Pare de ser vira-lata: o brasileiro tem sim cultura para ter armas

De todos os argumentos contra o uso de armas de fogo, seja para esporte, colecionismo ou defesa, para mim não há argumento mais ralé, e ao mesmo elitista, que dizer que o brasileiro não tem cultura para possuir tais instrumentos. Nas palavras de Nelson Rodrigues, criador do chamado complexo de vira-latas: “entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima.”

Sim, é exatamente assim que o brasileiro se vê, aliás, vê os outros, pois nunca vi alguém dizer que por ser um ignorante, um inculto, não merece o direito de se defender, de dirigir ou de votar. Como sempre acontece, o problema são os outros! Não raramente, quem afirma isso, com ares de superioridade intelectual são os membros da esquerda caviar. Tal discurso, elitista e preconceituoso, encontrou solo fértil no Brasil, onde anos e anos de governos de esquerda pregaram e continuam pregando que o fator socioeconômico e cultural – educação resolve tudo! – é o responsável pela criminalidade e homicídios. Sim, foram os socialistas, os pregadores da igualdade, que incluíram o fator econômico como um excludente para exercer a legítima defesa. Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma sobretaxaram armas e munições e criaram taxas que visavam “desestimular o comércio (legal) de armas no Brasil”, o que na prática significava impedir que pessoas mais pobres e menos cultas tivessem a possibilidade de adquirir armas de fogo. Muito preocupados com a igualdade e defesa dos mais pobres esse pessoal, hein?

Pelas minhas andanças pelo Brasil a trabalho ou passeio, conheci todo tipo de gente e foi no interior, entre gente pobre, quase beirando a miséria, muitas vezes analfabetos que pude constatar o que sempre defendi: que escolaridade elevada não torna ninguém moralmente melhor ou pior. Não é a pobreza que transforma pessoas em assassinos. Perdi a conta de quantas casas e pequenos sítios estive, onde, ao lado da cama, perto do fogão à lenha, lá estava uma cartucheira, um revólver, que nunca foram usados para o mal, muito pelo contrário.

No ambiente urbano isso não é diferente. Quando casei, morei por alguns anos na periferia de São Paulo, mais precisamente na COHAB II de Carapicuíba, local tido como violento. E o que pude constatar foi exatamente a mesma coisa! Havia gente de bem armada e havia bandidos armados, mas somente esses últimos cometiam crimes utilizando-se de armas, veja só, ilegais! Cabe lembrar que até 1997 o porte ilegal de armas nem crime era, não passava de uma simples contravenção penal. A posse então, ou seja, ter uma arma em casa era tão corriqueiro quanto ter um liquidificador e os únicos que se incomodavam com isso eram os bandidos que evitavam ao máximo adentrarem em casas onde houvesse alguém. Nem por isso o Brasil era um “bang-bang” como os filmes de Hollywood, muito pelo contrário. Ninguém saía dando tiros por qualquer batidinha de trânsito e brigas de família não acabavam em tragédia por conta disso.

Será que o povo brasileiro regrediu tanto assim? Nos tornamos menos civilizados e menos cultos? Bom, se isso aconteceu – eu sei que não aconteceu! – foi culpa da própria esquerda que esteve à frente de sucessivos governos. Basta comparar com outros países próximos. O Paraguai tem hoje a terceira menor taxa de homicídios (7,98) da América do Sul, perdendo apenas para o Chile (2,97) e o Uruguai (7,81). Os três países possuem leis incomparavelmente menos restritivas do que a brasileira e o Uruguai é o país mais armado da América Latina. Falei mais sobre isso no recente artigo Como o Paraguai destrói toda a argumentação desarmamentista usada no Brasil, vale a pena dar uma lida.

Vou encerrando por aqui e me despeço com um singelo pedido: deixe de ser vira-lata ou pelo menos pare de medir os outros pela sua régua.

Menos desarmamento e mais dignidade

armed

“Todas as vezes que você se coloca a favor do desarmamento por se achar uma pessoa “do bem” ou “a favor da vida” saiba que está contribuindo para construir este tipo de sociedade e contribuiu também para que chegássemos a este ponto.

Sim, parte da responsabilidade é sua, desarmamentista. Você precisa chegar até a página 2 do problema, deixar de ser superficial e parar de ficar repetindo palavrinhas bonitas que vê na TV. A saúde e a paz, sua e de sua família dependem disto.

Junto com o desarmamento vem à filosofia do “nunca reaja” e então, 12 anos desta lavagem cerebral, é neste ponto que chegamos.

O cidadão não vale nada
sua dignidade não vale nada
sua liberdade não vale nada
sua honra não vale nada
sua reputação não vale nada
sua vida não vale nada
porque a ele não resta nada, a não ser “nunca reagir”.

“O crime usa fuzil, e o cidadão não pode ter nem um .38…”
“O crime usa fuzil, e o cidadão não pode ter nem um .38…”

E assim fica ele à mercê de qualquer tipo de abuso, seja do estado, de um delinquente, de um criminoso ou um comediante provavelmente bêbado e drogado que resolve praticar um estupro dentro de um restaurante na frente de todos e usar isto para se promover.

As pessoas não sabem se defender, e já se esqueceram de que DEVEM se defender. E isso só acontece porque o Estado nos proíbe e nos criminaliza ao tentarmos.

O crime usa fuzil, mas não posso ter um .38. O crime mata a facada mas eu serei preso e multado se carregar uma lâmina.

Certos que a chance de reação é mínima, o crime é cometido, filmado, divulgado em redes sociais, divulgado na televisão, é aplaudido e usado para promover quem os comete com a conivência da mídia.

Só resta o constrangimento da plateia que assim como a vítima parece não acreditar no que esta vendo, porque não sabe COMO, e não sabe que DEVE reagir.

Sim, é nossa OBRIGAÇÃO O reagir a este tipo de situação!

Americano adepto ao Open Carry abastecendo seu carro em algum posto de gasolina nos EUA. Este Senhor provavelmente não será atacado por racistas, e caso seja, responderá a altura. 
Americano adepto ao Open Carry abastecendo seu carro em algum posto de gasolina nos EUA. Este Senhor provavelmente não será atacado por racistas, e caso seja, responderá a altura.

As praticas criminosas que antes exigiam grande esforço param se deixar no anonimato, agora são divulgadas e são motivos de orgulho. Sinal de uma sociedade degenerada.

Já que ninguém fez nada, resta a vitima escolher entre a humilhação de saber que estas pessoas andam por aí rindo dele, e a humilhação eterna caso tente recorrer à justiça.

Se você não se sente capaz de reagir a uma situação como esta, parabéns. Acabou de perceber a necessidade imediata de mudarmos nossa legislação com relação ao porte de armas de fogo.

A simples possibilidade da vitima ou qualquer outra pessoa presente no ambiente estar apta e pronta para defesa já tornaria, a situação bem diferente.

“Pink Pistols” movimento LGBT nos EUA que prega o livre acesso às armas e ao porte legal de armas, em sua placa é dito: “Gays armados não são espancados”, garanto que uma arma os defenderá muito mais do que a forma que os movimentos LGBT brasileiros pregam.
“Pink Pistols” movimento LGBT nos EUA que prega o livre acesso às armas e ao porte legal de armas, em sua placa é dito: “Gays armados não são espancados”, garanto que uma arma os defenderá muito mais do que a forma que os movimentos LGBT brasileiros pregam.

O direito de o cidadão ter uma arma de fogo vai muito além da probabilidade de haver um disparo. A dinâmica e a relações interpessoais mudam e é esta mudança que promove uma sociedade menos violenta.

Neste caso, o cenário menos pior, é o vídeo ser “fake” e a vitima ter concordado em passar por esta situação, o que eu acho muito difícil. Mesmo assim, ficaria a APOLOGIA a um crime nojento e inaceitável.

Meu desejo: Que todos pagassem e respondesse por estupro. Já que a lei mudou e o simples constrangimento é enquadrado neste artigo. Um beijo à força já seria o suficiente para isto.

Minha opinião: Não vai dar em nada ! Continuarão com seus altos salários na TV, e restará a vitima lidar com isso para o resto da vida.

Meu conselho: Vai se acostumando. Você verá cada vez mais este tipo de coisa. É esta a sociedade que estamos construindo, pois o próprio criminoso chama isto de “nossa tradição”.

Não seja você a participar disto!”

Este texto foi escrito pelo leitor Eduardo Nagy e enviado pelo amigo André Felipe do canal do youtube “Tchô Perguntar”!

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A esquerda progressista e a consagração da culpa

 

No início do século XX, o movimento progressista — à época, liderado pela esquerda americana — entrou em cena pregando o fascinante e sedutor evangelho da Libertação da Culpa.  Os indivíduos — proclamavam audaciosamente os progressistas — estavam reprimidos, inibidos e repletos de um massacrante sentimento de culpa pelo simples fato de estarem constantemente cedendo aos seus desejos e impulsos naturais.  A função autoproclamada dos progressistas era a de efetuar uma jubilosa remoção de todo e qualquer sentimento de culpa, sentimento esse que havia sido forçadamente incutido nas pessoas pela 'opressora moral religiosa', por padres e pastores. 

O hedonismo, a entrega irreprimível aos desejos e o fim de toda e qualquer sensação de culpa passaram a ser o comportamento preconizado.  Colocando em uma típica e repugnante frase da Revolução Sexual da década de 1960, "Se algo se move, acaricie e demonstre afeto".  O sexo, por fim, seria "apenas um gole d'água", algo natural e inofensivo.

No entanto, essa era da inocência e da ausência de culpa propugnada pelos progressistas durou, pelo que me lembro, aproximadamente seis meses.  Logo depois, as coisas se inverteram totalmente.

Atualmente, toda a cultura progressista é caracterizada por um maciço sentimento de culpa coletiva.  Aquele cidadão que não rezar pela cartilha politicamente correta e não professar (nem que seja apenas da boca para fora) uma longa lista de culpabilidades solenemente declaradas é automaticamente rotulado de 'reacionário' e será naturalmente tido como um pária em sua vida pública.

O sentimento de culpa é hoje onipresente, a tudo permeia e está difuso em todas as culturas e classes sociais.  E o que é ainda mais irônico: tudo isso foi imposto a nós pelos mesmos marotos que outrora prometiam uma fácil e irrestrita libertação de toda e qualquer sensação de culpa.

Um breve resumo dos sentimentos que um indivíduo tem a obrigação de ter: sentimento de culpa pelo assaltante de rua, sentimento de culpa por séculos de escravidão, sentimento de culpa pela opressão e estupro de mulheres, sentimento de culpa pelo Holocausto, sentimento de culpa pela existência de aleijados, de cegos, de anões e de deficientes mentais, sentimento de culpa por comer animais, sentimento de culpa por estar gordo, sentimento de culpa por fumar, sentimento de culpa por não reciclar o lixo, sentimento de culpa por se locomover de carro e gerar poluição, sentimento de culpa por não usar bicicleta, sentimento de culpa por haver pessoas negras com renda menor que a sua, sentimento de culpa por estar "violando a santidade da Mãe Terra" e por aí vai.

Observe que esta culpa jamais é confinada a indivíduos específicos — por exemplo, aqueles que realmente escravizaram ou assassinaram ou estupraram pessoas.  A eficácia em se induzir culpabilidade nas pessoas advém justamente do fato de que a culpa não é específica, mas sim coletiva, podendo ser expandida e ampliada por todo o planeta e, aparentemente, ao longo de várias épocas, de modo incessante.

Antigamente, desprezávamos os nazistas por causa da sua doutrina de coletivização da culpa (a qual eles impuseram a judeus e ciganos); hoje, abraçamos esse mesmo conceito nazista como se ele fosse uma característica vital do nosso sistema ético.  Confinar a culpa apenas a criminosos específicos seria uma atitude que não geraria o efeito desejado justamente porque não caberia na nossa vigente doutrina do "vitimismo credenciado".

Alguns grupos já adquiriram o status de "vítimas oficiais" — são aqueles que têm direito a tudo, principalmente ao bolso dos outros cidadãos, os quais, justamente por não estarem no grupo oficial das vítimas, estão consequentemente no grupo dos criminosos, e são os "vitimadores oficiais", normalmente homens brancos, heterossexuais e bem-sucedidos.

Destes vitimadores exige-se que sintam culpa e remorso pelas vítimas, e consequentemente — uma vez que não faz sentido se sentir culpado sem pagar por isso — assumam vários deveres e concedam infindáveis privilégios às "vítimas credenciadas", seja sendo pacificamente assaltado na rua, seja fornecendo vagas de trabalho ou em universidades por meio de cotas, seja concedendo salários sem nenhuma relação com a produtividade.

Simplesmente não há maneiras de um determinado indivíduo deixar de ser culpado.  E foi isso que nossos libertadores progressistas nos impuseram.

Para piorar, toda essa vitimologia fez com que até mesmo o sexo deixasse de ser visto como algo livre de culpa: com a implacável diatribe feminista de que "o sexo explora as mulheres", e a furiosa mania do "deve-se usar preservativos em nome do sexo seguro", seria melhor simplesmente abolir todos esses modernismos e voltarmos para a boa e velha culpa cristã em relação ao sexo.  Certamente seria algo mais simples e pacífico.

Grande parte da atual onda politicamente correta não passa de uma demente tentativa de justificar e dar continuidade a um comportamento repugnante ao mesmo tempo em que se tenta substituir o comportamento decente por uma cornucópia de regras formais ditadas por progressistas.  O problema é que essas regras formais são o inverso das boas maneiras, pois são usadas como porretes para impor o desejo de alguns poucos sobre todos os outros — e tudo em nome da "sensibilidade".

Mas uma hiper-sensibilidade é uma das maiores barreiras que podem ser impostas ao discurso civilizado e às relações sociais, e servem apenas para fazer com que as relações humanas voluntárias e francas sejam virtualmente impossíveis.

Como em todos os outros aspectos da nossa pútrida cultura, a única maneira de remediar a situação é oferecer resistência e partir para o ataque frontal e total contra esses progressistas de esquerda indutores de culpa.  É nesse ataque que jaz a única esperança de reassumirmos o controle de nossas vidas e retomarmos nossa cultura do controle destes tiranos maliciosos.

Murray N. Rothbard (1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies. 


O chicote do populismo latino-americano

populismo

O Populismo pode ser entendido como o poder de conduzir as massas conforme a conveniência daquele que o possui. É um termo muito utilizado, embora muitas pessoas não conheçam suas reais implicações, sobretudo na América Latina. Como estratégia política, o populismo foi e ainda é muito utilizado por aqui. Trata-se do uso de todo o tipo de argumento apelativo e irracional voltado ao convencimento das massas que costumeiramente são conduzidas através do sentimento e não da razão. Embora, muitos o defendam alegando que é a forma mais eficiente que a democracia encontra para colocar no poder governantes que sejam sensíveis aos apelos das massas populares. Na verdade, aqueles que possuem inclinações populistas, quando ocupam altas posições no Estado provocam uma completa degeneração da Democracia tornando-o um regime puramente demagógico. Eles não nutrem apreço algum pelo espírito democrático e pelo império da Lei fundamentais à manutenção das liberdades políticas e individuais.

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A árvore boa

"Quando cortam uma árvore boa e não arrancam suas raízes, brotos teimosos vão nascer sempre no que sobrou do tronco a dizerem que ela pode ressurgir e ficar mais alta, porque a sua seiva não se extinguiu e nem se extinguirá!"

Carmelo Regis

A Revolução Democrática de 31 de Março completa 50 anos este ano e já se observa elevado número de reportagens e artigos sobre esse fato histórico. Nesse diapasão, nas esferas federal, estaduais e até municipais avultam as diversas Comissões da Verdade criadas no País, a levantarem fatos que vão repercutir na opinião pública com uma visão num só sentido. Seu escopo maior é denegrir o fato histórico, cujo combustível veio do coração nacionalista do povo brasileiro no limiar do outono de 1964. Ao passo que os crimes cometidos pelas esquerdas radicais são nefanda e irresponsavelmente acobertados por essas comissões.

A atual "presidenta" da República, que participou ativamente da luta armada, em recente visita à paradisíaca Ilha de Cuba demonstrou ao mundo sua prestimosa submissão ao líder comunista Fidel Castro. Esse seu ato mostra que, se a revolução não fosse vitoriosa, estaríamos sob a vigência de uma "democracia sanguinária", semelhante à que ainda escraviza e aterroriza o povo cubano.

Após 30 anos da Nova República e de cinco governos civis, notam-se análises negativas quanto ao presente e ao futuro do Brasil. Os três Poderes da República, base de todo regime democrático, vivem hoje momentos sensíveis e preocupantes - corrupção e mordomias em todos os seus níveis.

O Legislativo é a instituição mais desacreditada, segundo pesquisas confiáveis. Legisla quase sempre em favor dos direitos, mas nem sempre se lembra dos deveres. O interesse nacional é secundário e, em consequência, temas de capital importância para o Brasil são postergados, só pelo simples fato de que podem trazer reflexos indesejados nas urnas.

O Judiciário passou a ser a esperança dos brasileiros por ter-se sobressaído sobremaneira no processo conhecido como mensalão, conduzido pela Suprema Corte. Esta, em seus debates, demonstrou, entretanto, que há áreas de atritos de cunho ideológico e partidário entre seus membros. Não fossem a morosidade no julgar e os longos trâmites nos processos jurídicos, seu conceito seria mais positivo.

O Executivo passa por sérias dificuldades, pois a "presidenta" demonstra ser incapaz de governar com seriedade, equilíbrio e competência. Diante de qualquer obstáculo, convoca especialistas em propaganda e marqueteiros para que façam diminuir ou mascarar os pontos negativos que poderão surgir, pois só o que ela e seu partido querem é conseguir a reeleição. Em relação à política externa, o anseio do governo é fazer o Brasil ter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU. e isso está afastado. Nosso país está sendo ridicularizado em todo o mundo por tantos escândalos. País assim não pode postular distinção de tamanha expressão mundial.

Nos dias atuais o País vive momentos conturbados, que se vêm agravando desde os surpreendentes movimentos populares de junho de 2013. A Copa do Mundo traz efetivas preocupações ao povo brasileiro.

Manifestações ininterruptas conduzidas por vândalos transformaram algumas cidades, principalmente as capitais, em verdadeiras praças de guerra. Os "rolezinhos", já bastante disseminados, trazem em seu bojo indícios de luta de classes. A criminalidade já é endêmica entre nós e isso faz com que não mais sejamos vistos como um povo pacífico e cordato. Nossos índices de crimes anuais já atingem a cifra de 50 mil mortos/ano, próximos aos de países onde há guerra civil.

As autoridades constituídas pouco fazem para reverter essa situação. Propalam promessas vãs, são incompetentes, demonstram desinteresse e má-fé. Seu aparato policial está sempre pressionado, pois suas ações são consideradas agressivas. As soluções não surgem e o País vive uma situação de descalabro político e moral, com manifestos sinais de incipiente desobediência civil. É essa a democracia que desejamos?

Finalmente, um enorme paradoxo. As Forças Armadas continuam sendo a instituição de maior credibilidade no País, e isso é se deve não apenas à eficiência, à noção de responsabilidade, ao trato da coisa pública, mas, sobretudo, aos valores morais que são cultivados em todos os seus escalões. A honestidade, a probidade, a disciplina e o empenho no cumprimento da missão são algumas virtudes que norteiam as Forças Armadas e que deveriam também ser exercidas pelos diversos mandatários dos governos de nosso país. O que, infelizmente, não ocorre.

Na área militar nota-se ainda repulsa aos atos das citadas comissões. Ela é flagrante, crescente e de silenciosa revolta. Pensam que os integrantes das Forças Armadas - quietos, calados e parecendo subservientes - assistem passivamente aos acontecimentos atuais com sua consciência adormecida. Não é bem isso que está acontecendo!

As esquerdas sempre alardeiam que os "militares de hoje" não são como "os de 1964". Sem dúvida! Aqueles, mais preparados cultural e profissionalmente e mais informados que estes, mantêm, contudo, bem viva a mesma chama que seus predecessores possuíam e lhes legaram: o amor à liberdade, aos princípios democráticos, à instituição e ao Brasil. Também não aceitarão e, se necessário, confrontarão regimes que ideólogos gramscistas queiram impor à sociedade brasileira, preconizados pelo Foro de São Paulo, órgão orientador do partido que nos governa e de alguns países da América do Sul que se dizem democratas.

Mesmo sendo vilipendiada, devemos saudar a Revolução Democrática. É voz geral entre os esquerdistas que 64 jamais será esquecido. Ótimo, nós, civis e militares que a apoiamos, também não a esqueceremos. A Revolução de 1964 será sempre uma "árvore boa"!

*Rômulo Bini Pereira é general de Exército e foi chefe do Estado Maior de Defesa.

 

fonte: https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-arvore-boa,1131960

Duríssimo golpe contra a “ideologia de gênero” nos países nórdicos

 O Conselho Intergovernamental de Cooperação Nórdico, do qual fazem parte Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia, decidiu deixar de financiar o Instituto Nórdico de Pesquisas de Gênero, o NIKK, após o jornalista, comediante e sociólogo, Harald Eia, rodar um longo, genial e devastador documentário, "Hjernevask" ("Lavagem de Cérebro"), que mostrou a manipulação e a falta de base científica da "ideologia de gênero", base "intelectual" do feminismo agressivo, a ideologia queer.

Harald estava intrigado com o fato de porque, apesar de todos os esforços dos políticos e engenheiros sociais para eliminar os "estereótipos de gênero", as garotas seguiam optando por profissões "femininas" -enfermeiras, cabeleireiras, etc.-, enquanto os homens seguiam atraídos por carreiras "masculinas" -técnicos, trabalhadores da construção civil, etc-.

As políticas de igualdade de gênero em seu país fizeram com que a tendência fosse inclusive mais acentuada. Estas políticas sempre defenderam que os sexos são papéis que se adquirem pela cultura e o meio, isto é, que não se nasce homem ou mulher, senão que se "torna".

Para seu documentário, Harald fez algumas perguntas inocentes aos principais pesquisadores e cientistas do NIKK. Depois tomou as respostas e transmitiu-as aos cientistas, líderes em sua área, em outras partes do mundo, sobretudo no Reino Unido e nos Estados Unidos, pedindo-lhes seu parecer sobre os resultados de seus pares noruegueses.

Como era de esperar, os resultados da "falsa ciência" provocaram regozijo e incredulidade entre a comunidade científica internacional, sobretudo porque se baseava em pura teoria, não apoiada por nenhuma pesquisa empírica.

Harald, após filmar essas reações, regressou a Oslo, e mostrou aos pesquisadores do Nikk. Resultou que, quando se defrontaram com a ciência empírica, os "pesquisadores de gênero" ficaram sem fala, e totalmente incapazes de defender suas teorias em relação a revisão da realidade.

A falsidade foi exposta ao ridículo diante de toda a audiência de televisão e as pessoas começaram a perguntar por que era necessário financiar, com 56 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes, uma ideologia baseada em pesquisa que não tinha credenciais científicas em nenhum lugar.



Acesse o Youtube ---->> https://youtu.be/G0J9KZVB9FM

Se você se interessou pode ver todo o documentário (com legendas em Inglês) no Vimeo:

    - The Gender Equality Paradox (O paradoxo da igualdade) - https://vimeo.com/19707588
    - The Parental Effect (O efeito parental) - https://vimeo.com/19893826
    - Gay/straight (Gay/hetero) - https://vimeo.com/19869748
    - Violence (Violência) - https://vimeo.com/19921232
    - Sex (Sexo) - https://vimeo.com/19921928
    - Race (Raça) - https://vimeo.com/19922972
    - Nature or Nurture (Natureza ou aprendizado) - https://vimeo.com/19889788

fonte: https://www.mdig.com.br/index.php?itemid=33021

Jair Bolsonaro: O grito dos canalhas

 Em 1º de novembro de 2003, um menor de idade conhecido como Champinha e quatro comparsas surpreenderam um casal de jovens –Felipe Café, 19, e Liana Friedenbach, 16– que estava acampado. Felipe foi executado no dia seguinte com um tiro na nuca. Ela viveu horrores ao ser estuprada em rodízio por seus algozes, até ser executada, no dia 5, a golpes de facão.

Dias depois, no Congresso, eu concedia entrevista à Rede TV sobre a redução da maioridade penal quando, inopinadamente, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) começou a me ofender gratuitamente, bradando que eram de minha responsabilidade aqueles crimes. Em seguida, ela me chamou de estuprador. Repetiu a ofensa e, em resposta ao meu questionamento, reafirmou que eu era estuprador.

Minha reação ocorreu num reflexo e, ante a agressão verbal injusta, respondi que não era estuprador, mas que, se fosse, não a estupraria porque ela não merecia. Seguindo-se ofensas recíprocas e a ameaça dela de me dar uma bofetada na cara, reagi defensivamente e a alertei de que, se ela me agredisse, também seria agredida. Tudo isso pode ser comprovado por vídeos na internet.

Qualquer pessoa que preza seus familiares se sentiria ofendida e muitas teriam a mesma reação.

Já me rotularam de homofóbico por ser contra o "kit gay" nas escolas do ensino fundamental e, recentemente, também fui rotulado de racista por ser contra as cotas. No caso "Preta Gil", em que fui acusado de racista depois de entrevista ao programa "CQC", da Band, o procurador-geral da República, em junho deste ano, pediu ao STF o arquivamento do processo porque o "CQC" informou não possuir mais a fita "bruta" do programa.
Entendo ser o parlamentar que melhor encarna a dura oposição ao governo do PT, em especial dos seus integrantes que tentaram mergulhar o Brasil numa aventura cubana.

Eles se incomodam comigo quando falo do passado de seus ícones, como Carlos Lamarca, que, antes de desertar, "despachou" mulher e dois filhos para Cuba, ou sobre os crimes cometidos pela VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) –de Dilma Rousseff e seu ex-marido Carlos Araújo– como a execução do jovem tenente Alberto Mendes Júnior.

Buscando restabelecer a verdadeira história recente do país, apresentei o projeto de lei nº 8.246/2014, que visa criar nova Comissão da Verdade para, entre outros crimes, apurar a afirmação do jornalista Ancelmo Gois de que só podia transitar pelo Brasil graças à carteira de identidade falsa fornecida, pasmem, pela KGB, o serviço secreto soviético.

A verdade tortura muitos parlamentares do PT, PSOL e PC do B, em especial quando, na semana passada, acusei na Comissão de Direitos Humanos o aliciamento de jovens estudantes para a Guerrilha do Araguaia para serem estupradas pelos seus comandantes comunistas.

Devemos acreditar no PT, que rejeita qualquer investigação no sequestro, tortura e execução do prefeito Celso Daniel, ou no Exército, que, impulsionado pela mídia, pela Igreja Católica, pela OAB, por mulheres nas ruas, por empresários e pela maioria esmagadora da Câmara e do Senado salvaram o país do comunismo em 1964?

Enquanto eu for parlamentar, restará ao PT apenas o direito de gritar.

JAIR BOLSONARO, 59, capitão da reserva do Exército, é deputado federal pelo PP-RJ

 

fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/12/1563973-jair-bolsonaro-o-grito-dos-canalhas.shtml

A universidade burra

Alguém até pode dar aulas numa faculdade só pela experiência. Mas incomoda quem está no “esquema”

Falo por experiência própria: a universidade brasileira é burra. Não me refiro só às públicas. As particulares também. Sou da área de comunicações e artes, faço talvez uma ressalva quanto às de exatas. Mas, como são regidas pelas mesmas regras e pelo enorme contingente de acadêmicos, em sua maioria dedicados a escrever teses que ninguém lê, arrisco dizer que não há muita diferença.

Tomei consciência disso há alguns anos, ao ler aqui e ali que este ou aquele escritor americano fora professor residente numa universidade, com cursos de escrita criativa. Nem todo escritor americano é best-seller. Muitos autores bons gramam com tiragens pequenas. Há essa válvula de escape, dentro do sistema universitário, que atrai profissionais do mercado para compartilhar suas experiências. Inicialmente, como sempre a gente faz, culpei o governo brasileiro, cujas leis provavelmente impediriam essa participação. Surpreso, por meio de conversas com docentes e diretores de universidades, descobri que a possibilidade existe. Alguém pode dar aulas numa universidade apenas por sua experiência. Chegaram a tentar, no Rio de Janeiro, com um ator famoso. Mas ouvi:

– Essas pessoas não se adaptam ao esquema.

Exato. Incomodam. O sistema universitário brasileiro é rançoso. As pessoas só ascendem por meio de trabalhos acadêmicos. Os outros incomodam.

Fiz jornalismo na Universidade de São Paulo. Trabalhei nos mais importantes veículos da imprensa escrita deste país. Fui diretor de redação. Jamais fui convidado para dar um curso, ou workshop, em escolas de jornalismo. Também fiz carreira na televisão. Sou autor de novelas. Quem me conhece sabe que, graças a Deus, tenho emprego numa empresa que admiro, a Globo. E que minhas novelas fizeram sucesso aqui no Brasil e também em muitos países do mundo. Alguém me chamou para um curso de roteiro?

Óbvio, não estou procurando emprego.

Me surpreende esse desinteresse pelo que eu poderia oferecer. Só a própria TV Globo, por meio de seu programa de contato com as universidades, manifestou interesse. Dei uma palestra numa faculdade do Rio de Janeiro, particular. Não houve um minuto em que algum aluno não entrasse ou saísse. Em nenhum momento, um professor aconselhou a parar com aquele ir e vir. Perdi a concentração.

Anos depois, um amigo e aluno me convidou para uma palestra em sua classe de teatro, numa universidade particular de São Paulo. Na sala, percebi que uma aluna estava com a filha de 4 anos. Primeiro, avisei que, se alguém saísse, não poderia voltar. Depois, pedi a saída da mãe com a criança, pois a discussão de algum tema poderia ser inadequada. A professora depois me agradeceu, porque a criança atrapalhava as aulas, que, em teatro, muitas vezes exigem leituras despudoradas. Mas não sabia como agir.

Há um ano, uma grande faculdade particular, que cobra altas mensalidades, me convidou para dar uma palestra num festival de cinema. Perguntei quanto pagariam. A resposta foi que não havia verba para isso. Já dei palestras para alunos de escolas públicas sem pensar em grana. Certa vez, fui a um bairro de periferia, na divisa de São Paulo, onde o portão de ferro era trancado para evitar a violência das ruas. Jamais cobraria nada de uma população carente, desde que tenha agenda. Mas de uma faculdade caríssima? Expliquei: o cachê era uma questão de respeito. Desistiram de mim.

Agora, vamos ver: quem são os mestres das grandes escolas de comunicação? Jornalistas que trabalharam em algum lugar há 20, 30 anos. Roteiristas fora do mercado. Gente que, reconheço, tem seu valor. Conhecem teoria, têm tempo para estudos aprofundados. E me desculpem as raríssimas exceções, que não conheço. Mas não pode ser só isso.

A universidade se distancia da realidade do mercado de trabalho. Muitos conhecidos da área e eu sentimos que seria bom compartilhar nossa experiência, não pela grana, mas para exercer uma função social. Trocar. Formar. Não pretendo fazer uma tese, mas meu trabalho já não me habilita a dar aulas de roteiro? Se ambicionasse uma cátedra, teria de seguir todos os passos da burocracia acadêmica. Que, pior, entrega ao mercado gente absolutamente despreparada. Jornalistas que não escrevem, atores que não representam, roteiristas capazes de tão somente fazer uma linda tese sobre roteiros, como seus mestres. Os acadêmicos tremem diante da ideia de seus castelos ruírem. É burrice, deles e do sistema. Ninguém devia tremer, mas compartilhar.

 

Fonte: https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-carrasco/noticia/2014/11/buniversidadeb-burra.html

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