele escolheu logo o momento em que uma de suas mais exemplares filhas estava presente? E se fosse apenas para punir alguém, por que então logo o Haiti? Será que aquele pobre país não tinha sido punido o suficiente?

Se Deus existe, ele trabalha de forma estranha… como os próprios religiosos dizem “Ninguém pode explicar os planos de Deus”. Só posso afirmar com certeza uma coisa: Posso não entender a maneira que ele trabalha, mas digo que ta fazendo merda.

 

UM PEQUENO UPDATE:

Do que o Haiti mais precisa no momento? Os sensatos responderiam: Água, comida, material de higiene, colchões…

Sabe o que alguns religiosos mandaram? Bíblias.

 

Coluna do dia: Haiti, EUA, Brasil e o choque de realidade

O terremoto no Haiti não jogou por terra apenas vidas e as estruturas daquele país miserável. Jogou por terra também os sonhos de grandeza do governo Lula e a farsa do discurso fácil de políticos que ainda tentam se iludir achando que o amadorismo e o despreparo podem tomar o lugar da competência e dos recursos.

A ocorrência do terremoto acabou deixando exposto o nervo da falta de recursos e da falta de equipamentos de nossas forças armadas em situações de grande necessidade. Sem condições financeiras e materiais de fazer frente ao desastre, o Brasil vê sua posição de liderança local ser posta em xeque pela esmagadora presença americana que controla todas as áreas vitais do país e a distribuição de donativos. Até no socorro às vítimas os americanos estão presentes de forma maciça e constrangedora, tomando para si a responsabilidade maior sobre todas as áreas coordenadas pela ONU no Haiti.

Isso é ruim para nós?

Não. A proporção da desgraça, a necessidade de ações rápidas e de recursos ilimitados para fazer frente a todas as exigências da situação coloca os EUA como o coordenador ideal das operações e, por ser o mais rico país do mundo, o verdadeiro protagonista da situação. O Brasil perde apenas o discurso fácil e a postura de “fortão” que o governo Lula sempre quis dar à presença brasileira naquele país.

Sem apoio sério de nosso governo e sem equipamentos capazes de fazer frente às necessidades do momento e, até mesmo, antes do terremoto, nossos militares conseguiram um resultado muito bom graças à experiência brasileira em favelas e ao fornecimento de material bélico pela ONU.

Mas, nesse momento, a brincadeira acabou e a ocasião exige que “adultos” e países experientes tomem conta da situação. Nosso exército tem excelente material humano e cérebros de alto nível. No entanto, nossas forças armadas estão em tal nível de sucateamento que é impossível para nós imaginar que sejam capazes de fazer frente até a situações do dia a dia (basta lembrar que o Brasil dispõe apenas de 4 caças interceptadores – supersônicos – para fazer frente a invasões de nosso espaço aéreo e que nossa marinha praticamente não tem navios patrulhando o nosso litoral pela simples questão de falta de combustível).

Poucos brasileiros podem saber disso, mas, por trás da propaganda do governo Lula de forças armadas equipadas e preparadas, há na verdade desaparelhamento e abandono quase total. Nos quartéis, militares são liberados para voltarem à casa todos os dias pela simples falta do que comer. Veículos que nos custaram muito caro são canibalizados para que unidades com problemas mecânicos possam continuar operando porcamente em mínimas atividades cotidianas.

Estamos criando forças armadas mal treinadas, mal equipadas e inaptas para defender nossas riquezas, nossas fronteiras e atender às mínimas condições operacionais em casos de grandes catástrofes (que também podem acontecer aqui).

O terremoto no Haiti parece ter causado abalos no ego e nos sonhos de uma gente que achava a participação do Brasil em uma missão de paz da ONU uma brincadeira ou, como eles gostam de fazer muito por aqui, um trampolim para ambições políticas em relação à própria ONU.

Agora, a verdade, caiu-lhes, literalmente, na cabeça.

 

 

fonte: perspectivapolitica.com.br

 

Igreja Católica usa argumento pífio para justificar crucifixos em repartições públicas

Ontem a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma nota oficial criticando o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos. Novamente o pomo da discórdia é a questão da retirada de crucifixos, imagens e afins de repartições públicas.

Nela, a CNBB “rejeita a criação de ‘mecanismos para impeder a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União’, pois considera que tal medida intolerante pretende ignorar nossas raízes históricas”.

Raízes históricas… Bem, a escravidão está em nossas raízes históricas. A sociedade patriarcal está em nossas raízes históricas. A desigualdade social estrutural está em nossas raízes históricas. A exploração irracional dos recursos naturais está em nossas raízes históricas. A submissão da mulher como reprodutora e objeto sexual está em nossas raízes históricas. As decisões de Estado serem tomadas por meia dúzia de iluminados ignorando a participação popular estão em nossas raízes históricas. Lavar a honra com sangue está em nossas raízes históricas. Caçar índios no mato está em nossas raízes históricas. E isso para falar apenas de Brasil. Até porque queimar pessoas por intolerância de pensamento está nas raízes históricas de muita gente.

Quando o ser humano consegue caminhar a ponto de ver no horizonte a possibilidade de se livrar das amarras de suas “raízes históricas”, obtendo a liberdade para acreditar ou não, fazer ou não fazer, ser o que quiser ser, instituições importantes trazem justificativas fracas como essa, que fariam São Tomás de Aquino corar de vergonha intelectual. Por outro lado, o pessoal ultraconservador do Tradição, Família e Propriedade e de suas dissidências deve estar exultante de alegria.

Em julho do ano passado, o Ministério Público do Piauí solicitou a retirada de símbolos religiosos dos prédios públicos, atendendo a uma representação feita por 14 entidades da sociedade civil. Em fevereiro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Luiz Sveiter mandou retirar os crucifixos que adornavam o prédio e converteu a capela católica em local ecumênico. Ou seja, não fizeram mais do que se espera de autoridades públicas em um Estado que deveria ser laico, acolhendo todas as crenças e denominações religiosas, mas sem discriminar nenhuma delas.

Ambas as ações enfrentaram contestações que defenderam a permanência dos crucifixos por motivos religiosos ou por tradição. Tradição, sabe? Aquela coisa do “Ué! Mas sempre foi assim, por que mudar?”, a que sempre se recorre quando se confronta algo do passado, nem sempre justo, com um argumento racional.

É necessário que se retirem adornos e referência religiosas de edifícios públicos, como o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional. Não é porque o país tem uma maioria de católicos que espíritas, judeus, muçulmanos, enfim, minorias, precisem engolir um símbolo cristão. Além disso, as denominações cristãs são parte interessada em várias polêmicas judiciais – de pesquisas com célula-tronco ao direito ao aborto (muitas vezes sendo intolerante na defesa de sua posição). Se esses elementos estão escancaradamente presentes nos locais onde são tomadas as decisões sem que ninguém se mexa para retirá-las, como garantir que as decisões serão isentas?

Por fim, o Estado deve garantir que todas as religiões tenham liberdade para exercer seus cultos. Mas não pode se envolver, positiva ou negativamente, em nenhuma delas. Estado é estado. Religião é religião. Pelo menos por aqui. Quem gostaria de respirar ares diferentes, pode visitar o Vaticano ou algum país islâmico em que a sharia está acima da lei dos homens.

PS: É impagável ver críticos da medida argumentado que o Cristo Redentor seria retirado do alto do Corcovado, catedrais seriam demolidas. Poupem-me, seja pelo amor de Deus ou da razão. E principalmente do bom senso.

fonte: blog do Sakamoto

 

VAMO DE RELIGIÃO?

Um bom começo são os crucifixos em repartições públicas. Para quem não sabe, os cristãos o adotaram como símbolo sagrado muito recentemente, já que sempre se identificaram, ao longo dos séculos, por meio de um peixe. Seria meio estranho uma identificação pela cruz já que, em Roma, esse artefato era um instrumento de tortura e morte (preciso explicar?).

O Cristianismo deriva da Astrologia, como praticamente toda religião mediterrânea e, por situar-se na "Era de Peixes", usava o símbolo que muitos devem conhecer de tanto visualizá-lo nas traseiras de algumas charangas (alguns outros veículos optam por "Deus é Fiel", bem sabemos). Ah, sim: parece que já estamos na "Era de Aquário". Como não acredito em nada disso, estou livre da desgraceira que se avizinha em 2012, p.ex. Mas sigamos.

Há um debate sobre manter ou não crucifixos em prédios do Poder Público ( Executivo, Legislativo e Judiciário). Manda a lógica que sejam todos retirados, já que inexistem desenhos de Tupã e orixás (para citar quem estava antes ou chegou quase ao mesmo tempo que portugueses cristãos), nem divindades judaicas, muçulmanas, celtas e assim por diante. Mas o Estado não é regido apenas pela lógica, mas antes de tudo pela Lei, sendo esta norteada pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL, que estabelece o Brasil como um país laico.

Em suma: tirem logo os crucifixos e pronto. Mas, claro, a turma carola se desdobra numa retórica danada, e às vezes engraçada (e bonitinha, em razão do esforço). E se eles conseguem defender a existência de uma trindade, na qual o pai é filho de si próprio, com direito a um ectoplasma para completar o triângulo, convenhamos, é moleza dizer que podem pendurar cruzes nos cartórios.

De todo modo, devo confessar, não me sinto bem quando preciso renovar a CNH ou resolver pendências em geral e avisto instrumento romano de tortura afixado na parede. Sinto falta, sei lá, de uma guilhotina. Por mais que tenham exagerado, os revolucionários franceses foram mais importantes para o processo democrático, não é mesmo? Os romanos, tomando por base Calígula e Nero, não me parecem tão edificantes a ponto de ter seus símbolos de assassinato exibidos ao grande público. Mas é o que nossa Administração Pública adota.

Sigamos.

Os religiosos gostam de provar que todos temos fé. Sim, nós temos fé – eles dizem e "provam". Duvidam? Vejam, por exemplo, quando um avião passa por turbulência. Imediatamente muitos passageiros fazem orações. Ahá! SÃO TODOS RELIGIOSOS! FLAGRANTE! DENÚNCIA! Está "provado", portanto, que de nada adiantam os avanços da ciência: na hora do aperto, a rapaziada sai correndo atrás da religiosidade e do misticismo.

Até mesmo quando dizemos algo como "meu deus!", o efeito interjetivo é plenamente ignorado. Eles dizem – e não adianta argumentar em contrário – que se trata de uma prova de fé. A ciência e o ceticismo foram vencidos. Perdemos.

Mas... será mesmo?

Tenho dúvida, pois religiosos costumam tropeçar de forma um pouco mais feia e, estatisticamente, isso é irrecorrível. Serei BRÓDER e simplesmente deixarei de lado todas as derrotas sofridas ao longo da história, enfim, os sucessivos cortes epistemológicos – conhecidos como "sopapos da ciência e dos fatos sobre as mais diversas crendices".

Vamos deixar para lá toda uma EXISTÊNCIA HUMANA já incansavelmente espancada: Criação, Terra Plana, Monstros nos Oceanos... Santo Agostinho deu a dica, não é mesmo? O Livro Sagrado não é para ser lido em sua literalidade, pois é repleto de alegoria. Mas o que ali é alegórico? Ele não explicou. Melzinho na chupeta, portanto. Quando algo for desmentido, nada de passar carão. ERA ALEGORIA! E vamos adiante.

O óbvio, aquilo que jamais poderá ser evocado como alegórico, o poder infinito de deuses, santos e protetores em geral, e exponho aqui levantamento do instituto mais confiável do mundo, o DataEu: para cada cético traído por uma mandinga, há mil religiosos CONVICTOS que, numa infecção, recorrem à alopatia. Sim, seus deuses e santos podem salvar, mas não custa tomar um antibiótico, não é mesmo? A ciência é uma vilã e esses céticos são chatos, mas um desses idiotas criou a penicilina e, já que a febre está subindo, qual o problema numa medicaçãozinha de oito em oito horas, né?

O Desafio (ui!)
Já que é impossível dissuadir céticos e religiosos, é preciso que se faça um desafio, um verdadeiro PACTO. Tem que ser MACHO e levar adiante. Partamos do princípio de que os dois lados estão certos. Isso mesmo: ambos têm razão. Mas, claro, obviamente um está errado. Como saber? Simples...

NA HORA DO APERTO (doenças etc.): todos os céticos ficam comprometidos em NÃO FAZER ORAÇÕES, APARECER EM TEMPLOS e/ou fazer qualquer coisa do tipo; os religiosos, por sua vez, simplesmente não tomam medicação alguma. Até podem usar computador, automóvel, eletrodomésticos, iluminações em geral (e a própria eletricidade). Deixemos de lado apenas a alopatia.

Firmô?

 

fonte: Gravatai Merengue

 

O PT mudou o Brasil? Ou foi o contrário?

"Lula e o PT conseguiram, mediante a desconstrução sistemática das realizações de outros governos, convencer a maioria de que o Brasil teria começado em 2003. Nunca antes"

 

Nunca antes na história deste país um partido se vangloriou tanto de feitos que não realizou. É o caso do PT. No seu último programa no rádio e na TV, o partido reivindicou o papel de marco zero. Até a estabilização da economia teria sido obra sua. Os petistas se jactam de ter mudado o país. Para um de seus senadores, 2009 foi "a segunda descoberta do Brasil".

No mundo, três transformações radicais sobressaem: (1) a Revolução Gloriosa (1688), que extinguiu o absolutismo inglês e levaria a Inglaterra à Revolução Industrial; (2) a Revolução Americana (1776), da qual surgiria a maior potência no século XIX; e (3) a Revolução Francesa (1789), a profunda mudança que substituiria os privilégios da nobreza, do clero e dos senhores feudais pelos direitos inalienáveis dos cidadãos.

Nada desse porte aconteceu no Brasil, nem agora nem antes. A independência foi declarada por dom Pedro, representante da metrópole. A República nasceu de um golpe de estado dado por Deodoro da Fonseca. A Revolução de 1930, a única que talvez possa ter esse título, promoveu mudanças, mas não daquela magnitude. Aqui não se viram rupturas nem violências. O regime militar findou sob negociação.

O PT pretendia mudar o Brasil, mas para pior. O título de seu programa para as eleições de 2002 era "a ruptura necessária". Prometia "uma ruptura com o atual modelo econômico, fundado na abertura e na desregulação radicais da economia nacional e na consequente subordinação de sua dinâmica aos interesses e humores do capital financeiro globalizado". Soa ridículo hoje, não?

As propostas continham inúmeros disparates: controles na entrada de capitais estrangeiros, mudanças na captação de recursos externos pelos bancos e a denúncia do acordo com o FMI, entre outros. Uma reforma tributária taxaria as grandes fortunas. O pagamento dos juros da dívida pública seria reduzido de forma voluntarista.

A Carta ao Povo Brasileiro (22 de junho de 2002) foi o começo do fim dessas ideias. Nela, Lula ainda defendia "um projeto nacional alternativo", mas falava em "respeito aos contratos e obrigações do país". O superávit primário seria preservado "para impedir que a dívida interna aumente e destrua a confiança na capacidade do governo de honrar os seus compromissos".

As visões econômicas do PT morreram de vez com Lula na Presidência. Um banqueiro foi presidir o Banco Central. No primeiro mês, elevaram-se a taxa de juros e a meta de superávit primário. Tudo o que o PT tachava de neoliberal. Na política, a coalizão de governo incluiu partidos políticos e figuras conhecidas que o PT abominava.

A política econômica foi mantida. Com a preservação da plataforma construída por seus antecessores, Lula conseguiu alçar o Brasil a novas alturas. O amadurecimento das mudanças anteriores ampliou o potencial de crescimento da economia, que foi adicionalmente impulsionada pelos ventos favoráveis da economia mundial entre 2003 e 2008. Tornou-se possível manter e ampliar os programas sociais herdados.

Muito se deve à intuição política do presidente e ao trabalho de seu primeiro ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Lula percebeu que a preservação de sua popularidade dependia do controle da inflação e por isso reforçou a autonomia do Banco Central. Ele cresceu aos olhos do mundo em razão de sua simpatia, de seu carisma e por ser um líder de esquerda moderado, defensor da democracia e da economia de mercado.

Lula e o PT conseguiram, mediante a desconstrução sistemática das realizações de outros governos, convencer a maioria de que o Brasil teria começado em 2003. Nunca antes. É um grande tento, que requereu doses elevadas de desfaçatez. Recentemente, na falta de energia no Sul e Sudeste, a preocupação não foi explicar, mas mostrar que o apagão de Lula era melhor que o de FHC.

A manutenção da política econômica foi uma decisão corajosa. Respondeu a um novo ambiente, caracterizado pela intolerância da sociedade à inflação, pela imprensa livre, pela nascente valorização da democracia e pela disciplina do mercado. Lula curvou-se às imposições dessa nova realidade. Ainda bem. O Brasil mudou o PT, que agora é, em todos os sentidos, um partido como os outros.

 

fonte: blog do Noblat

 

Programa Nacional de Exclusão dos Ateus

 

O Programa Nacional de Direitos Humanos, decretado pelo presidente Lula em dezembro do ano passado ( Decreto 7037 ), suscitou polêmicas entre representantes do próprio governo, dos empresários, da sociedade civil, da oposição e de religiosos.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes das Forças Armadas, ameaçaram pedir demissão conjunta frente ao que consideraram “revanchismo” contra os militares da ditadura instalada com o golpe de 64.

A CNA – Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil – acusou o decreto de ser preconceituoso com o agronegócio.

A Abert – Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão – protestou contra “uma forma de censura e uma forma de interferência na liberdade de expressão e na liberdade de imprensa”, segundo seu vice-presidente, Daniel Slaviero. A Rede Globo dedicou a abertura do Jornal da Globo, dia 7 de janeiro, à crítica ao decreto.

Religiosos condenaram o governo por apoiar a descriminalização do aborto

A oposição, na figura do senador do PSDB Cearense, Tasso Jereissati, apontou o que considera “mais do que uma intervenção do governo. É uma intervenção absolutamente antidemocrática e contra as liberdades fundamentais”.

Religiosos condenaram o governo por apoiar a descriminalização do aborto, a união civil entre pessoas do mesmo sexo, o direito de adoção por casais homoafetivos e por impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos.

Sem entrar no mérito das questões levantadas acima, o debate é um sinal de saúde do ambiente democrático em que vivemos. Temos a liberdade de protestar contra decretos presidenciais, articular soluções políticas, defender nossos princípios e/ou interesses.

 

E NÓS, ATEUS?

O objetivo estratégico VI, lista algumas ações relativas ao “Respeito às diferentes crenças, liberdade de culto e garantia da laicidade do Estado”.

a) Instituir mecanismos que assegurem o livre exercício das diversas práticas religiosas, assegurando a proteção do seu espaço físico e coibindo manifestações de intolerância religiosa.

b) Promover campanhas de divulgação sobre a diversidade religiosa para disseminar cultura da paz e de respeito às diferentes crenças.

c) Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.

d) Estabelecer o ensino da diversidade e história das religiões, inclusive as derivadas de matriz africana, na rede pública de ensino, com ênfase no reconhecimento das diferenças culturais, promoção da tolerância e na afirmação da laicidade do Estado.

e) Realizar relatório sobre pesquisas populacionais relativas a práticas religiosas, que contenha, entre outras, informações sobre número de religiões praticadas, proporção de pessoas distribuídas entre as religiões, proporção de pessoas que já trocaram de religião, número de pessoas religiosas não praticantes e número de pessoas sem religião.

 

ESTADO LAICO OU ESTADO ECUMÊNICO?

O decreto do presidente Lula comete o erro primário de confundir Estado Laico com Estado Ecumênico. Substitua-se a palavra “laicidade” do título pela palavra “ecumenismo” e todas as alíneas milagrosamente ganham sentido.

Não há uma só menção à não crença ou aos não crentes! Todo o conteúdo do item parte do pressuposto de uma opção religiosa.

 

a) Instituir mecanismos que assegurem o livre exercício das diversas práticas religiosas, assegurando a proteção do seu espaço físico e coibindo manifestações de intolerância religiosa.

Onde estão os mecanismos que assegurem o livre exercício da não crença?

 

b) Promover campanhas de divulgação sobre a diversidade religiosa para disseminar cultura da paz e de respeito às diferentes crenças

Onde estão as campanhas de divulgação sobre a diversidade ateísta e o respeito à não crença?

 

c) Desenvolver mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União.

No contexto, significa não privilegiar nenhuma religião.

 

d) Estabelecer o ensino da diversidade e história das religiões, inclusive as derivadas de matriz africana, na rede pública de ensino, com ênfase no reconhecimento das diferenças culturais, promoção da tolerância e na afirmação da laicidade do Estado.

Onde está o ensino da diversidade e história da não crença como parte do “reconhecimento das diferenças culturais, promoção da tolerância e na afirmação da laicidade do Estado”?

 

e) Realizar relatório sobre pesquisas populacionais relativas a práticas religiosas, que contenha, entre outras, informações sobre número de religiões praticadas, proporção de pessoas distribuídas entre as religiões, proporção de pessoas que já trocaram de religião, número de pessoas religiosas não praticantes e número de pessoas sem religião.

Onde estão os não crentes? “Pessoas sem religião” não são, necessariamente, não crentes!

EXCLUSÃO

Ao contrário dos setores citados na abertura deste post – grupos que possuem voz ativa na sociedade civil e política – nós, ateus, ainda somos uma minoria muda.

É urgente e necessário que nos organizemos e estejamos unidos na luta em defesa de nossos princípios e de nossos interesses.

ABERRAÇÕES COMO O OBJETIVO ESTRATÉGICO VI DEVEM SER DENUNCIADAS DE TODAS AS FORMAS POSSÍVEIS!

Não somos considerados cidadãos passíveis de serem representados em um programa voltado a quase 200 milhões de pessoas! Esse é um programa de exclusão dos ateus!

É inaceitável que um plano de governo que se quer Programa Nacional de Direitos Humanos, cometa falácias que ofendem a inteligência da nação e, revoltante, IGNORE A EXISTÊNCIA DE NÃO CRENTES!

 

fonte: bule voador

 

Ajude a turbinar a audiência do filme sobre Lula

O deputado estadual Artur José Vieira Bruno, do PT do Ceará, está sorteando 100 ingressos com quem queira assistir ao filme "Lula, o filho do Brasil".

Se é o seu caso, e se você mora no Ceará, acesse a página Promoção Mandato Artur Bruno

É bom dar antes uma lida no regulamento do concurso

Na sua primeira semana de exibição, o filme fez muito sucesso no Nordeste, onde Lula é o rei do isopor, e menos, bem menos no Sudeste e no Sul.

Preocupados com isso, vários leitores do blog postaram sugestões para dar uma turbinada no filme.

De um deles, que se assina Guapolouco:

1. Bolsa-Docu (de documentário): um sanduba, uma tubaína, vale-transporte, abono do ponto, fotos autografadas dos jornalistas Paulo Henrique Amorim e Luiz Nassif.

2. Seu ingresso vale milhões: ingressos numerados para concorrer a um sorteio semanal de casas, carros, computadores, viagens, cesta básica por um ano.

3. Lulafone: preencha o cupom no verso do ingresso e concorra a um telefonema de lula (se ele tiver tempo, é claro)

4. Bolsa-brahma: concorra a uma visita guiada à fábrica da Ambev, uma das patrocinadoras do filme. E beba de graça tudo o que puder enquanto conhece as instalações da cervejaria.

5. Lulatour: vá ao cinema e ganhe de brinde uma voltinha no aerolula.

 

fonte (artigo): blog do Noblat

fonte (imagem): Lula LOL blog

 

A hora e a vez da ecologia mental

No dia 2 de fevereiro de 2007 ao ouvir em Paris os resultados acerca do aquecimento global dados a conhecer pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas (IPCC) o então Presidente Jacques Chirac disse:

”Como nunca antes, temos que tomar a palavra revolução ao pé da letra. Se não o fizermos o futuro da Terra e da Humanidade é posto em risco”.

Outras vozes já antes, como a de Gorbachev e de Claude Levy Strauss pouco antes de morrer advertiam: “ou mudamos de valores civilizatórios ou a Terra poderá continuar sem nós”.

Esse é o ponto ocultado nos forums mundiais, especialmente o de Copenhague. Se for reconhecido abertamente, ele implica uma autocondenação do tipo de produção e de consumo com sua cultura mundialmente vigente.

Não basta que o IPCC diga que, em grande parte, o aquecimento agora irreversível é produzido pelos seres humanos.

Essa á uma generalização que esconde os verdadeiros culpados: são aqueles homens e mulheres que formularam, implantaram e globalizaram o modo de produção de bens materiais e os estilos de consumo que implicam depredação da natureza, clamorosa falta de solidariedade entre as atuais e as futuras gerações.

Não adianta gastar tempo e palavras para encontrar soluções técnicas e políticas para a diminuição dos níveis de gases de efeito estufa se mantivermos este tipo de civilização.

É como se uma voz dissesse: “pare de fumar, caso contrário vai morrer”; e outra dissesse o contrario: “continue fumando, pois ajuda a produção que ajuda criar empregos que ajudam garantir os salários que ajudam o consumo que ajuda aumentar o PIB”.

E assim alegremente, como nos tempos do velho Noé, vamos ao encontro de um dilúvio pré-anunciado.

Não somos obtusos a ponto de dizer que não precisamos de política e de técnica. Precisamos muito delas.

Mas é ilusório pensar que nelas está a solução. Elas devem ser incorporadas dentro de um outro paradigma de civilização que não reproduza as perversidades atuais.

Por isso, não basta uma ecologia ambiental que vê o problema no ambiente e na Terra. Terra e ambiente não são o problema.

Nós é que somos o problema, o verdadeiro Satã da Terra quando deveríamos ser seu Anjo da Guarda. Então: importa fazer, consoante Chirac, uma revolução. Mas como fazer uma revolução sem revolucionários?

Estes precisam ser suscitados. E que falta nos faz um Paulo Freire ecológico! Ele sabiamente dizia algo que se aplica ao nosso caso:

”Não é a educação que vai mudar o mundo. A educação vai mudar as pessoas que vão mudar o mundo”.

Precisamos destas pessoas revolucionárias, caso contrario, preparemo-nos para o pior, porque o sistema imperante é totalmente alienado, estupificado, arrogante e cego diante de seus próprios defeitos. Ele é a treva e não a luz do túnel em que nos metemos.

É neste contexto que invocamos uma das quatro tendências da ecologia (ambiental, social, mental, integral): a ecologia mental.

Ela trabalha com aquilo que perpassa a nossa mente e o nosso coração. Qual é a visão de mundo que temos?

Que valores dão rumo à nossa vida? Que espiritualidade cultivamos? Como nos devemos relacionar com os outros e com a natureza?

Que fazemos para conservar a vitalidade e a integridade de nossa Casa Comum, a Mãe Terra?

Não dá em poucas linhas traçar o desenho principal da ecologia mental, coisa que fizemos um inúmeras obras e vídeos.

O primeiro passo é assumir o legado dos astronautas que viram a Terra de fora da Terra e se deram conta de que Terra e Humanidade foram uma entidade única e inseparável e que ela é parcela de um todo cósmico.

O segundo, é saber que somos Terra que sente, pensa e ama, por isso homo (homem e mulher) vem de húmus (terra fecunda).

O terceiro que nossa missão no conjunto dos seres é de sermos os guardiães e os responsáveis pelo destino feliz ou trágico desta Terra, feita nossa Casa Comum.

O quarto é que junto com o capital natural que garante nossa bem estar material, deve vir o capital espiritual que assegura aqueles valores sem os quais não vivemos humanamente, como a boa-vontade, a cooperação, a compaixão, a tolerância, a justa medida, a contenção do desejo, o cuidado essencial e o amor.

Estes são alguns dos eixos que sustentam um novo ensaio civilizatório, amigo da vida, da natureza e da Terra. Ou aprendemos estas coisas pelo convencimento ou pelo padecimento.

Este é o caminho que a história nos ensina.

 

fonte: oglobo.globo.com/pais/noblat

 

Os 10 mandamentos dos ateus

1.Não faça aos outros o que não quer que façam com você

2.Em todas as coisas, faça de tudo para não provocar o mal

3.Trate os outros seres humanos, as outras criaturas e o mundo em geral com amor, honestidade, fidelidade e respeito

4.Não ignore o mal nem evite administrar a justiça, mas sempre esteja disposto a perdoar erros que tenham sido reconhecidos por livre e espontânea vontade e lamentados com honestidade

5.Viva a vida com um sentimento de alegria e deslumbramento

6.Sempre tente aprender algo de novo

7.Ponha todas as coisas à prova; sempre compare suas idéias com os fatos, e esteja disposto a descartar mesmo a crença mais cara se ela não se adequar a eles

8.Jamais se autocensure ou fuja da dissidência; sempre respeite o direito dos outros discordar de você

9. Crie opiniões independentes com base em seu próprio raciocínio e em sua experiência; não se permita ser dirigido pelos outros

10. Questione tudo

fonte: Deus, um delírio (Dawkins)

 

O governo Lula está falindo o Brasil

De acordo com o que o Senador Álvaro Dias expôs no seu blog e twitter, “O discurso presidencial faz com que muitos brasileiros acreditem  que nosso país  pagou sua dívida externa e ela ultrapassa 230 bilhões de dólares. A dívida interna cresceu de 650 bilhões de reais no inicio do Governo Lula para 1 trilhão e 600 bilhões de reais .” (veja aqui e aqui)

Em outro post em seu blog e twitter reafirma: “No ultimo ano do Governo Lula cresce a preocupação com a chamada herança maldita. O  ano que passou, fica marcado pela degradação fiscal, populismo , assistencialismo e perda de competitividade .A dívida pública interna chega a 1 trilhão e 600 bilhões de dólares. Nossa  dívida bruta se aproxima da marca dos 70% do PIB, enquando a média dos paises emergentes é de 43%. Em elaboração sem dúvida , uma bomba de efeito retardado que exigirá do próximo Presidente drásticas medidas para desarmá-la, sob pena de ve-la explodir em seu próprio colo.” (veja aqui e aqui)

Estas afirmações podem ser bem compreendidas se relembrarmos acontecimentos recentes como a retenção do imposto de renda por período maior que o normal em outras épocas, a falta/atraso de repasse aos municipios, aumentos incomuns no salário mínimo e previdencia, aumento nos beneficios dos programas assistenciais, diminuição dos investimentos na saúde (SUS), excesso de medidas provisórias assegurando verbas astronomicas às obras do PAC, entre outras coisas noticiadas pela mídia.

De acordo com o que afirma o Senador Álvaro Dias, percebo que o período de maior gasto, foi justamente o período em que o Presidente da República resolveu de maneira antecipada subir em palanques com o objetivo de forçar a promoção da chamada “Mãe do PAC”, a Ministra Dilma Roussef, pré-candidata à Presidência da República, no meu entendimento, isso caracterizaria a utilização da máquina do governo para campanha política antecipada, quebrando assim, duas regras eleitorais.

É fato conhecido e evidente que o Presidente Lula, utiliza as contas públicas, consequentemente nosso dinheiro, para eleger uma sucessora, e ele ainda tem a cara-de-pau de dizer “Os homi estão bravo porque tamo inaugurando obra.(sic)

Nada contra aumentar o salário mínimo, previdencia e valores de programas assistenciais. Desde que sejam realizados com planejamento e responsabilidade. Este tipo de governo é característico de todo governo petista, nos primeiros mandatos assolam as contas públicas, acabam com a saúde publica, investem exageradamente (muitas vezes mais do que arrecadam) em programas assistenciais e em uma eventual sucessão, fazem um governo porco e sem arrecadação, tentando cobrir os gastos do governo anterior. Se não conseguem eleger um sucessor, vem com discursos podres, dizendo que o governo não investe em nada, não melhora a vida das pessoas, seguindo esta linha de raciocínio, podemos ver bem o porque, porque qualquer governo responsável e que tenha um mínimo de ombridade, necessita regular as contas para que possa assim, realizar novos investimentos responsáveis.

O fato é que o PT é realmente muito bom de propaganda e de afundar com contas públicas. Mais um mandato petista, despreparado, irresponsável, populista, assistencialista e fiscalmente degradada, significa a falência do País. Teremos que mais uma vez pedir dinheiro ao FMI, que irá cobrar uma fortuna de juros. Para que na campanha seguinte aos governos petistas, tenhamos mais uma vez o discurso de que os outros fazem divida, enquanto o Lula e o PT pagaram a dívida externa, o que é mentira também, pois ele pagou os JUROS da dívida e não toda ela.

Assim é fácil ganhar eleição, basta maquiar os números e escrever um bom discurso e pronto. Agir, trabalhar e ser responsável para com uma Nação é bem mais difícil que ter uma popularidade de mais de 80%, é bem mais difícil do que ser elogiado pelo exterior quando se compra jatos com valores astronômicos e com tecnologia inferior aos da concorrência que por acaso é mais barato.

Ser popular é bom, porque todo mundo puxa o saco querendo uma beirinha de popularidade, as TV’s do mundo todo noticiam quando o homem mais poderoso do mundo chama o presidente de “O Cara”. Ainda acho que o Obama quis dizer “O Cara de Pau” porque afunda e vende o Brasil e tem apoio da população.

É uma vergonha Brasil, vamos reagir!

 

fonte: williamferraz.com.br

 

CrisTOY

Depois dizem que com Religião não se brinca.

O bom desse brinquedo é que se o seu filho o quebrar, em 3 dias ele se conserta sozinho.

Segundo a embalagem o boneco é " totalmente articulado", ou seja, não é como aqueles bonecos que você compra e ficam pregadões, sem se moverem.

A embalagem ainda diz: "Ouça Jesus Falar". Certamente ele ensina os mandamentos de Deus como: "Não farás pra ti imagem alguma do que está nos céus.." ou então "Vinde a mim as criancinhas... por apenas R$ 49,90!"

Sim. Jesus, o Filho de Deus custa R$ 49,90! O que comprova que Judas nunca foi um bom judeu, pois o vendeu por apenas 30 moedas.

E enquanto a Hasbro cobra R$ 70,00 no Max Stell, um boneco que precisa de uma lancha de R$ 40,00 pra fazer uma operação oceânica, a Tales of Glory (fabricante de Jesus) cobra apenas R$ 49,90 num boneco que não precisa de acessório nenhum pra caminhar sobre as águas. Pense nisso na hora de presentear.

Falando no preço do brinquedo ainda, não sei quanto custa os outros apóstolos da coleção, mas o boneco de seu arqui-inimigo com certeza está 16,70 mais caro que Jesus, o Filho de Deus. Faça as contas agora na calculadora do Windows e veja o resultado.

Mas eu ainda acho que  o Falcon e os Comandos em Ação são brinquedos mais cristãos que esse aí. Eles sim são verdadeiras réplicas dos cristãos que conhecemos: fazem guerras, atiram... essas coisas...

 

Fonte: http://danilogentili.zip.net

 

Por uma Petrobras pública, forte e competitiva!

Vamos chegando a 2010, último ano do governo Lula, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continua nos jornais. Não por vontade própria, mas pela saudade que o PT sente dele, afinal é muito mais prazeroso colocar a culpa no antecessor do que assumir as próprias responsabilidades. Volta e meia aparece na mídia ou na internet alguém do atual governo se esquivando de respostas ou esbravejando num palanque que o culpado pelos problemas do Brasil é o líder oposicionista. Falam até de problemas que não existem, ou seja, inventam acusações. É este o motivo que me faz trazer a Petrobras ao blog. É preciso preservar a veracidade para que os que saíram vitoriosos nas urnas não manejem a história conforme os seus interesses.

A ilação recorrente é de que o governo tucano privatizaria a Petrobras, a maior estatal do Brasil. Além de discursos sem qualquer conteúdo, manipulam informações para induzir a opinião pública a acreditar nisso. Coloquemos os pingos nos “is”. O presidente Fernando Henrique Cardoso nunca teve a intenção de vender a estatal petrolífera. Pelo contrário, nos 8 anos da gestão do PSDB a empresa foi internacionalizada e se credenciou para ser um dos motores do nosso desenvolvimento.

Vamos às mentiras e aos fatos. Em 08 de agosto de 1995 o então Presidente Fernando Henrique enviou ao, já naquela época, presidente do Senado José Sarney uma carta que estabelecia as diretrizes do seu governo na reforma constitucional que modernizaria o setor petrolífero. FH foi taxativo e acabou com os rumores de que a Petrobras seria vendida. Leia o texto na íntegra:

Brasília, 8 de agosto de 1995

Exmo. Senhor

Senhor José Sarney

Presidente do Senado

estimado Senador Sarney

Em recente encontro que mantive com o Senado Ronaldo Cunha Lima e com o Senador Jader Barbalho, referiu-me o ilustre relator no Senado da PEC nº 6 suas preocupações quanto à eventual privatização da PETROBRÁS, bem como quanto às condições futuras de operações daquela empresa.

Desenho reafirmar a V. Excelência o que foi exposto em discurso na Câmara pelo Líder do governo naquela casa, Deputado Luís Carlos Santos.

Por isso mesmo, quando do encaminhamento do projeto de lei para regulamentar o novo dispositivo constitucional, proporei ao Congresso Nacional, que:


1. a PETROBRÁS não seja passível de privatização;

2. a União não contrate empresas para a pesquisa e lavra em áreas que tenham produção já estabelecida pela PETROBRÁS, áreas essas que permanecerão, observadas as normas do novo modelo, com a citada companhia estatal;

3. nas licitações para concessões de pesquisa e lavra, no caso de igualdade de propostas apresentadas, seja assegurado à PETROBRÁS direito de preferência de contratações.

Esses pontos, como disse acima, já foram expostos pelo Líder do governo na Câmara. Em consideração ao Senado, estou pedindo ao Líder Élcio Álvares que entregue a V. Excia., esta carta para que a Casa tome diretamente conhecimento do pensamento do governo. Esclareço, outrossim, que havendo fórmula regimental parece-me que a lei de regulamentação deva ser aprovada em votação qualificada.

Cordialmente, com um abraço,


Fernando Henrique Cardoso (Clique AQUI para ler o documento ORIGINAL.)


Depois da palavra do Presidente da República, o Congresso Nacional aprovou as mudanças constitucionais propostas pelo Poder Executivo que consistiam, em síntese, na quebra do monopólio estatal na exploração do petróleo e na criação de um mercado competitivo que proporcionasse maiores investimentos, sejam públicos ou privados, na extração do produto. Em 1997 foi sancionada a lei n. 9.478, vigente até hoje.

Mas os partidários do atual governo desenterraram um documento datado de 08 de março de 1999 que expõe os compromisso que o Brasil assumia na época junto ao Fundo Monetário Internacional e outras instituições financeiras visando a realização de um ajuste fiscal. Deste documento, o PT destacou o item 27 que, entre outras coisas, diz o seguinte:

O governo também anunciou que planeja vender ainda em 1999 o restante de suaparticipação em empresas já privatizadas (tais como a Ligth e a CVRD) bem como o restante das ações não-votantes da PETROBRAS.

(clique AQUI para ler o documento na íntegra)

No discurso do PT isso se chama privatização. Não é! O protocolo de intenções do governo, demonstrado no documento, foi cumprido neste quesito e no entanto a Petrobras é até hoje uma estatal. O que foi feito então? De fato o governo vendeu ações da Petrobras. Vendeu e muito! E isso foi ótimo!

A partir de 1999 Fernando Henrique Cardoso determinou que todas as ações preferenciais que estavam sob o poder do governo federal fossem vendidas. Ao colocar à venda quase 180 mil papéis sem poder de voto nas decisões da empresa o governo diminuiu a sua participação acionária, mas manteve o controle administrativo. Uma boa parte dessas ações foram vendidas aos trabalhadores brasileiros que investiram o seu FGTS na Petrobras e obtiveram lucros recordes nos anos posteriores. Outra parte ficou com fundos de pensão, BNDES, entre outras organizações brasileiras. Menos de 5% estão nas mãos de estrangeiros. Apesar de hoje o governo federal deter pouco mais que 32% de todas as ações da empresa, das ações ordinárias, que são as que dão direito à voto no conselho administrativo, o governo federal detém 55% dos papéis, o que torna a Petrobras uma estatal.

Depois da aprovação da Lei do Petróleo em 1997 e na mudança acionária da Petrobras nos anos seguintes, o Brasil passou a ser competitivo no mercado mundial do petróleo. Com a inserção de companhias estrangeiras e a profissionalização da gestão da estatal brasileira, em menos de 10 anos a produção nacional dobrou e chegamos à auto-suficiência. O modelo eficiente e competitivo criado pelo governo FHC fez do Brasil uma potência energética, sem deixar o Estado de lado nas decisões deste setor estratégico. Se as mudanças não tivessem sido implementadas certamente ainda estaríamos presos à burocracia e à falta de competitividade. Os resultados são tão expressivos que as normas legais criadas pelo PSDB e seus aliados não mudaram até hoje. Infelizmente alguns insistem em negar a história e procuram manipular quem não tem domínio sobre o tema.

fonte: Blog do William

 

Cartão de Natal para céticos

fonte: www.treta.com.br

 


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